Capítulo Dez

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Depois de uma caminhada, voltamos para casa. E eu fui direto para o quarto.

- Enzo - o chamei - Onde fica o banheiro?

Ouvi ele abrir a porta do quarto e logo em seguida fecha-la - Vem aqui, eu te mostro.

Ele pegou minha mão e me guiou até o banheiro.

- Qualquer coisa grita - brincou

Eu sorri - Pode deixar.

Assim que ele saiu, tirei minha roupa e a joguei em um canto, depois liguei o chuveiro e esperei a água esquentar, e entrei dentro. Sai do banho, e tentei achar minha toalha, porém, foi em vão. Não queria ter que chamar o Enzo, eu estava completamente nua, e molhada. Respirei fundo, tentando a achar alguma solução, mas nenhuma vinha na minha mente, a não ser chamar uma pessoa.

- Enzo - o chamei - Vem aqui, mas não abre a porta - Gritei

Ouvi leves batidas na porta - Você tá bem?

- Eu só preciso da minha toalha - pedi - e de roupas também.

Ele riu - E eu pensando, que era uma coisa séria.

- É sério - resmunguei 

- Espera - pediu. - Meus olhos estão fechados - avisou - Vou colocar na pia e sair.

- Tá bom.

Ouvi ele abrindo a porta, e logo em seguida fechando. Eu caminhei lentamente até achar a toalha e me enrolar nela, e depois me vesti nas roupas que ele escolheu. Penteei meus cabelos, e deixei eles soltos. E fui caminhando para o quarto de novo. Ouvi uma rizadas e vozes diferentes. Eu ia lá para fora, mas mudei de ideia, resolvi me sentar na cama e esperar eles irem embora. Mas o tempo, parecia passar devagar e eu estava ficando entediada.

- Ei - a voz de Enzo me chamou a atenção - Quero te apresentar umas pessoas.

Sorri - Acho melhor não.

- A vamos, você vai gostar deles.

- Mas, que são eles?

- Meus amigos - se jogou na cama - Confortável.

Eu ri - Certo, certo - disse me sentando - Vamos lá.

Ele comemorou, e eu achei que ele estava ficando louco.

Ele me guiou até o fundo da casa, e me ajudou a descer as escadas.

- Eu odeio escada - resmunguei 

Ele riu - Você gosta de resmungar, Ayla.

- Onde estamos indo? - perguntei. Porque não chegava nunca.

- Em uma praça, que tem aqui perto.

- Bom, quantos amigos são?

- Dois - respondeu - A Elisa e o Nathan.

A nossa caminha, demorou mais alguns longos minutos. Assim que chegamos, senti duas pessoas se aproximarem e falarem com Enzo. 

- Oi sou Elisa - deu um beijo na minha bochecha.

- E eu sou o Nathan - deu um beijo na minha bochecha.

- Oi. - falei timidamente - é um prazer em conhece-los

- O prazer é todo meu - Falaram juntos. Enzo riu. - Cala a boca, Enzo.

- Não falei nada - falou 

Senti a mão em meu braço - São idiotas - resmungou - Vem vamos caminhar.

- Claro.

Elisa, andava grudada no meu braço, nos caminhamos pelo parque inteiro, conversando. O engraçado, foi que parecia que se conhecíamos a anos, mas não fazia, nem alguns minutos.

- Sabe, vai ter uma festinha, hoje - começou - Vamos?

- Acho melhor não - respondi 

- Eu chamo o Enzo - pediu - Mais por favor, vamos - implorou

- Não sei - respondi. Eu estava louca para ir em festinhas.

- Ela vai? - Perguntou Nathan se aproximando.

- Ela disse, que não sabe. - Respondeu Elisa.

Senti alguém se aproximar de mim - Medo? - Enzo sussurrou no meu ouvido.

Fiz que não com a cabeça - Receio.

- Vamos - pediu - Eu prometo que não saio do seu pé.

Respirei fundo - Certo.

- Ela disse que vai - Elisa disse - Espera eu vou ir na sua casa te ajudar, a se arrumar.

- Socorro - Enzo disse - Sei ajudar ela - protestou

- Mas, quem vai ajudar ela sou eu. - deu uma pausa - E ponto final.

Eu ri.

E acabou, que todo mundo foi para a casa do Enzo.

Louco por vocêHistórias para pegar e não largar. Descubra agora