Vinnie Hacker, um professor estagiário, arrumou um emprego um tanto complicado. Será que dar aulas de matemática pra Jade Monroe seria tão difícil? Uma garota extremamente rica, tóxica e narcisista, que tem tudo em suas mãos na hora que bem desejar...
Tanner: Tenho certeza que vocês já estão apaixonados! - Ele riu quando eu terminei de falar.
- Fala baixo! Nós só estamos nos divertindo okay? Não vai rolar nada. - Eu mudei de canal.
Tanner: Você tá muito pra baixo, irmão! Transa com a tua aluna que vai ficar tudo suave.
- Cala a boca, seu otário. Eu não vou fazer isso. Se os pais dela descobrirem vão foder com tudo. - Suspirei. Devo admitir que tô meio que gostando dela. Quer dizer, acho que gostar não seria a palavra. Eu só sinto leve atração. Não é nada de mais.
Tanner: Por que você se prende a uma garota? Eu quero mesmo é ficar com várias. - diz se entupindo de refrigerante
- É porque você é um prostituto. - sorrio cínico
Tanner: Eu não sou um prostituto! - coloca a mão no peito e eu dou risada
- Nós dois somos muito diferentes, nunca ela ficaria comigo.
Tanner: Por que não?
- Olha pra mim, Tanner. Não faço o tipo dela. Ela gosta dos riquinhos. Além de eu ser três anos mais velho.
Tanner: Você não sabe de nada, cara! Essas garotas ricas gostam de caras mais velhos, eu te garanto. Ainda mais a Jade que é acostumada com moleques. Quando ela descobrir que homens com mais experiência são muito melhores, ela vai pedir uma trepada pra você toda aula.
- Você já ficou com caras de mais experiência é? - Eu zoei.
Tanner: Se eu não fosse hetero eu te pegava - me olha dos pés a cabeça - Nossa eu te pegava muito.
- Eu vou fingir que não ouvir isso. - ele dá risada
Tanner: Tô falando sério, Hacker. A garota te quer, para de ser lento. - Ele diz e volta seu olhar para a TV. Eu nunca sigo nenhum conselho de Tanner porque são totalmente equivocados, mas dessa vez, talvez ele tenha razão. Talvez eu tenha que deixar um pouco de viver o passado e começar a viver o presente, sem me preocupar com as consequências.
- Eu acho que você tem razão.
Tanner: Eu sempre tenho razão.
. . .
Acordo sem um pingo de vontade de viver (como sempre). Eu cortei meu cabelo ontem a noite com Tanner então está mais fácil de arrumar. Eu o sequei com a toalha depois do banho e vesti uma blusa preta. Me jogo no sofá e pego o notebook pra corrigir alguns exercícios.
- O Tanner você viu meu tênis?! - Eu grito pra ele ouvir seja lá onde esteja.
Tanner: Não grita não. - Ele desceu as escadas um pouco atordoado.
- Quem manda dormir três da manhã conversando com sua esposa. - Havia sarcasmo em meu tom.
Tanner: Vai se fuder, você e seu tênis. - Diz revirando um saco de batata frita na boca.
- Quando eu voltar quero esse sofá todo limpo. - Aponto para alguns resquícios de comida de ontem a noite.
Tanner: Tá bom, mãe. Quer me botar pra mamar também? - Ele tirou um dos pares do meu tênis debaixo de uma almofada e jogou na minha cara.
- Eu acho seriamente que você tá precisando de um pau. - Eu coloco o tênis.
Tanner: Eu presciso é da Katy. Manda sua namorada mandar ela vir aqui.
- Não é minha namorada.
Tanner: Eu continuo querendo a minha.
- Eu tô pouco me fodendo. - Levanto dali e ando até a porta. - E se sujarem minha cama eu te mato.
Fecho a porta e começo a andar. Ao caminhar, vi um garotinho com uma cesta de rosas vermelhas. Parece estar vendendo.
- Iai, amigo? Quanto custa essas aí?
- Cinco dólares, tá na promoção. - Ele sorriu. Eu ergui uma nota de cem e vi seus olhos brilharem. - Valeu! Pode levar! - Ele me entregou a cesta inteira. Eu pego apenas uma rosa e bagunço seus cabelos encaracolados.
- Bom trabalho, Campeão.
. . .
Verônica: Oi, Vinnie! - Diz depois de abrir a porta.
- Oi, sra. Verônica. - Entramos. Ela segue até a cozinha. - Por que a Jade está dormindo no sofá? - Eu ri.
Verônica: O piter matou uma barata no quarto dela, e ela disse que só ia entrar lá quando o inseticida chegar. - Ela se afasta, rindo.
- Bom dia. - Eu sentei do seu lado, e dei um tapa em sua cabeça.
Jade: Como você é chato, Hacker. - Ela acordou e se sentou, coçando os olhos.
- Tá dormindo até agora porque não foi pra escola, acertei? - digo
Jade: Acertou.
- Sua medrosa.
Jade: Por que medrosa? - Pergunta.
- Tá com medo de uma barata, Jade? - Franzi o cenho, com um sorriso cantino.
Jade: Você sabe por onde uma barata anda? Pelo esgoto! - Ela disse com raiva, e esfregou o rosto com as mãos.
- Okay, nojentinha. - Ela me olhou com tédio.
Jade: Não tô afim de estudar hoje. - Encostou a cabeça em meu peito.
- Mas você tem prova semana que vem. - Acaricio seu cabelo.
Jade: Que merda. - Resmungou. - Você bem que poderia anotar umas colas pra mim.
- Só nos seus sonhos. - Ela riu. Eu levantei a rosa em minha mão até seu rosto, fazendo cócegas em seu nariz.
Jade: Tá me dando uma flor, Hacker? - Ela sorriu. - Que bicho te mordeu?
- Pra sua informação, eu sou um cavaleiro. - Ela riu.
Jade: Obrigada então, Cavaleiro.
. . .
Com muito esforço eu conseguir fazer a Jade entrar no quarto, ela tomou banho e se vestiu, agora ela está fazendo os exercícios. Eu a observo escrever em silêncio e concentração. Ela é muito linda.
Jade: Vinnie... - Ela me olhou. - Você me pediu um beijo ontem. - Eu ri.
- Só estava cobrando algo que você iria me dar. - Sorri.
Jade: Não vai cobrar agora? - Disse com os olhos fixos no caderno. Ela quer me beijar.
- Eu não estou com pressa. Talvez com tempo os juros aumente e a taxa fique maior.
Jade: Sua metáfora matemática falhou. Não quero mais te beijar. - Ela brincou e deu risada. Eu afastei seu cabelo dali e deixei beijos no seu pescoço. - Proferssorzinho de merda.
- Aluna insuportável. - Nós rimos.
. . .
Já estava escurecendo quando cheguei em casa. Abro a porta, me deparando com Honey sentada no sofá.
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Ei pessoal👋
Já já esse casal se assume hein. Vai ter briguinha no próximo cap!