Capítulo Vinte e oito.

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Enzo me levou para casa. Acordei com Dara lambendo o meu rosto.

- Certo - falei sonolenta - Já acordei.

Ela latia e balançava seu rabo freneticamente.

- O que foi? Está com fome.

Caminhei para o banheiro, fiz minha higiene. E me troquei. Desci com Dara no colo. E assim que cheguei á cozinha, coloquei um pouco de comida para ela.

- Bom dia - falei enquanto lavava as mãos

- Bom dia, Ayla - Lorenzo falou - E como foi?

O olhei - Normal eu acho - falei

- Você nunca passou por isso né? - Eu assenti - Enzo me falou que você estava uma pilha de nervos.

- Eu estava - afirmei - Mas depois que conheci a mãe dele - dei uma passa - passou.

- Enzo, ganhou o Odie.

- Ele é tão fofo - falei sorrindo - O que tem pro café? - perguntei

- Café e bolacha - afirmou - O que vai fazer hoje?

- Resolver a faculdade - comi uma bolacha - Tenho que voltar e colocar as coisas em ordem.

- Fica calma - falou - Eu vou com você - afirmou

- Não precisa - afirmei - sei me virar sozinha.

Ele deu de ombros - Te dou uma carona.

- Isso eu aceito.

Ele riu - Vamos logo - me apressou - Antes que nós matem.

Tinha certeza que ele se referiu a minha mãe e não a meu pai. Assim que saímos de casa. Lorenzo me levou para a faculdade. Quando entrei, senti um pânico.

- Ayla - gritou - Ayla você voltou - me abraçou

- Oi - falei - Eu voltei - falei animada.

- Cadê aquele gatinho que cuidava de você? - perguntou

Meu sangue ferveu - Que gatinho? - perguntei entre os dentes

Ela sorriu - Aquele que veio com você outro dia para a faculdade? - ela parecia pensar - Como ele se chama mesmo?

- Enzo - sugeri - Mas é uma pena ele tem namorada.

Certo eu e ele não tínhamos nada assumido. Mas ele era meu.

- Que pena - afirmou - Você a conhece?

- Sim - respondi - a conheço muito bem.

- Deve ser ridícula - afirmou - Como ela se chama?

- Ayla - respondi

- Ayla - ela riu - É você?

- Sim sou eu - eu estava preste a explodir - E se me der licença tenho coisas a fazer.

Saí andando e fui para a secretária. Resolvi tudo o que tinha que resolver. E pude voltar a assistir as aulas.

Foi tão bom, poder voltar a assistir as aulas. Conversei com meus professores sobre meu problema e eles deixaram que eu fizesse trabalhos, para poder recuperar minha nota. Passei o dia sozinho. Mas foi melhor.

Quando estava saindo da faculdade. Enzo me esperava.

- Oi amor - o abracei.

Ele me deu um selinho demorado - Oi.

Ele abriu a porta do carro para mim. E depois entrou.

- Como foi voltar? - perguntou enquanto dava partida no carro.

- Estranho - dei uma pausa - mais ao mesmo tempo bom.

Ele riu - Sempre duas visões - falou

- Claro - afirmei - E como foi o seu dia?

- Seu irmão pega pesado no trabalho - afirmou - não paro quieto um minuto.

- Mas como você arranjou tempo para vir me buscar?

- Claro - afirmou

- Aonde vamos? - perguntei

- Almoçar - respondeu - E quero falar umas coisas com você - me olhou de lado

- Bom ou ruim?

Ele sorriu - Nada preocupante.

- Enzo - o olhei

- Não - afirmou - Não vou embora, muito menos viajar.

Fiquei quieta pensando no que poderia ser. Enzo se divertia com a minha cara. Quando chegamos ao tal restaurante. Nós sentamos e fizemos o pedido. Enzo não falou nada. E eu estava ficando ansiosa. O que será que ele queria comigo?

Louco por vocêHistórias para pegar e não largar. Descubra agora