NOVENTA E UM

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Milena

Juro que não entendo como aguento o pique do Gabriel.

Esse cara é insaciável e me tornou também.

Não só no sexo, mas é difícil acompanhar ele em tudo.

Por exemplo agora, mal chegamos no Rio e viemos pra são Paulo porque ele vai gravar o altas horas.

Agora estamos no apartamento que é dele e da Dhiovanna.

Ele com o Fabinho e outros amigos dele que moram aqui em São Paulo tão fazendo um churrasco e eu tô de boa sentada no sofá porque tenho empregados.

- Toma cerveja- me entrega uma Heineken.

- E você tá tomando o que?

- Whisky.

- Gabriel pelo amor de Deus, para de beber um pouco porque se não teu fígado vai ficar podre.

- Relaxa e goza.

Gozar...

Acho que preciso mesmo de uma cerveja gelada.

Dou um gole e ele se joga do meu lado, colocando minha perna em seu colo.

Ele segura minha mão e faz um carinho no meu pulso.

Pulso... Gravata...

Ou eu tô lembrando disso toda hora porque aconteceu a umas horas atrás ou porque foi muito bom e eu não consigo esquecer.

Acho que a segunda opção é a verdadeira.

- Tá um pouco vermelho- ele diz sorrindo de lado e eu sinto meu rosto esquentar.

- Tá- dou mais um gole na cerveja.

- Vamo no quarto rapidinho.

- Pra que?

- Rapidinho, por favor.

- Eu não vou fazer mais nada, Gabriel.

- Não é isso, juro.

Cerro os olhos na direção dele que se levanta e estende a mão pra mim.

- Vem, confia.

Me dou por vencida e pego na mão dele, me levantando logo em seguida.

Vamos até o quarto dele que me puxa pra dentro e encosta a porta atrás da gente.

- Vem- me guia até ficarmos de frente pra um espelho.

Ele me vira um pouco de lado e se abaixa, puxando meu vestido pra cima.

- Gabriel...

No reflexo eu vejo ele observando a minha bunda que tá bem vermelha.

- Eu queria ver se ela tava vermelha também- passa a mão ali e aperta- agora vi que tá.

𝗖𝗹𝗼𝘀𝗲 𝗳𝗿𝗶𝗲𝗻𝗱𝘀•• 𝗚𝗮𝗯𝗶𝗴𝗼𝗹Onde histórias criam vida. Descubra agora