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CAPÍTULO TRINTA E DOIS
OS DIAS passam rápido até ao que sairiam para a missão.
O grupo treinou arduamente até o pôr do sol. De manhã, treinavam os poderes, e de tarde, os golpes de taijutsu.
Mesmo Sebastian não tendo colocado Iris para lutar com ninguém- o que a deixou muito irritada- Iris sentia-se confiante para o que estava por vir. O Mestre havia alegado que ela ainda precisava treinar mais suas técnicas antes de lutar com os companheiros de equipe, para que não perdesse o controle sobre os poderes e algo de ruim acontecesse.
Era claro que Iris não concordava com Sebastian.
Ela queria um adversário antes de encarar um de verdade na vida real. E ficou ainda mais brava porque queria descontar a raiva que sentia de Gabriel queimando uma das orelhas dele. Iris e o príncipe não haviam conversado sobre a atitude egoísta dele, por mais que ele tenha tentado achar algumas brechas para ir falar com ela. Gabriel havia sido um idiota por pensar apenas em si próprio e não na equipe.
Não em Iris.
O príncipe sabia que ela ainda não estava pronta para qualquer missão. Todos sabiam. Era por isso que Sebastian não havia solicitado nada ao rei, ou o rei os encaminhado para algo.
A garota entendia que Gabriel era o futuro rei, e que ela provavelmente estava atrasando todo o grupo no treinamento, mas também gostaria que ele tivesse compreendido o lado dela.
Afinal, Iris era o lado fraco ali.
Por mais que odiasse esse pensamento, era a verdade. Mesmo evoluindo de pressa, Iris podia ver que ainda não havia alcançado o nível dos outros dois companheiros.
Fora ter que aguentar os olhos de cachorro arrependido de Gabriel, Iris ainda tinha que encarar Sebastian de cabeça erguida.
Iris e Sebastian seguiram correndo pela manhã antes do treino, só que agora, em um silêncio absoluto. Não conversavam nada além do treino, e se quer se olhavam. Vez ou outra, quando ia dar algumas dicas ou arrumar a postura de Iris nos treinos de taijusto, Sebastian encostava nela e aquela deliciosa eletricidade percorriam os corpos dos dois.
Era a única coisa que Iris recebia dele.
A noite, a garota se permitia ser levada pela lembrança de Sebastian a beijando, a desejando. Sabia que devia parar de se iludir ou pensar no assunto. Iris nunca mais iria beijá-lo e devia estar se conformando, não revivendo e criando expectativas.
Aliás, os pensamentos de Iris deviam estar voltados para a missão.
O grupo iria ajudar na escolta de um Chefe de vila de Monte Ceren. O nome dele era Saul Ortiz, e ele era responsável por uma vila chamada Mariseon que fazia fronteira com o reino do sul, chamado Planície Elif. Apesar de humano, Saul tinha seus Guerreiros como guardas, mas como Gabriel havia insistido para o pai os dar uma missão, o rei decidiu colocar os quatro como uma ajuda extra.
Seriam dois dias de viagem para ir, e depois mais dois dias para voltar. Se não encontrassem nenhuma adversidade pelo caminho, seria uma missão simples e fácil.
O despertador de Iris tocou mais cedo que o habitual. Ela obrigou as pernas a deslizarem para fora da cama, com o inconsciente brigando consigo mesmo por ainda não ser nem seis da manhã. Ela se arrumou, colocando peças de roupas folgadas e frescas, além de calçar o tênis de corrida nos pés. Iris escovou os dentes, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo alto e antes de sair do quarto conferiu a bolsa para ver se não estava esquecendo nada.
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Lost Mirror | Livro 1
RomanceEm minutos, a vida de Iris Agnes Parker virou de cabeça para baixo. Ela perdeu tudo o que conhecia: a amada mãe, a casa que chamava de lar e a melhor amiga de infância. Iris poderia dizer que havia perdido até a si mesma. Seus ideais e valores fora...
