Revelações

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Namjoon havia mandado mensagem para que todos se encontrassem novamente na boate, se Jungkook não estava aos arredores, deveriam começar a procurar em seus carros, Jimin e Jin já estavam ao lado dele, logo a frente eles viram que Taehyung e Yoongi também se aproximavam, porém o casal sentiu uma forte dor e gritaram caindo de joelhos, fazendo com que os três corressem em sua direção.
- Tae! Yoon! - Jimin chegou primeiro - o que aconteceu?
- O Hobi - Yoongi choramingava - tem algo de errado com o Hobi.
Os amigos se olharam preocupados.
- Vocês o marcaram? Como podem estar segundo alguma coisa? - Seokjin começou a ficar nervoso.
- Não o marcamos, mas tem algo, é com ele - Taehyung começou a tossir e cuspir sangue - o Hobi tá morrendo.
Yoongi gritou mais uma vez de dor e logo seus olhos estavam brilhando em azul, não disse nenhuma palavra, saiu correndo, Taehyung parece ter sentido o para onde o marido ia, levantou do chão com os olhos brilhando em verde, indo na mesma direção, o que resultou em cinco homens correndo pela rua escura ao leste da boate e se enfiando em um beco, onde o corpo magro de Hoseok se encontrava caído
- Hobi! Meu amor!
Yoongi o pegou nos braços enquanto sentava no chão, Taehyung chegava a pulsação do ômega.
- Jin - Hobi gemeu baixinho - cadê o Jin?
- Eu tô aqui meu amor, não se preocupe, já chamamos uma ambulância.
- Jin...
- Não faça esforço Hobi.
- Ela o levou Jin, levou - o moreno falava em um som inaudível para ouvidos humanos.
- Levou?
- O Kook.
Jimin começou a chorar, era culpa dele, se tivesse resistido aos seus impulsos de alfa, provavelmente o mais novo ainda estaria ali com eles.
- Quem levou? - Jin perguntou, já sabendo a resposta.
- Sua mãe.
Hoseok tossiu ao dizer a última frase, e seus olhos se apagaram lentamente, não conseguia mais se manter acordado, só suportou tanto tempo, porque sentia que precisava avisar alguém e que Tae e Yoon iriam o buscar, mas agora sua missão estava feita, sorriu e lentamente fechou os olhos.
- Não! - o grito saiu da boca de Taehyung e Yoongi ao mesmo tempo.
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Jungkook estava com medo, suas mãos e pés foram amarradas e ele empurrada para dentro de um carro, estava confuso pois a mulher apesar de ser baixa, magra e uma ômega, havia conseguido derrubar Hoseok e o aprisionar, tentou buscar em suas lembranças, nada vinha, não entendia como ela ficou tão forte assim.
- Vai ficar me encarando moleque?
- Por que está tão forte? Você é ômega, igual eu.
- Não me ofenda - riu de lado - eu não sou igual a você, um imundo que desvirtuou meu filho.
- Eu não fiz nada com o Jin.
- Exatamente - socou o volante com força - não fez nada, não prestou para nada.
- Por que me odeia?
- Pelo mesmo motivo que seu pai também te odeia, Jeon Jungkook, porque você é um ômega imprestável.
O ômega começou a chorar, desde pequeno, sempre quis agradar seu pai, porém nada adiantou, todos seus traços.
- Você sabe o que teria acontecido se o Jin não tivesse chegado na sua casa aquele dia?
- Meu pai teria me matado.
A mulher riu escandalosa, enquanto negava veementemente com a cabeça, como o homem poderia ter sido tão ingênuo.
- Não, o objetivo não era matar.
- Como?
- Era um plano nosso, seu ômega de merda, um plano meu e do seu pai, seu cheiro ainda era fraco naquele tempo, então se tirássemos a sua virgindade, talvez o lobo de Seokjin pudesse querer você como ômega.
- Não, não.
- Acorda garoto! Nunca viu como seu pai lhe olhava, você é um dos ômegas mais lindos da alcatéia, pena que não tem serventia nenhuma.
- Para - os soluços estavam altos dentro do carro.
- Sabe, eu achava fofo quando você era pequeno e aprendia tudo que seu pai mandava, um ômega, que aprendeu a lutar porque o pai quis, é uma história bonita, se no fundo, esse tal pai, não quisesse apena foder com o próprio filho.
- Chega, por favor, não.
- Mas naquele dia - a mulher bufou irritada - Seokjin se mostrou lúpus e lhe assumiu, mas droga, não era como queríamos.
- Calma, não faz sentido, Seokjin era um ômega, assim como eu, um ômega não se apaixona por outro ômega, muito menos o desejava.
- Eu sabia que ele era um lúpus - riu - e queria que ele tivesse dois lobos, um ômega e um alfa, Seokjin é o lobo mais poderoso que existe criança, ele merecia ter dois, mas então veio você, e estragou tudo.
A mulher socou o volante pela segunda vez, a sua raiva era nítida.
- Eu vou matar você, meu plano era perfeito, aflorar os desejos do meu filho, encontrar um alfa, dominar todas as alcateias da Coreia.
- O Jin nunca vai obedecer você.
- Ah, ele vai, sabe porque? Por que um pai faz de tudo para salvar a vida de um filho.
- Não, ele não pode - o homem tentava se soltar, se jogava contra a janela do carro.
- Essa é a vida que eu sonhei para ele! O poder, o dinheiro, tudo pertence ao meu filho.
- Você é maluca!
- Oh! Não magoe os sentimentos da vovó querido.
Jungkook chorou ainda mais, foi usado por seu pai sabia que o homem não nutria amor nenhum por si, mas ouvir a confirmação disto, doeu mais do que ele podia imaginar, sentiu um nó apertar sua garganta, relembrou todas as cenas que tinham, agora conseguia ver o que não notou quando mais novo, o brilho que seu pai lhe dava quando fazia uma tarefa certa, quando ganhava uma luta, não era de carinho, mas sim desejo, se sentiu sujo, usado, talvez a mulher estivesse certa, ele deveria mesmo morrer.
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Espero que gostem, deixem a estrelinha por favor, beijos da Thatha *_*

Marido Vinte e Um Histórias para pegar e não largar. Descubra agora