Cerca de uma semana havia se passado, William não havia voltado e eu também não havia o procurado mais. No fundo eu queria receber pelo menos uma ligação, mas eu era teimosa demais para confessar isso para mim mesma.
Decidi que voltaria a trabalhar antes das minhas férias terminarem, para poder distrair minha mente. Eu já estava pronta para sair, foi quando fui pegar meu celular e dar uma checada rápida nas redes sociais que vi um stories dele, o mesmo estava bem pleno em uma praia paradisíaca.
Aquilo me afetou de certo modo, ele se disse tão preocupado comigo e agora nem uma mensagem mandou, estava curtindo o litoral.
Joguei o celular em qualquer canto e fui trabalhar, decidi ficar meio off das redes, não queria ficar vendo como ele estava aproveitando a vida enquanto eu estava aqui deprimida.
- Sabia que te veria antes do dia 30. - Disse Anne sorrindo quando me viu.
- Mas está de prova que eu tentei, né?
- Sim, mas deu para descansar um pouco?
- Deu, não aguentava mais ficar em casa.
Ela riu, e eu segui para minha sala. O tempo que fiquei ausente deixou bastante trabalho, e eu nem vi a hora passar, só percebi que estava de noite quando meu chefe apareceu.
- Maite, já estou indo. Acho bom você ir também, já está tarde.
- Vou só terminar umas coisinhas e já vou.
- Ok, não esqueça de fechar a porta quando sair.
Eu apenas concordei com a cabeça, e depois de me dar boa noite ele partiu. Já passava das onze quando consegui terminar tudo.
- Olha só o que temos aqui.
Eu estava fechando a porta, e me assustei quando fui abordada por um rapaz.
- O que você quer? Minha bolsa? Pode levar. - Falei estendendo o objeto para ele.
- Não quero seu dinheiro.
Naquele momento eu soube que estava muito ferrada, tentei abrir a porta correndo de novo, mas ele me puxou pelos cabelos e começou a me arrastar para um terreno vazio que ali tinha.
- SOCORRO! - Gritei desesperada.
- Cala a boca, vadia! - Disse enquanto tampava minha boca com aquela mão imunda.
Ele me jogou com tanta força no chão que o ar faltou em meus pulmões, e fiquei zonza com a pancada na cabeça. Ele aproveitou e se jogou sobre mim, me imobilizando com uma mão e começando a abrir sua calça com a outra.
- SOCORRO. - Tirei forças nem sei da onde para conseguir gritar novamente, mas ele pegou minha cabeça e bateu novamente violentamente contra o chão.
Eu já nem enxergava mais nada, a dor estava insuportável, e eu já nem conseguia me mexer, ele era muito grande eu não tinha chances de escapar.
Derrepente eu senti aquele peso sendo tirado de cima de mim abruptamente, e ouvi barulho de algo sendo quebrado. Com muito esforço consegui me sentar e vi William arrebentando aquele monstro no soco.
- William... - Chamei fraco. - William, vai matá-lo. - Consegui falar um pouco mais alto.
- Essa é a intenção!
Ele estava cego, o homem já estava desacordado e não havia se quer um lugar de seu rosto que não estivesse banhado em sangue, e o barulho de coisa quebrando que ouvi eram os dentes do mesmo que estavam espalhados pela grama. Eu consegui me rastejar até ele, e o segurei o afastando.
- Não vale a pena, vai passar a vida atrás de uma grade por causa de um desgraçado. - Falei tocando seu rosto, e o obrigando a olhar para mim.
- Você está sangrando. - Falou tocando do lado da minha cabeça e como consequência eu gemi de dor. - Vamos, vou te levar para o hospital. - Disse enquanto me ajudava a me levantar.
- Não, eu só quero ir para casa.
- E se a pancada tiver sido grave?
- Não foi, só me leva embora, por favor.
Ele concordou com a cabeça e me ajudou chegar até seu carro, ainda bem que naquele dia eu tinha vindo de táxi. Antes de ir para minha casa me levar, ele parou em uma farmácia e comprou algumas coisas para passar em meus ferimentos.
- Pensei que estivesse na praia.
- Estava, cheguei hoje a tarde.
- Foi sozinho?
- Não, com uma cliente.
- Achei que não voltaria a me procurar.
- Eu também... Mas durante a viagem eu só conseguia pensar em você e em como estaria, assim que cheguei apenas tomei um banho e corri para seu apartamento, o porteiro me disse que provavelmente estaria no trabalho e eu vim para cá.
- Obrigada, senão tivesse sido por você, agora eu estaria...
- Nem termine essa frase, senão eu volto lá e termino o que comecei. - Falou nervoso apertando forte o volante.
Finalmente chegamos, e ele subiu comigo. Assim que entramos ele me colocou sentada no sofá e abriu a sacolinha da farmácia. Primeiro desinfetou o local e eu fiz uma caretinha de dor, mas em troca ganhei um selinho.
- Prontinho. - Falou quando terminou de fazer o curativo.
- Suas mãos também estão machucadas.
- Não é nada.
- Claro que é, vamos tomar um banho que depois cuidaremos delas também.
Mesmo a contragosto ele topou, e juntos seguimos para o banheiro. Ele me ajudou a me lavar sem molhar o curativo, e beijou cada lugar que o homem havia deixado roxo. Foi um banho totalmente sem malícia.
Quando terminamos eu sequei suas mãos e depois passei uma pomada cicatrizante.
E então apenas deitamos nus na cama, abraçados e dormimos como se fossemos apenas um casal normal.
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O prostituto do meu ex
Short StoryMaite é uma mulher de 36 anos que sempre colocou o trabalho acima de sua vida pessoal, como resultado é uma pessoa solitária com poucos amigos e sem uma família como a maioria das pessoas na sua idade. Frustrada principalmente com sua vida sexual r...
