Vinnie Hacker, um professor estagiário, arrumou um emprego um tanto complicado. Será que dar aulas de matemática pra Jade Monroe seria tão difícil? Uma garota extremamente rica, tóxica e narcisista, que tem tudo em suas mãos na hora que bem desejar...
Tomo um susto com o toque do celular, coço a cabeça e levanto, indo até uma pequena mesinha. Mas esse não era o meu celular, era o do Vinnie. Atendo.
- Alô? - Digo meia sonolenta.
- Jade? Cadê o Vinnie? - Era a Maia, sua voz parecia abatida.
- O Vinnie está dormindo, como todo mundo às 5 da manhã. - Disse com raiva.
- Pode acordá-lo? É urgente, eu presciso muito falar com ele. - Fungou.
- Urgente? Ah, deixa eu adivinhar! Você recebeu um convite para um serviço comunitário? Não, eu não vou acordar ele. - Disse e desliguei.
Que garota mais chata, sempre arruma uma desculpa pra falar com o meu namorado. Mas dessa vez, não. Não vou deixar ela arruinar a última semana de Vinnie e eu. Eu me viro.
Vinnie: Quem era? - Perguntou bocejando.
- Só foi uma garota chata do colégio me ligando. - Pulei em cima dele.
Vinnie: São que horas, hein? - Disse cosando os olhos.
- São 5 horas, pode voltar a dormir. - Dei risada. Ele tentou me beijar mas coloquei o dedo em seus lábios. - O que eu já disse sobre beijos antes de escovar os dentes? Seu bafento. - Fiz uma careta.
Vinnie: Eu já te disse que não tenho bafo.
- Tem sim. - Sorri com deboche
Vinnie: Okay, já que não gosta de beijar esse bafento aqui, eu inicio uma greve de beijos. - Eu abri a boca como se tivesse chocada. - Será que você aguenta? - Eu rocei meu nariz no seu, deixando nossas bocas a centímetros de distância.
- Será que você aguenta? - Dei ênfase e sorri.
Vinnie: A gente pode iniciar um jogo agora, Monroe. - Diz com um sorrisinho se aproximando mas eu me afastei.
- Vai escovar os dentes logo. - Saí de seu colo e sentei na cama. Ele levantou dando uma pequena risada. - Vê se toma banho também. - Digo pegando meu celular na mesinha ao lado da minha cama.
Vinnie: Você tomou? - Disse com ar de deboche.
- Vai se fuder.
Vinnie: Se você vir comigo... - Eu joguei uma almofada no mesmo e ele riu.
. . .
Após Vinnie sair do banheiro, eu também tomei um banho, assim vestindo uma regata vermelha e uma saia justa branca. Agora eu me encontro secando o cabelo do Hacker, com ele me olhando pelo reflexo. Desligo o secador e olho pro mesmo ainda pelo espelho.
- Está querendo me falar algo?
Vinnie: Não, não. - Ele negou.
- Tem certeza? Está com cara de quem quer falar uma verdade curta e grossa. - Despejei um pouco de óleo anti-frizz em minha mão.
Vinnie: Curta e grossa? Acho que seria longa e grossa, não? - Ele fala na malícia. Eu tento não rir.
- Você é muito idiota. Eu estou falando sério. - Deslizei meus dedos pelos seus fios, delicadamente. - Me fala o que seu coração sente, Vinnie Hacker. - Ele respirou fundo e esfregou as mãos no rosto.
Vinnie: Okay, eu estou com medo da hora em que você for embora, porque não sei como seguir meu rumo sem você, Jade. - Sinto minhas bochechas queimarem. Eu encaro seu cabelo porque não quero que ele me veja com vergonha.
- Você vai conseguir, ok? É só ter foco. Foca em sua direção.
Vinnie: Você é minha direção, Monroe. - Quando eu o olho, o vi travar o maxilar enquanto encarava meu reflexo no espelho. Eu sorri e beijei sua cabeça.
- Se continuar falando assim e me deixando inutilizada, eu não conseguirei ir pra Havard.
Vinnie: Mas essa é a intenção. - Rimos. - Katy e Tanner estão lá embaixo, vamos? - Pergunta. Vamos sair para jantar em um restaurante japonês. É o favorito da Katy e, ela vai para a faculdade amanhã. MIT, Artes cênicas. Estou tão orgulhosa dela.
- Sim!
. . .
Tanner: Talvez eu entre para uma gangue ou quadrilha. - Katy deu-lhe um tapa no peito
Katy: Não gosto que fale assim, nem em brincadeira! - O repreendeu. O Tanner não terminou os estudos, pois ele se mudou para Nova York. O Vinnie e eu rimos.
- Você vai se dar bem, Tanner. Confia em mim, amigão. - Disse e toquei em seu ombro
Vinnie: Aqui. - Diz quando chegamos no restaurante. - Já estou sentindo o cheiro de suchi.
...
Tanner: O que?! Eu não sou galinha, tô com a Katy agora! Você que é uma virgenzinha. - Me zoa, jogando um guardanapo em mim.
- Eu não sou virgem! - Tiro o guardanapo de mim. Katy e Tanner me olham sem entender.
Katy: Ah, não?
Tanner: Vocês dois...? - Olha para Vinnie que estava tentando reprimir o riso - Eu não acredito. Vocês tranzaram! - Grita, tomando a atenção de algumas pessoas
- Cala a boca, Tanner! - Eu falei.
Tanner: Ah é, desculpa, foi mal aí. - Pega uma taça de água. - Brinde aos ex-virgens! - Nós brindamos e damos risada.
Logo o celular de Vinnie começa a tocar. Eu reviro os olhos quando vi que era Maia outra vez.
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"Você é minha direção, Mejorie". Depois dessa morrer pra mim é lucro
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