Fome

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🚨Alerta de sexo explícito.

Depois da noite que Helion acordou, dois dias se seguiram com relativa tranquilidade. Qualquer rastro do invasor tinha sido perdido quando chegaram aos limites da Corte Crepuscular, o que não era supresa já que a criatura parecia camuflar muito bem sua presença. Az não se envolveu muito no assunto no começo em respeito a seu parceiro e por Rhys ter lhe dito que não deveria se envolver nos assuntos de outra Corte, mas estava chegando no seu limite.Tinha prometido a si que caçaria o culpado e depois de dias inativo, por fim decidiu que faria isso, mesmo que tivesse que se acertar com Rhys e Helion depois. Ainda pensava em qual seria seu próximo passo quando ouviu a porta abrir.
— O que está fazendo aí ? — Helion perguntou da entrada.
— Estou polindo minhas armas — respondeu sem parar seus movimentos.
Não queria admitir, mas estava evitando ficar por muito tempo na companhia do outro.
— É mesmo ? Qual produto usa ? — questinou entrando no quarto e caminhando em direção a ele.
Az sentiu todo seu corpo reagir ao parceiro e se concentrou ainda mais na espada que mantinha no colo, suas sombras também pareceram se afetar na companhia do outro. Depois que haviam afirmado laço, tudo pareceu mais intenso, inclusive o desejo... principalmente o desejo, mas tinha que segurar já que seu parceiro ainda estava ferido e não estavam no melhor momento para transar.
— Uma pomada de polimento que ganhei de presente do Cass — respondeu sem erguer os olhos.
— É mesmo ? Que interessante — Helion indagou malicioso.
Az estranhou o tom e levantou a cabeça, sentiu sua boca secar e coração acelerar. Helion estava lindo. Tinha os cabelos soltos e úmidos e usava um kimono longo de tule branco, era transparente e estava aberto, permitindo a visão de seu peitoral. Az percebeu que uma fina corrente de ouro envolvia e marcava sua cintura, as pedrinhas pareciam cintilar contra sua pele. Quando se moveu, a calça larga que usava revelou ter fendas dos dois lados. Levantou os olhos para o parceiro e o ouviu rir.
— O que foi ? — perguntou inocente e fechou a porta — Parece tão surpreso.
Helion se moveu pelo quarto leve e elegante como um gato, as células de Az pareceram vibrar a cada vez que os pingentes de suas tornozeleiras fizeram barulho. Veio em sua direção e parou a sua frente, quase entre suas pernas, o Illyriano apertou com força o cabo da espada e inclinou a cabeça para trás.
— Parece que agora não pode mais me ignorar — o Grão-Senhor disse com malícia.
— Helion — Az respondeu em tom de aviso e tirou a espada do colo.
O outro era tão fácil de ler que suas intenções eram óbvias.
— Sim ?
— Não — falou calmamente.
— Não ? — perguntou desafiante.
— Não, você ainda está machucado — Helion ergueu as sobrancelhas e se afastou.
— Então é esse o motivo ?
— Sim — Az respirou aliviado com o afastamento.
Ouviu o outro rir levemente e deslizar o kimono pelos ombros, o deixando cair a sua volta, seus olhos foram direto para o abdômen do parceiro onde viu uma pequena cicatriz levemente rosada.
— Mais algum outro motivo ? — perguntou convencido.
— Como... ? — questinou erguendo a mão e tocando com delicadeza o ferimento.
— O envenenamento se esvaiu e Rosalyn conseguiu me curar... saberia disso se não estivesse me evitando — censurou.
Az retirou a mão e levantou a cabeça para olhar mais uma vez para seu parceiro.
— Sabe por que fiz isso ? — perguntou baixo.
— Me diga.
— Porque senti que morreria se ficasse perto de você sem te tocar — respondeu rouco.
— Agora você pode — disse sussurrando.
O Illyriano olhou novamente para a cicatriz e puxou o parceiro para mais perto, beijou o local do ferimento e abriu um sorriso felino.
— Se eu começar, não vou conseguir parar — falou enroscando os dedos na corrente em sua cintura. Helion retribuiu o sorriso e se acomodou entre suas pernas, sentiu as sombras se envolverem nelas e notou que estava com saudade de senti-las.
— Não quero que pare.
Az depositou um beijo acima do umbigo de Helion e suas mãos foram em direção da bunda do macho, deu um tapa forte antes de segurá-la com firmeza e se maravilhou com o jeito que se encaixava perfeitamente em suas mãos.
Helion sibilou ao sentir o tapa e seu interior se contraiu em excitação. Fixou os olhos no outro enquanto tinha sua calça abaixada com lentidão e mordeu o lábio inferior. Podia deixar e deixaria Az fazer o que quisesse, mas decidiu que iria brincar um pouco mais essa noite. Apoiou o dedo sob o queixo dele e inclinou seu rosto para cima, estava com olhos famintos.
— Tão apressado — comentou e passou o polegar contra os lábios alheios.
Az abriu a boca e capturou o dedo, passando a língua por ele e o chupando. Helion pareceu desconcertado com o movimento e Az sorriu triunfante.
— Como se eu fosse o único — falou malicioso.
Agarrou o membro de Helion com a mão e pressionou a cabeça — você está gotejando e ainda nem fizemos nada — terminou provocante.
Deslizou sua mão por toda extensão até a base e subiu novamente.
— Sabe que consegue me fazer gozar só com a mão — ouviu o outro responder com dificuldade.
Az interrompeu seus movimentos e o encarou sombrio.
— Então dessa vez usarei a boca — disse se ajoelhando no chão e o tomando nos lábios. Com a língua circundou e sugou a extremidade com força antes de tirá-lo da boca e lamber até chegar à base e voltar. Cuspiu para lubrificar melhor e o masturbou com a mão enquanto sugava com delicadeza suas bolas.
— Puta merda — Helion jogou a cabeça para trás e soltou um gemido rouco.
Agarrou os cabelos do parceiro e impulsionou o quadril acompanhando o ritmo de sua boca, Az parou de movimentar a cabeça e Helion continuou a mover seu quadril, fodendo sua boca; podia sentir seu pau batendo contra a garganta e voltando. Sentiu as sombras subirem por seu corpo e se enroscarem em seu peito, com uma carícia leve e fria; se arrepiou com o toque. Seu interior se contraiu e seu sangue começou a correr mais rápido. Gemidos esporádicos escaparam dele quando começou a sentir os arrepios do clímax por todo seu corpo e puxou com mais força a cabeleira alheia.
— Eu vou gozar — disse e teve a intenção de se afastar, mas o outro segurou suas nádegas e o trouxe ainda mais para frente o fazendo mergulhar ainda mais dentro de sua boca, sentiu suas bolas bateram contra seu queixo com o movimento. "Porra"  pensou quando um calafrio percorreu sua pele e se liberou, pode sentir seus dedos dormentes e suas pernas fraquejarem. Az engoliu cada gota que foi liberada e limpou os cantos dos lábios com o polegar quando terminou, ergueu os olhos em direção de Helion que parecia inebriado e estava arfando.
Seu couro cabeludo e sua mandíbula estavam doloridos e seu pau pulsava latejando dentro da calça.

O Deus do Sol  (Hiatus) Onde histórias criam vida. Descubra agora