Capítulo Vinte e nove.

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Nós estávamos sentados na parte mais calma do restaurante. Enzo ainda não tinha falado. E eu estava uma pilha de nervos.

- Você tá bem Ayla? – Enzo perguntou zombando da minha cara.

Eu sorri ironicamente para ele – Estou maravilhosamente bem – dei uma pausa – Só estou esperando um ser falar o que ele queria falar – provoquei.

Ele riu – Então eu vou falar – ele repirou fundo.

- Enzo – resmunguei.

Ele me olhou nos olhos e segurou minha mão fazendo massagem.

- Talvez você me mate ou talvez você não me mate. Mas acho que agora é o melhor momento para isso. Não, não estou ficando louco – afirmou – E também acho que talvez esteja sendo rápido demais, mas não me importo porque sou completamente louco por você – ele sorriu – Ayla – ele segurou minha mão mais forte agora – Eu quero que você venha morar comigo – afirmou – Para começarmos uma vida juntos. – ele me olhou – Você aceita Ayla?

Eu estava olhando para ele. E não conseguia expressar nenhuma reação. Respirei fundo – Enzo – apertei sua mão – Você não acha que seja um passo muito grande?

- Sim – ele deu uma pausa – Mas com a gente tudo foi assim – explicou – Moramos juntos mesmo sem se conhecer, se apaixonamos e depois eu fui embora. E do nada você me aparece na Itália, voltamos juntos e não acho nada mais juntos do que continuarmos como estávamos.

- Você é um trate – afirmei. Ele me olhou assustado – Pensei em tudo, menos isso – Levantei da cadeira e me sentei em seu colo. Entrelacei meu braço em seu pescoço – Mas mesmo sendo um traste, eu quero ir morar com você – afirmei. Selei nossos lábios – Mas hoje já vou morar na sua casa.

Ele sorriu – Nossa casa.

Eu o beijei. Eu amo esse trate que quase me matou do coração. Ficamos mas alguns minutos até resolvermos ir embora. Enzo me deixou em casa. Subi correndo as escadas e me joguei na cama. Peguei minhas malas e comecei a arruma-las. Porque hoje eu ia morar com o meu amor.

Quando já estava anoitecendo Enzo apareceu em casa, me ajudou a levar as coisas no carro. Lorenzo era o único que estava em casa.

- Sem safadeza – pediu – Não quero ser tio agora.

- Nem eu tia – resmunguei – Se bem... – Lorenzo me interrompeu.

- Cala a boca, Ayla.

Sorri e o abracei. E pedi que não avisasse ninguém, que depois eu faria isso. Peguei Dara, e fomos embora.

- Preparada? – perguntou. Ele retirava as malas do carro.

Eu sorri – Com certeza.

Ele pegou algumas malas e eu o ajudei. Subimos o elevador. Ele passou na frente e abriu a porta. E deixou que entrasse. Seu apartamento era organizado.

- Vem – falou – Vou te apresentar a casa.

Andamos-nos pelo apartamento inteiro. Encontramos Odie e deixei Dara com ele. Sumimos para o seu quarto, quero dizer nosso quarto, colocamos as coisas lá e eu me joguei na cama.

- Você sempre vem para cá? – perguntei.

Ele se deitou ao meu lado. E me puxou para si. – Depois que eu fui para a sua casa não – afirmou – Ficava quieto demais.

- E você ia para onde? – perguntei.

- Para casa da minha mãe – respondeu.

Ficamos conversando por longos minutos. Até que Enzo resolveu ir preparar a janta, e eu fui o ajudar. Fizemos a janta, e fomos comer na frente da televisão.

Eu ri. Enzo me olhou – O que foi? – perguntou

- Minha mãe me mataria se visse eu comendo de frente para a televisão.

Ele riu – Sério? – perguntou – Então acho que vamos quebrar umas regras.

- Eu gosto de segui-las.

Ele riu. E fez uma cara de pensativo – Mas eu me lembro de que nos dois já quebramos várias.

- Mas – dei uma pausa – Ninguém ficou sabendo.

Ele sorriu – Para a nossa sorte.

- Para a nossa sorte – repeti.


Louco por vocêHistórias para pegar e não largar. Descubra agora