Capítulo 30

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🌿🥀🌿

CAPÍTULO TRINTA

SEBASTIAN entrou no quarto feito uma bala, tentando se controlar para não quebrar tudo o que via pela fente, sabendo que Iris estava no cômodo ao lado.

A expressão magoada da garota estava estampada na mente de Sebastian.

Como fui estúpido...

A culpa era toda dele.

Se não tivesse cedido aos seus desejos, a atração descomunal que seu corpo sentia por Iris, nada disso teria acontecido. Vê-la com ciúmes de Trish a fez parecer tão fofa e ainda mais linda. E de uma hora para outra, Sebastian só conseguia pensar em como era ter os lábios dela, em como seria beijá-la.

O corpo de Sebastian tinha entrado em combustão quando a beijou.

Após Iris abaixar a guarda e também ceder ao desejo, foi impossível continuar daquela forma, e Sebastian aprofundou as coisas ainda mais.

A razão logo caiu sobre Sebastian, e ele se afastou dela bruscamente. Ele não podia estar beijando Iris, não devia. Mesmo com o corpo reclamando da distância, o homem precisava recobrar a sanidade e o controle da situação.

Sebastian ainda podia sentir os lábios formigando do beijo de minutos atrás.

Ele havia cometido um erro terrível.

Agora que sabia como era tê-la nos braços, como era o gosto de Iris, seria ainda mais difícil de a manter longe, de se manter distante do sentimento confuso que surgia dentro dele cada vez que ela o olhava e sorria.

Sebastian riu amargamente, lembrando-se de que na festa não havia sido apenas Iris quem ficou com ciúmes.
Ao vê-la indo para a cozinha, e Iury a seguindo feito um cachorrinho, o sangue de Sebastian ferveu, fazendo-o se lembrar da conversa que havia tido mais cedo com Iury quando o amigo foi visitá-lo.

Memória on

— O que ela está fazendo aqui?— Iury falou fechando a porta do quarto de Sebastian. Ele parecia estar se divertindo com algo.

Sebastian se fez de desentendido.

— O quê?

— Iris. Lá em baixo.

— O que é que tem?

— O que ela está fazendo aqui?

— Ela quem?

— Sebastian, esse jogo... Não vai rolar.— Iury balançou a cabeça em negação.

Sebastian suspirou, se rendendo.

— Quando soube que estava doente, Iris veio ver como eu estava.

— Ela gosta de você.

Não era uma pergunta.

Sebastian apenas encarou Iury, assumindo a expressão estóica de sempre. Ele não iria dar a Iury indícios do que sabia ou do que pensava sobre isso.

— O que veio fazer aqui?

— Nossa, tão receptivo.— Iury revirou os olhos.— Vim te dar feliz aniversário.

— Você sabe que eu não me importo com isso.

— E você sabe que eu não me importo com o que você fala.— Iury sorriu de orelha a orelha.

Sebastian ás vezes queria socar o melhor amigo.

Iury sabia muito bem que ele não comemorava aniversários, que preferia passar o dia como se fosse outro qualquer. Os pais de Sebastian amavam comemorar aquela data, e depois que foram assassinados, ele não via razão para continuar seguindo a tradição de cantar parabéns e cortar um bolo.

Lost Mirror | Livro 1Histórias para pegar e não largar. Descubra agora