Alguns meses depois.
Enzo e eu estávamos mais próximos, se é que é possível. Ele me visitava todos os dias e aos fins de semanas eu ia ao seu apartamento. Meus pais não aceitaram no começo, mas logo foram cedendo. Lorenzo, não tinha muita escolha, mas sempre que precisava me dava uma força. E hoje era um dia muito importante. Todos nós voltaríamos ao Brasil.
Minhas malas já estavam arrumadas. Eu esperava na porta pacientemente, meus pais terminarem de se arrumar. Assim que eles ficaram prontos. Fomos rumo ao aeroporto. Enzo nos esperava lá. Fizemos todos os procedimentos necessários e embarcamos.
Quando chegamos a São Paulo, estava frio.
- A gente foi - dei uma pausa - voltou e o clima continua frio.
- Você atraí frio, Ayla - falou Lorenzo
Eu ri. - E você calor - resmunguei
- Quanta infantilidade vocês dois - minha mãe resmungou. Meu pai riu.
- Deixa as crianças, amor - Falou e foi puxando ela para longe.
Ficou somente eu, Enzo e Lorenzo.
- O que vamos fazer? - perguntou
Eu sorri - Você eu não sei - dei uma pausa - E vou com o Enzo.
- Que tal nós almoçarmos - sugeriu
- Todos? - Ele assentiu - Borá no Mc.
Os dois riram.
Lorenzo bateu em seu ombro - Você vai criar uma baleia.
Enzo riu. Eu fechei a cara. - Ai Ayla. - passou as mãos em meu rosto - Você fica lindinha emburrada.
Ele beijou minha bochecha. Eu sorri. - Vamos comer ou não?
- Escuta o que eu estou falando, Enzo - afirmou Lorenzo rindo.
Nosso caminho até a lanchonete foi de brincadeiras. Nunca tinha rido tanto na minha vida. Assim que chegamos Lorenzo estacionou o carro e todos nós descemos. Para nossa sorte estava vazia já que hoje era dia de semana. Fizemos nossos pedidos e fomos comer.
- E aí - falou o Lorenzo - Quando sai o casório?
Eu encarei Enzo. Mas ele não expressava nada além de tranquilidade.
- Assim que acabarmos a faculdade e termos um emprego fixo. - respondeu. Ele me olhou - Não é Ayla?
Eu assenti. Nós estávamos falando de casamento, se nem namorados erramos. Se bem que nossa vida já parecia de casados, sempre juntos.
- Ótimo - falou - Ainda vai dar tempo de desistir. - brincou
- Pode ter certeza - deu uma pausa. Meu coração gelou - Não vou desistir.
Ele me olhou e piscou.
- Acho melhor irmos - Lorenzo falou - Vamos Ayla.
Antes que eu pudesse responder. Enzo me chamou.
- Vou ver minha mãe - Tomou um pouco do seu refrigerante - Quer ir comigo?
- Conhecer sua mãe? - Ele assentiu - Claro.
- Sei. - Lorenzo falou com um sorriso travesso - To indo nessa casal. A gente se vê.
Falou e foi saindo.
- É sério esse negocio do casamento? - Perguntei. Enquanto ele terminava de comer seu lanche.
Ele me olhou - Porque estaria mentindo - ele sorriu - Eu amo você, e quero me casar com você e construir uma família - meus olhos encontraram os dele - E a única pessoa em que penso em fazer isso é com você.
Isso é tão Enzo. Fiquei sem palavras, então lhe dei um selinho demorado. - Eu também quero tudo isso com você, Enzo.
Quando chegamos à casa da mãe do Enzo. Eu estava uma pilha de nervos.
- Ayla - me chamou - Fica calma - pediu
Respirei fundo - Eu não consigo - choraminguei
Ele sorriu - Ela vai amar conhecer você - falou
Ele tocou a campainha e segurou minha mão entrelaçando nossos dedos. Uma mulher abriu a porta.
- Pensei que nunca ia trazer a Ayla, aqui - falou sorrindo.
- Oi mãe - falou e lhe deu um abraço - Ayla essa é a minha mãe.
- Oi - falei. Ela me deu um abraço apertado.
- Vem gente - me puxou junto com ela - Vamos entrar.
Entrei na casa e me sentei em um sofá, muito confortável.
- Soube que você é veterinária - falou - Quero te mostrar uma coisinha.
- Ainda estou cursando - falei.
Ela caminhou até um quarto. Enzo nos seguia. Quando ela abriu a porta tinha vários cachorrinhos, igual ao que Enzo me deu. Meus olhos brilharam.
- São lindos - falei
- Enzo te deu uma - deu uma pausa - não foi? - Eu assenti - E cadê ela?
- Lorenzo a levou para casa. - Enzo disse.
- Sim - falei - Ela se chama Dara.
- Diferente esse nome - falou - Mais é lindo.
Sorri. Enzo me abraçou por trás.
- Quer mais um? - sussurrou no meu ouvido.
Virei-me para ele - Querer eu quero - dei uma pausa - Mas minha mãe me mata.
- Escolhe um - falou - E eu o levo para o meu apartamento.
- Enzo, mas vai te dar um trabalhão.
Ele sorriu - Pode deixar. Eu não ligo.
O encarei séria. Ele me soltou. E eu fiquei olhando os filhotinhos. Eu peguei um e era um macho. E entrei para Enzo. Ele me deu selinho.
- Vai se chamar Odie.
- Vocês dois vão ficar aí? - a mãe do Enzo perguntou. - Fiz um café para vocês.
Nós rimos. E caminhamos até a cozinha onde ela tinha feito as coisas. Estava maravilhoso. Depois quando estava anoitecendo. Enzo resolveu ir embora.
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Louco por você
Romance#970 - superação "Sofrimento é o destino inevitável, porque é fruto do processo que nos torna humanos. O grande desafio é saber identificar o sofrimento que vale a pena ser sofrido. - Se hoje a vida lhe apresenta motivos para sofrer, ouse olhá-los d...
