Capítulo 10

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CAPÍTULO DEZ

SEBASTIAN encarou o imponente castelo a frente, pensando que nunca iria se acostumar com a grandiosidade e poder que ele transmitia.

Observando-o de longe por alguns segundos, Sebastian contemplou a construção branca de quatro andares, com inumeras janelas no estilo vitoriano. Três torres complementavam, uma no meio, e as outras duas em cada ponta. Em volta, um vasto jardim de perder de vista com flores de diversos tipos e arbustos cortados em várias formas.

Sebastian caminhou até o Guerreiro que ficava de guarda no portão enorme e o analisou rapidamente. Observou que era um Dominator Tellures com mais uma Stamp Aquadis. A expressão dele era séria, a farda estava devidamente passada, a barba bem feita, e nenhum fio de cabelo castanho estava fora do lugar.

O Guerreiro acenou para Sebastian, que lhe entregou a carta que tinha em mãos. O selo real estampado no envelope fez com que todo o processo para entrar no castelo fosse rápido e, em poucos minutos, Sebastian estava a caminho da grande porta de entrada. As portas duplas de mais de quatro metros era toda entalhada com desenhos da história da humanidade. Mostravam as guerras, a reconciliação e a união entre humanos e Dominators.

Outros guardas abriram a porta, e Sebastian entrou no enorme saguão do castelo. O térreo era destinado para os bailes reais e outros eventos que a realeza dava, além da cozinha e sala de jantar social. O primeiro andar era onde ficavam os escritórios e a sala do rei. Já os últimos dois era um espaço destinado á família real, como sala de jantar privada, sala de estar, de jogos e quartos, muitos quartos.

— Sebastian, que bom que chegou.— O garoto ouviu a voz de Olavo ecoar pelas paredes e se virou para o rei, vendo-o andar diretamente para ele. O rei vestia um terno azul marinho com colete e gravata cinza.

— Vossa majestade.— Sebastian fez uma pequena reverência.— Recebi sua carta. O senhor queria me ver?

—Venha, vamos conversar no meu escritório.— Olavo começou a andar em direção as escadas que davam acesso ao primeiro andar. Sebastian o acompanhou. — Como estão as coisas, filho?- Perguntou quando começaram a subir.

Sebastian deu de ombros, mas logo se conteve. Mesmo conhecendo o rei desde que nasceu e crescido brincando nas redondezas do castelo, ainda lhe devia o devido respeito.

— Tudo bem.

— Iury tem respondido suas cartas?— O rei questionou sobre o melhor amigo de Sebastian, também sobrinho de Olavo.

— Sim, senhor.

— Então sabe que ele voltará daqui um mês, não é?!

— Sim. Já comecei a me preparar para ouvir ele se gabando sobre suas habilidades, como sempre.— Os dois gargalharam ao entrar no escritório. Sebastian primeiro, e depois o rei, que fechou a porta atrás de si.

Iury havia viajado em missão à realeza para o reino vizinho a mais de um mês.

O rei sentou-se na cadeira atrás da grande mesa de madeira organizada e com alguns papéis em cima.

— Sente-se, por favor.— Olavo indicou uma das duas poltronas que ficava a sua frente, e Sebastian obedeceu.

O escritório tinha as duas paredes laterais cobertas por uma estante de livros que ia do chão ao teto. Atrás da mesa, uma janela enorme iluminava o ambiente. Havia um grande tapete em baixo deles, e alguns quadros na parede que ficava a porta. No entanto, os olhos de Sebastian estavam sobre o rei, curiosos para saber o porquê Olavo havia o convocado tão cedo no castelo.

Lost Mirror | Livro 1Histórias para pegar e não largar. Descubra agora