Vinnie Hacker, um professor estagiário, arrumou um emprego um tanto complicado. Será que dar aulas de matemática pra Jade Monroe seria tão difícil? Uma garota extremamente rica, tóxica e narcisista, que tem tudo em suas mãos na hora que bem desejar...
Acordo com o som do despertador tocando. Depois de me espreguiçar, viro a cabeça pro lado, olhando o lindo sol pela janela. Até que estou de bom humor hoje, até porque, eu dormi por quase dez horas. Entro no banheiro e tomo um banho. Descendo as escadas ouço risadas. Mais especificamente do meu pai e da stacy.
- Okay! - Termino de descer os degraus. - Eu não quero ouvir histórias.
Stacy: Aí Jade, ontem o papai me levou na empresa dele. Daí um funcionário disse assim: Não tá vendo que eu tô limpando o chão, babaca? Espera pra você entrar! - Faz uma voz grossa. - E o papai disse: Você sabe quem eu sou? Ele falou: O cara que faz o café?
Piter: Ai eu disse: Eu sou o dono dessa porra toda! e joguei meu café na cara dele - diz e cai na risada
- O que eu acabei de falar? - Digo cruzando os braços.
Stacy: Tchau, insuportável. - Ela deu tchauzinho, sorrindo. Eu revirei os olhos, saindo dali. Logo após, fui até meu carro, indo até a escola.
...
Depois da aula vou até o refeitório e meu bom-humor vai embora no exato momento em que vejo Honey sentada na MINHA mesa, conversando com Timothee, pego meu almoço e vou até lá.
- Tô atrapalhando? - Eles param a conversa.
Honey: Ah, oi, Monroe. - Me entrega um sorriso falso. Timothee sorriu pra mim e tentou tocar em minha mão, que foi afastada rapidamente.
Timothee: Oi, gatinh... - O interrompi.
- Aqui é meu lugar caso não saiba. - A encarei.
Honey: Hoje não, gata, eu tô afim de sentar aqui, e eu vou. - Joga o cabelo pra trás. Sinto meu sangue correr quente nas veias.
- Vamos deixar algumas coisas claras. - Jogo minha bandeja na mesa e ela se assusta. - Essa escola é pequena demais pra nois duas, o que significa que temos que ficar bem longe uma dá outra. O que significa que você não vai tocar, falar, ou ao menos pensar em algo que é meu. - Digo a olhando com ódio. Ela iria falar algo mas eu a interrompo.
Honey: Olha aq...
- Seu nome pode até ser honey, mas eu sou a abelha rainha dessa colmeia toda - susurro em seu ouvido
Ouço o sinal tocando e saio até a sala. Não sei porque, mas senti um pouco de ciúmes quando ela tava dançando com o Vinnie na festa. Eu abro meu armário, guardando alguns livros.
Timothee: A gente só estava conversando, ok? - diz me seguindo
- Eu não estou nem aí pra vocês. - Digo e saio.
...
Graças a Deus essa aula acabou. Chego em casa e vou até a cozinha pois estou morrendo de fome, acabo avistando Vinnie e minha familia conversando.
Stacy: Que pena que voltou. - Stacy fala, brincando com o Hacker de luta de dedo. Reviro os olhos e jogo minha mochila no chão.
Verônica: Não é assim, amor! - Diz com meu pai. Eu sento na mesa cansada dessa família caótica que vim me meter.
- O que eles estão fazendo? - Pergunto.
Vinnie: O sr. Piter está tentando cozinhar. - Ele disse e eu acenti. - Aí, Monroe, vamo ali rapidinho? - Ele disse. Eu estranhei, porém acenti.
- Claro. - Eu levanto seguindo a rota do meu quarto, e ele me acompanha. Eu pulo na cama, ficando sentada. Quando ele senta a minha frente, eu espero que ele fale algo.
Vinnie: Então, eu vou ser breve. Temos três meses e alguns dias pela frente. Não tô querendo briga. Muito pelo contrário, quero uma boa relação com você porque, o quanto mais rápido o tempo passar, você fica livre de mim, e eu de você. Então... eu sinto que devemos desculpas um pro outro.
- Problema seu porque eu não sinto - digo desviando o olhar
Vinnie: Ah, não fode, Monroe! - Eu deixo escapar uma risada. - Vai dizer que não sente falta das minhas piadas?
- Não, não. Eu tô muito bem sem as suas piadas. - Eu dei um sorriso.
Vinnie: Eu dúvido, Merjorie. - Eu reviro os olhos. - Tá vendo? Até eu sinto falta das reviradas de olhos que você dá.
- Ok!... eu também sinto sua falta, só um pouco. - digo e ele dá risada - Na briga que tivemos, os dois saíram do controle e nos ofendemos, você é um cara engraçado e intelectual, eu gostaria de ser sua amiga, mas como eu não errei completamente eu não vou te pedir desculpas, eu vou te pedir uma... Meia desculpa. - digo rápido e ele dá risada
Vinnie: Okay, então você está... meio perdoada. - Ele disse meio confuso o que me faz rir.
- Agora você tem que me pedir desculpas.
Vinnie: Desculpa, Merjorie.
- Para de me chamar assim!
Vinnie: Eu posso parar, mas vai ter um preço. - Ele diz. Meus lábios imediatamente se curvaram em um sorriso que tento esconder.
- Achei que era uma das nossas regras.
Vinnie: Não estamos trabalhando agora. - Eu ri. Uma curiosidade imensa paira no meu corpo, e agora quero saber qual é o preço. O que ele quer?
- O preço é muito alto? - Ele parou, como se estivesse pensando.
Vinnie: Vamos brincar de Mestre Mandou por vinte e quatro horas.
- Isso é muito, Hacker! - Eu exclamei.
Vinnie: O quê?! Vinte e quatro horas?! Isso é o mínimo. - Eu ri.
- Não é o mínimo quando VOCÊ é que está mandando.
Vinnie: Como você é medrosa, Merjorie. - Ele olhou pra mim e balançou a cabeça, com ar de reprovação.
- Okay! Eu aceito. - Ergo a mão e ele aperta. Imediatamente me arrependo.
Vinnie: Você não vai se arrepender de fazer negócios comigo. - Nós rimos. Como ele é babaca... né?
Verônica: Gente, o Piter terminou de fazer o almoço. - Diz minha mãe com a cabeça na porta.
- A não... - Digo manhosa.
Vinnie: Por que "a não"? - Pergunta.
- O papai não sabe cozinhar. - Explico.
Verônica: Mas apesar disso, tudo que o seu pai colocar na sua frente eu quero que coma e diga "hmm, que delicia, papai". - Puxa o Vinnie e eu pra cozinha.
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