Cap 7

1.4K 119 23
                                        

POV SN

Ao amanhecer do dia minha cabeça estava pesada, provavelmente, por causa da noite mal dormida. Sempre que fechava os olhos a visão do Fúria da Noite tão ameaçador me perseguia constantemente.

- Acredito que ninguém sentirá minha falta, posso simplesmente dormir tranquila, não? - Sussurrei desencorajada.

Batidas na minha porta foram ouvidas, quem estaria interrompendo meu cochilo logo de manhã cedo. Se eu ficar quieta o suficiente talvez pensem que não estou em casa 

- Sn? Eu espero que você já esteja pronta.  - Continuei quieta na esperança de que fosse deixada em paz. Ao não ouvir nenhum som vindo de outro lado da parede me permiti fechar os olhos novamente. 

Em poucos segundos o sono havia me dominado, sem que eu notasse a porta foi aberta e dela surgiu uma silhueta que me observou por instantes e entrou na casa sem mais nem menos. 

- Ah, era só o que me faltava...

A pessoa adentrou mais minha casa apenas para pegar um vaso com água e joga-lo sobre mim.

- UGHH!? EM NOME DE ODIN, O QUE?! - Astrid me olhava sem culpa apenas depositando o recipiente em uma canto do cômodo.

- Você tem cinco minutos. - Como se nada tivesse acontecido ela saiu. Uma careta preencheu meu rosto.

Me arrumei rapidamente, todo o sono havia sumido depois do choque da água fria em meu corpo.

- Você deveria procurar uma maneira mais simpática de acordar-me. - Empurrei-a no chão e me espreguicei em seguida.

- Pfft. - Arqueando uma sobrancelha ela me analisou. - Você tá acabada.

- Me diga algo que eu não sei. - A conversa fluía a medida que caminhávamos. - Seu banho também não me ajudou muito.

 Chegando na arena encontrei os gêmeos, Perna de Peixe e Melequento, pareciam nervosos. Aleatoriamente pego um mangual no suporte de armas e aguardo Bocão começar sua apresentação.

- Bem-vindos ao treino com dragões! - Ele parece animado hoje.

- Agora é pra valer. - Astrid disse confiante. Eu lido com dragões todos os dias então já habituei, mas eles não, o trabalho deles era apagar as chamas das casas. Bem irritante eu diria, afinal quanto mais fogo se apagava mais o dragões incediavam.

- Quero ficar com queimaduras alucinantes! - Olhei para o Cabeça-Dura.

- E eu quero ficar com umas dentadas, tipo no ombro e nas costas. - Não acredito que a Cabeça-Quente está indo na onda do irmão. Que idiotas.

- Tem certeza? Vocês pareciam bebês quando cortaram-se acidentalmente. E olha que nem foram cortes grandes. - Falei calmamente, revirando os olhos os irmão continuaram a falar entre si.

- É, só tem graça se rolar cicatriz. - Astrid sempre foi desse jeito então não posso julgar.

- É falou e disse. Dor, me amarro. - Essa voz claramente sarcástica é do Soluço, mas o que ele está fazendo aqui? Aceno para ele com um sorriso, esse segredo que apenas nós dois sabemos, nos aproximou de um jeito interessante.

Imagine SoluçoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora