Cap. 11

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     Narradora on

   E pela primeira vez em anos, estavam ali todos da família. Tom, altivo e totalmente embriagado de raiva. Sabine, sensata e tentando manter a calma. Marinette, confusa e desnorteada. E Gina. Aquela que nunca foi apresentada a própria neta. Que desconhecia os traços daquela jovem inocente e pura. Esta velha senhora, que foi impedida de alertá-los. A culpa lhe consumia durante anos. Contudo nada podia fazer. Afinal, seu filho é que comandava aquela casa. Mas no momento em que em sonho sua antepassada lhe revelou que o momento estava chegando, a coragem inundou seu ser e um brilho de sabedoria iluminou o caminho até ali. Agora era a hora. O momento não poderia mais ser adiado.

     Gina on

   Depois de tantos anos, finalmente de volta ao lar. Chego em frente ao grande portão revelando as letras DP. As iniciais da família. Digo ao segurança parado em frente ao muro lateral quem eu sou, e peço que avise ao meu filho que cheguei. Então os portões são abertos e caminho por aquela estradinha apertada e cheia de lindas árvore floridas em um belo tom de rosa alaranjado. A alguns metros da casa, posso ver Tom e Sabine esperando na porta de entrada. Chego e os cumprimento.

   - Olá meu filho. Olá querida nora. - Digo e pude ver um sorriso amigável em Sabine. Mas em meu próprio filho, só via desprezo e ódio.

   - Gina, sabe muito bem que não és bem vinda aqui! - Diz cuspindo aquelas palavras ásperas em mim. Sua própria mãe.

   - Vamos conversar lá dentro meu filho.- Digo já entrando e ignorando qualquer mal olhado que me era dirigido. Ao estarmos na sala, me viro novamente para aquele casal esbelto a minha frente e começo. - Eu quero vê-la.

   - DE MANEIRA ALGUMA! ACHA QUE VOCÊ VAI SIMPLESMENTE CHEGAR AQUI E ENCHER A CABEÇA DA MINHA FILHA COM SUAS BABOSEIRAS?! - Diz já gritando. Enquanto isso Sabine segurava seu braço pedindo-o para se acalmar.

   - Meu filho.. - Começo a dizer olhando profundamente em seus olhos, mas sou interrompida.

   - Não me chame de filho! Você perdeu esse direito no momento em que abandonou esta casa, seu filho, e seu marido! Meu pai esperou a vida toda a mulher que o deixou, na esperança de que um dia ela voltasse. Mas você nunca voltou. E no dia em que a Marinette nasceu, anos após a morte de meu pai, você entra em contato como se nunca tivesse ido embora, querendo voltar a morar conosco para criar sua neta. Nós não deixamos você vê-la desde então. Pois eu sabia o motivo da sua repentina aparição e tentativa de aproximação. E repito pra você as palavras que tenho dito desde o nascimento de minha filha. Você não verá a Marinette! - Diz aquelas palavras com ódio em seu olhar e tremendo rancor.

   -Querido... Nós já conversamos sobre isso... Nós concordamos em deixá-la ver a Marinette sobre nossa vigilância lembra? - Diz calma tentando conter a fúria que se instalara em minha prole.

   - Sabine meu amor, eu sei o que combinamos. Mas não dá! No momento em que vi essa mulher entendi suas intenções. E são as mesmas de anos atrás! Eu não quero ela perto da MINHA FILHA. - Fala e eu me canso de escutar.

   - SUA FILHA??!! Ela também é minha neta! E eu tenho total direito de conhecê-la! Anos e anos sem receber ao menos uma única foto da garota e você me dix que eu não... - Me calo no instante em que vejo os dois de olhos arregalados e a palavra "filha" sair como um sussurro dos lábios de minha nora.

   No momento em que me viro, vejo uma bela jovem de longos cabelos escuros, parada ao fim da escada ao lado de um garoto alto. O menino apenas olhando a menina ao seu lado. Esta que me olhava estática. Foi então que tive certeza. Aquela era a minha neta!

     Mari on

   Neta?... Então aquela era... Minha vó?! Eu nunca pensei que eu tivesse uma .. quero dizer... Eles sempre falaram do vovô mas... Nunca de uma avó. Então.. eu tinha uma? Eu realmente tinha uma avó!! Fitei aqueles olhos castanhos, e pareceu que eu sempre estive com aquela senhora. Mas de repente tudo fica escuro, e a silhueta de uma mulher de branco é a única coisa que vejo. Ela então abre a boca e um som ensurdecedor e agudo é o que sai. Me agacho e tampo os ouvidos e a figura angelical vai se tornando demoníaca. Quando finalmente ela atinge o ponto máximo de sua transformação os gritos cessam. Consigo finalmente me concentrar naquele ser estranho e aterrorizante. Meu corpo parece imóvel. E os lábios do ser se movem mas sem emitir som algum. Eu tento ouvir o que ele dizia mas era impossível. De repente ele começa a se aproximar e percebo que aquele demônio bizarro, tinha a aparência semelhante a uma bruxa das histórias de fantasia e livros terror que eu lia. Contudo assim que ela fica a minha frente, se ajoelha pegando a minha mão, e como se em um piscar de olhos, o que vejo a minha frente é uma garota, que aparentava ter a mesma idade que eu. Seus olhos transmitiam tristeza e medo. Sua expressão era de alguém que pedia socorro. Então tudo volta ao normal e vejo todos ao meu redor com expressões preocupadas. Olho para minha mão que segurava com força a mão do loiro que também me encarava.

   - O que... Aconteceu? - Digo esperando uma resposta que me explicasse os fatos que se passaram enquanto eu estava naquela espécie de transe.

   - Oh querida. - Minha mãe então começou a se pronunciar. - Você paralisou. Estava apenas encarando um ponto fixo enquanto segurava a mão do seu segurança. Tentamos fazer você largar a mão dele mas toda vez que tentávamos separa-los você segurava mais forte. Falamos várias vezes com você e você não respondia. Seu pai foi atrás do médico de tão preocupado que estava.

   O Loiro pressiona levemente a minha mão que ainda estava segurando a dele, o que me faz encara-lo. Vejo seu olhar de preocupação e respondo com um sorriso como se dissesse "eu tô bem". Então finalmente separamos nossas mãos e sou puxada por mamãe enquanto minha vó ficava para trás junto com o Loiro. Sinto que as coisas não estão boas e estão perto de piorar... Espero realmente que isso seja apenas paranóia minha... Espero mesmo.

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Finalmente saí do bloqueio criativo ksksksksk espero que gostem♥️
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Amaldiçoados Pelo Destino - InocenteOnde histórias criam vida. Descubra agora