Capítulo 5

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Victorio Vacchiano

Estava beijando uma prostituta quando escuto a voz de uma mulher, que em segundos está com uma adaga pressionada em meu pescoço.

"Mas que porra é essa?" Olho para a mulher a minha frente que não deve ter mais de 1,65, seus cabelos que mesclam entre um loiro e castanho estão presos em um penteado, mas há alguns fios que caem em seu rosto, a maquiagem em seu rosto faz com que seus olhos verdes azulados fiquem mais evidentes, tudo nessa mulher é lindo, ela é linda. Mas logo o encanto quebra quando lembro que ela está com uma faca em meu pescoço.

-Que porra falo eu, quem você pensa que é para colocar uma adaga em meu pescoço? - Retiro a adaga facilmente de sua mão, anos de treinamento me fizeram um belo lutador. Olho para a prostituta ao meu lado, que parece que em segundos terá um ataque cardíaco. - Saia do quarto agora! - ordeno a ela, que sai correndo dando uns gritinhos, minha atenção volta totalmente a mulher a minha frente, ela veste apenas um roupão de ceda, percebo.

-Eu sou a porra da Francesca, se você tivesse ousado a ir à porra daquele jantar de noivado você saberia quem eu sou. - A mulher esbraveja a minha frente. - Naquele jantar tudo bem você me trocar por uma prostituta, mas no dia do nosso casamento você estava prestes a fazer sexo com aquela prostituta de merda, pelo amor de Deus, faça-me o favor! eu adoraria que você acabasse com todo esse casamento patético, tenho mais o que fazer.

-Olha aqui mulher, o que eu faço ou não faço não diz respeito a você. E antes de mais uma palavra, nunca mais pense em colocar uma adaga em meu pescoço, você entendeu? - a mulher emana ódio em casa pedacinho daquele corpo lindo, fazendo me soltar uma gargalhada.

-Quem você pensa que é para rir da minha cara? - Francesca se aproxima de mim, mas antes que eu raciocine, ela dá uma pernada em meu membro. - Da próxima vez seu desgraçado, tenha mais respeito. -Sussurra em meu ouvido e sai andando quase esbarrando em meu irmão.

-Cazzo, que mulher é essa. -Seguro meu pau que lateja de dor.

-Caramba fratello, você vai se casar com uma mulher ou uma leoa? - Lorenzo entra no quarto com aquele sorriso debochado no rosto. -Mulheres, como eu amo mulheres!

-Já entendi que você ama mulheres, mas como você conhece a porra daquela mulher, sendo que você nem participou do jantar de noivado. -Olho para o meu irmão esperando sua resposta, ele anda até mim e me dá batidinhas no ombro.

-Fratello, fratello enquanto você faz questão de pegar as mulheres nas festas da família, sem se importar com que vê, eu -aponta para si mesmo. -Faço questão de conhecer todas as mulheres que estão presente nas festas, e aquela mulher -aponta para a porta onde Francesca acabou de sair. - Esteve presente na penúltima festa que mama deu, e enquanto eu conversava com ela, você estava beijando descaradamente aquela prostituta que acabou de sair do seu quarto. - Continua dando batidinhas em meu ombro, como se estivesse me consolando. -Alguém tinha que fazer o papel de homem da família, além de mais bonito, mais inteligente, mais gostoso, eu ainda tenho que ser o mais cavalheiro.

Suas palavras saem no mais puro deboche, quem não conhece o meu irmão direito até acha que ele é tudo isso que ele disse, mas eu que o conheço desde que nasceu sei que esse boca suja é tudo menos essas coisas que acabou de falar.

-Porém irmão, enquanto você conhecia as mulheres eu aproveitava a festa. -Dou um sorriso de canto da boca. - E por mais que eu aproveite a festa, eu tenho memória fotográfica e não me lembro de ter visto ela em nenhuma festa.

-Fratello, sinto em lhe dizer, mas a idade está chegando e sua cabecinha linda, não tão linda quanto a mim claro, está parando de funcionar. -Seu sorriso aumenta mais a cada palavra que sai da sua boca. - E sinto em lhe informar, pelo pouco tempo que estive com sua futura esposa, posso lhe dizer que você está encrencado.

-Já entendi, já entendi. -Jogo as mãos para o alto em sinal de rendição. - Mas mudando de assunto, como foi a missão? Conseguiu descobrir quem está por trás daquela cabeça que nos foi entregue?

-Sí, descobri. Aquele desgraçado do Luca Mansouri está de volta, ele está tentando montar um golpe para nos derrubar. Mas não vamos pensar nesse filho da puta agora, você tem um casamento, uma mulher para domar, e precisa se arrumar, aquela prostituta fez um estrago no seu cabelo. Eu até te ajudaria, mas tem alguém me esperando.

-Só não te chamo de filho da puta, porque mama me mataria, seu DESGRAÇADO. - Grito para que Lorenzo possa escutar, depois que saiu do meu quarto.

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