Depois de uma caminhada, voltamos para casa. E eu fui direto para o quarto.
- Enzo - o chamei - Onde fica o banheiro?
Ouvi ele abrir a porta do quarto e logo em seguida fecha-la - Vem aqui, eu te mostro.
Ele pegou minha mão e me guiou até o banheiro.
- Qualquer coisa grita - brincou
Eu sorri - Pode deixar.
Assim que ele saiu, tirei minha roupa e a joguei em um canto, depois liguei o chuveiro e esperei a água esquentar, e entrei dentro. Sai do banho, e tentei achar minha toalha, porém, foi em vão. Não queria ter que chamar o Enzo, eu estava completamente nua, e molhada. Respirei fundo, tentando a achar alguma solução, mas nenhuma vinha na minha mente, a não ser chamar uma pessoa.
- Enzo - o chamei - Vem aqui, mas não abre a porta - Gritei
Ouvi leves batidas na porta - Você tá bem?
- Eu só preciso da minha toalha - pedi - e de roupas também.
Ele riu - E eu pensando, que era uma coisa séria.
- É sério - resmunguei
- Espera - pediu. - Meus olhos estão fechados - avisou - Vou colocar na pia e sair.
- Tá bom.
Ouvi ele abrindo a porta, e logo em seguida fechando. Eu caminhei lentamente até achar a toalha e me enrolar nela, e depois me vesti nas roupas que ele escolheu. Penteei meus cabelos, e deixei eles soltos. E fui caminhando para o quarto de novo. Ouvi uma rizadas e vozes diferentes. Eu ia lá para fora, mas mudei de ideia, resolvi me sentar na cama e esperar eles irem embora. Mas o tempo, parecia passar devagar e eu estava ficando entediada.
- Ei - a voz de Enzo me chamou a atenção - Quero te apresentar umas pessoas.
Sorri - Acho melhor não.
- A vamos, você vai gostar deles.
- Mas, que são eles?
- Meus amigos - se jogou na cama - Confortável.
Eu ri - Certo, certo - disse me sentando - Vamos lá.
Ele comemorou, e eu achei que ele estava ficando louco.
Ele me guiou até o fundo da casa, e me ajudou a descer as escadas.
- Eu odeio escada - resmunguei
Ele riu - Você gosta de resmungar, Ayla.
- Onde estamos indo? - perguntei. Porque não chegava nunca.
- Em uma praça, que tem aqui perto.
- Bom, quantos amigos são?
- Dois - respondeu - A Elisa e o Nathan.
A nossa caminha, demorou mais alguns longos minutos. Assim que chegamos, senti duas pessoas se aproximarem e falarem com Enzo.
- Oi sou Elisa - deu um beijo na minha bochecha.
- E eu sou o Nathan - deu um beijo na minha bochecha.
- Oi. - falei timidamente - é um prazer em conhece-los
- O prazer é todo meu - Falaram juntos. Enzo riu. - Cala a boca, Enzo.
- Não falei nada - falou
Senti a mão em meu braço - São idiotas - resmungou - Vem vamos caminhar.
- Claro.
Elisa, andava grudada no meu braço, nos caminhamos pelo parque inteiro, conversando. O engraçado, foi que parecia que se conhecíamos a anos, mas não fazia, nem alguns minutos.
- Sabe, vai ter uma festinha, hoje - começou - Vamos?
- Acho melhor não - respondi
- Eu chamo o Enzo - pediu - Mais por favor, vamos - implorou
- Não sei - respondi. Eu estava louca para ir em festinhas.
- Ela vai? - Perguntou Nathan se aproximando.
- Ela disse, que não sabe. - Respondeu Elisa.
Senti alguém se aproximar de mim - Medo? - Enzo sussurrou no meu ouvido.
Fiz que não com a cabeça - Receio.
- Vamos - pediu - Eu prometo que não saio do seu pé.
Respirei fundo - Certo.
- Ela disse que vai - Elisa disse - Espera eu vou ir na sua casa te ajudar, a se arrumar.
- Socorro - Enzo disse - Sei ajudar ela - protestou
- Mas, quem vai ajudar ela sou eu. - deu uma pausa - E ponto final.
Eu ri.
E acabou, que todo mundo foi para a casa do Enzo.
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Louco por você
Romance#970 - superação "Sofrimento é o destino inevitável, porque é fruto do processo que nos torna humanos. O grande desafio é saber identificar o sofrimento que vale a pena ser sofrido. - Se hoje a vida lhe apresenta motivos para sofrer, ouse olhá-los d...
