Capítulo 36

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CAPÍTULO TRINTA E SEIS

EM um piscar de olhos, a estranha estava na frente de Iris, olhando-a como um predador olha a presa. A garota tinha dreads loiros, e os olhos castanhos estavam envoltos por uma sombra preta que a dava um aspecto ameaçador.

— O que iremos fazer com você?— A estranha disse, analisando Iris de cima a baixo.

Iris recuou sobre o olhar animalesco da outra garota.

— Um já foi...— Iris pulou de susto ao ouvir uma voz masculina atrás dela. Iris se virou, vendo um garoto da sua idade se aproximando em passos lentos. Ele tinha o mesmo sorriso sádico nos lábios.

— O qu-que vocês... O que vocês querem?

Iris cambaleou alguns passos para trás.

— O que a gente quer? O QUE A GENTE QUER?— O garoto disse arregalando os olhos, irado. Ele deu alguns passos na direção dela, fazendo Iris recuar ainda mais.

A respiração de Iris já estava irregular, os batimentos cardíacos chegavam na garganta. As mãos suavam de medo.

Eu tenho que me controlar...

Preciso me controlar.

Os olhos de Iris caíram em Gabriel, que estava no chão entre as folhas.

Se ela não quisesse se juntar a ele, Iris precisava começar a bolar algum plano de contra-ataque.

AGORA!

— Viemos em busca de vingança.— A dos dreads disse já posicionando as mãos, olhando Iris com apetite.

— Vingança?

— Deixe essa comigo, Aira.— O garoto falou para a companheira, ignorando completamente a pergunta de Iris.

Iris não entendia o que estava acontecendo, quem eram eles e o porquê estavam os atacando. Eles falavam de vingança, mas vingança do quê, Iris não sabia.

Ela pensou em se agachar, fazer as raízes de Lissa, mas como os atacaria?

Lissa.

Aonde estavam Sebastian e Lissa?

Iris analisou Aira e o menino. Eles não pareciam ser muito mais velhos que ela, mas isso não adiantava de nada. Com certeza eram muito mais treinados. Iris era uma presa encurralada, e o pensamento amargo de que talvez aqueles fossem os seus últimos minutos viva a tomou.

Ela ainda não havia feito nada de grandioso na vida, não havia se reconciliado com a mãe...

Não posso morrer agora!

Iris tomou uma decisão. Ela iria lutar até que os músculos não aguentassem mais, até que o coração parasse de bater. Entretanto, quando o olhar dela pousou novamente sobre o garoto estranho, os olhos de Iris se arregalaram, completamente em choque. Sebastian estava atrás dele, com uma adaga em volta do pescoço do garoto.

Como Sebastian chegou tão rápido e sem fazer barulho?

Iris sentiu a visão escurecer e a pressão cair ao ver Sebastian passando a adaga no pescoço do garoto, rasgando-a de um lado ao outro. Ela tampou a boca com as mãos para não soltar outro grito.

O menino caiu sem vida no chão, jorrando sangue.

Tudo aconteceu em poucos segundos. Provavelmente o estranho se quer sabia o que tinha acontecido, de onde tinha vindo o golpe ou quem.

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