Capítulo 8

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Cerca de uma semana havia se passado, William não havia voltado e eu também não havia o procurado mais. No fundo eu queria receber pelo menos uma ligação, mas eu era teimosa demais para confessar isso para mim mesma.
Decidi que voltaria a trabalhar antes das minhas férias terminarem, para poder distrair minha mente. Eu já estava pronta para sair, foi quando fui pegar meu celular e dar uma checada rápida nas redes sociais que vi um stories dele, o mesmo estava bem pleno em uma praia paradisíaca.
Aquilo me afetou de certo modo, ele se disse tão preocupado comigo e agora nem uma mensagem mandou, estava curtindo o litoral.
Joguei o celular em qualquer canto e fui trabalhar, decidi ficar meio off das redes, não queria ficar vendo como ele estava aproveitando a vida enquanto eu estava aqui deprimida.

- Sabia que te veria antes do dia 30. - Disse Anne sorrindo quando me viu.

- Mas está de prova que eu tentei, né?

- Sim, mas deu para descansar um pouco?

- Deu, não aguentava mais ficar em casa.

Ela riu, e eu segui para minha sala. O tempo que fiquei ausente deixou bastante trabalho, e eu nem vi a hora passar, só percebi que estava de noite quando meu chefe apareceu.

- Maite, já estou indo. Acho bom você ir também, já está tarde.

- Vou só terminar umas coisinhas e já vou.

- Ok, não esqueça de fechar a porta quando sair.

Eu apenas concordei com a cabeça, e depois de me dar boa noite ele partiu. Já passava das onze quando consegui terminar tudo.

- Olha só o que temos aqui.

Eu estava fechando a porta, e me assustei quando fui abordada por um rapaz.

- O que você quer? Minha bolsa? Pode levar. - Falei estendendo o objeto para ele.

- Não quero seu dinheiro.

Naquele momento eu soube que estava muito ferrada, tentei abrir a porta correndo de novo, mas ele me puxou pelos cabelos e começou a me arrastar para um terreno vazio que ali tinha.

- SOCORRO! - Gritei desesperada.

- Cala a boca, vadia! - Disse enquanto tampava minha boca com aquela mão imunda.

Ele me jogou com tanta força no chão que o ar faltou em meus pulmões, e fiquei zonza com a pancada na cabeça. Ele aproveitou e se jogou sobre mim, me imobilizando com uma mão e começando a abrir sua calça com a outra.

- SOCORRO. - Tirei forças nem sei da onde para conseguir gritar novamente, mas ele pegou minha cabeça e bateu novamente violentamente contra o chão.

Eu já nem enxergava mais nada, a dor estava insuportável, e eu já nem conseguia me mexer, ele era muito grande eu não tinha chances de escapar.
Derrepente eu senti aquele peso sendo tirado de cima de mim abruptamente, e ouvi barulho de algo sendo quebrado. Com muito esforço consegui me sentar e vi William arrebentando aquele monstro no soco.

- William... - Chamei fraco. - William, vai matá-lo. - Consegui falar um pouco mais alto.

- Essa é a intenção!

Ele estava cego, o homem já estava desacordado e não havia se quer um lugar de seu rosto que não estivesse banhado em sangue, e o barulho de coisa quebrando que ouvi eram os dentes do mesmo que estavam espalhados pela grama. Eu consegui me rastejar até ele, e o segurei o afastando.

- Não vale a pena, vai passar a vida atrás de uma grade por causa de um desgraçado. - Falei tocando seu rosto, e o obrigando a olhar para mim.

- Você está sangrando. - Falou tocando do lado da minha cabeça e como consequência eu gemi de dor. - Vamos, vou te levar para o hospital. - Disse enquanto me ajudava a me levantar.

- Não, eu só quero ir para casa.

- E se a pancada tiver sido grave?

- Não foi, só me leva embora, por favor.

Ele concordou com a cabeça e me ajudou chegar até seu carro, ainda bem que naquele dia eu tinha vindo de táxi. Antes de ir para minha casa me levar, ele parou em uma farmácia e comprou algumas coisas para passar em meus ferimentos.

- Pensei que estivesse na praia.

- Estava, cheguei hoje a tarde.

- Foi sozinho?

- Não, com uma cliente.

- Achei que não voltaria a me procurar.

- Eu também... Mas durante a viagem eu só conseguia pensar em você e em como estaria, assim que cheguei apenas tomei um banho e corri para seu apartamento, o porteiro me disse que provavelmente estaria no trabalho e eu vim para cá.

- Obrigada, senão tivesse sido por você, agora eu estaria...

- Nem termine essa frase, senão eu volto lá e termino o que comecei. - Falou nervoso apertando forte o volante.

Finalmente chegamos, e ele subiu comigo. Assim que entramos ele me colocou sentada no sofá e abriu a sacolinha da farmácia. Primeiro desinfetou o local e eu fiz uma caretinha de dor, mas em troca ganhei um selinho.

- Prontinho. - Falou quando terminou de fazer o curativo.

- Suas mãos também estão machucadas.

- Não é nada.

- Claro que é, vamos tomar um banho que depois cuidaremos delas também.

Mesmo a contragosto ele topou, e juntos seguimos para o banheiro. Ele me ajudou a me lavar sem molhar o curativo, e beijou cada lugar que o homem havia deixado roxo. Foi um banho totalmente sem malícia.
Quando terminamos eu sequei suas mãos e depois passei uma pomada cicatrizante.
E então apenas deitamos nus na cama, abraçados e dormimos como se fossemos apenas um casal normal.

O prostituto do meu exOnde histórias criam vida. Descubra agora