Enzo me levou para casa. Acordei com Dara lambendo o meu rosto.
- Certo - falei sonolenta - Já acordei.
Ela latia e balançava seu rabo freneticamente.
- O que foi? Está com fome.
Caminhei para o banheiro, fiz minha higiene. E me troquei. Desci com Dara no colo. E assim que cheguei á cozinha, coloquei um pouco de comida para ela.
- Bom dia - falei enquanto lavava as mãos
- Bom dia, Ayla - Lorenzo falou - E como foi?
O olhei - Normal eu acho - falei
- Você nunca passou por isso né? - Eu assenti - Enzo me falou que você estava uma pilha de nervos.
- Eu estava - afirmei - Mas depois que conheci a mãe dele - dei uma passa - passou.
- Enzo, ganhou o Odie.
- Ele é tão fofo - falei sorrindo - O que tem pro café? - perguntei
- Café e bolacha - afirmou - O que vai fazer hoje?
- Resolver a faculdade - comi uma bolacha - Tenho que voltar e colocar as coisas em ordem.
- Fica calma - falou - Eu vou com você - afirmou
- Não precisa - afirmei - sei me virar sozinha.
Ele deu de ombros - Te dou uma carona.
- Isso eu aceito.
Ele riu - Vamos logo - me apressou - Antes que nós matem.
Tinha certeza que ele se referiu a minha mãe e não a meu pai. Assim que saímos de casa. Lorenzo me levou para a faculdade. Quando entrei, senti um pânico.
- Ayla - gritou - Ayla você voltou - me abraçou
- Oi - falei - Eu voltei - falei animada.
- Cadê aquele gatinho que cuidava de você? - perguntou
Meu sangue ferveu - Que gatinho? - perguntei entre os dentes
Ela sorriu - Aquele que veio com você outro dia para a faculdade? - ela parecia pensar - Como ele se chama mesmo?
- Enzo - sugeri - Mas é uma pena ele tem namorada.
Certo eu e ele não tínhamos nada assumido. Mas ele era meu.
- Que pena - afirmou - Você a conhece?
- Sim - respondi - a conheço muito bem.
- Deve ser ridícula - afirmou - Como ela se chama?
- Ayla - respondi
- Ayla - ela riu - É você?
- Sim sou eu - eu estava preste a explodir - E se me der licença tenho coisas a fazer.
Saí andando e fui para a secretária. Resolvi tudo o que tinha que resolver. E pude voltar a assistir as aulas.
Foi tão bom, poder voltar a assistir as aulas. Conversei com meus professores sobre meu problema e eles deixaram que eu fizesse trabalhos, para poder recuperar minha nota. Passei o dia sozinho. Mas foi melhor.
Quando estava saindo da faculdade. Enzo me esperava.
- Oi amor - o abracei.
Ele me deu um selinho demorado - Oi.
Ele abriu a porta do carro para mim. E depois entrou.
- Como foi voltar? - perguntou enquanto dava partida no carro.
- Estranho - dei uma pausa - mais ao mesmo tempo bom.
Ele riu - Sempre duas visões - falou
- Claro - afirmei - E como foi o seu dia?
- Seu irmão pega pesado no trabalho - afirmou - não paro quieto um minuto.
- Mas como você arranjou tempo para vir me buscar?
- Claro - afirmou
- Aonde vamos? - perguntei
- Almoçar - respondeu - E quero falar umas coisas com você - me olhou de lado
- Bom ou ruim?
Ele sorriu - Nada preocupante.
- Enzo - o olhei
- Não - afirmou - Não vou embora, muito menos viajar.
Fiquei quieta pensando no que poderia ser. Enzo se divertia com a minha cara. Quando chegamos ao tal restaurante. Nós sentamos e fizemos o pedido. Enzo não falou nada. E eu estava ficando ansiosa. O que será que ele queria comigo?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Louco por você
Romance#970 - superação "Sofrimento é o destino inevitável, porque é fruto do processo que nos torna humanos. O grande desafio é saber identificar o sofrimento que vale a pena ser sofrido. - Se hoje a vida lhe apresenta motivos para sofrer, ouse olhá-los d...
