ATO V - Parte I

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"Bella, isso não faz o menor sentido - não é nem um caso do nosso escalão..." Regulus reclamava andando atrás da prima no escritório.

"Sim priminho, mas todos percebemos que você está muito tranquilo ultimamente." Ela passava por entre as mesas do escritório e olhava com severidade para todos, sua tarefa favorita. "E Rabastan é da família."

"Mas porque você não resolve isso? É seu cunhado, e eu estou cuidando das acusações contra Karkaroff, é um caso internacional." Suplicava.

"Regulus Arcturus Black, porque você não quer ir?" Parou abruptamente e encarou-o.

"Eu só acho que é um caso muito idiota para quererem entregar pra um sub-chefe de departamento." Mentiu.

"Não, você não tem escolha, você pode ser o sub-chefe mas eu sou a chefe. Te quero segunda de manhã no tribunal, sem mais nenhuma reclamação." Fez um olhar feio de repreensão, virou-se e seguiu com sua sessão de intimidação diária.

     Regulus deixou os ombros caírem em derrota. O celular vibrou no seu bolso, ao pegar para ver quem ligava percebeu que eram 15 horas, quase atrasado para buscar Luna na escola. Dirigiu-se a sua sala pessoal, em um dos lugares privilegiados do andar - uma vista incrível da cidade e espaçoso como uma sala de estar. No sofá estava Barty, deitado brincando com algum item da mesa do amigo.

"Crouch, que honra te ter no andar." Brincou, Bartemius praticamente vivia na sala do Black - muito o surpreendia que Riddle não o tivesse posto como guarda costas dele.

"Sabe como é, senti saudades." Respondeu animado ao se sentar. "Então..." Foi em direção ao outro, que já tinha a sobrancelha levantada pegando os documentos da mesa. "Eu sem querer vi uma coisa na sua mesa."

     Regulus o encarou, uma pitada de raiva.

"Hm."

"E se você quiser conversar, ou companhia na segunda..." Continuou com o ar brincalhão.

"Vou ficar bem." Disse irritado pela intromissão alheia.

"Se você diz." Devolveu o cubo com o qual brincava de volta à mesa. "Vai buscar nossa pequena? Evan vai trabalhar até o fim do dia e Dorcas está ocupada." Regulus saia da sala com Barty em seu encalço.

"E desde quando você pede permissão?" Colocou a bolsa no ombro, chegando rapidamente ao elevador - mesmo um pouco irritado, segurou a porta para o amigo que não conseguiu o acompanhar.

     Os dois buscaram a garota e pararam no mercado juntos logo depois. Luna andava saltitando pelas prateleiras perguntando o que eles iam querer jantar e dando palpites sobre o que a mãe gostaria. "Eu acho que ela vai querer uma salada, mamãe gosta de cenouras." Disse quando passaram pelos legumes. Barty tinha uma pequena cesta no braço e coletava tudo o que Luna apontava. O pai segurava a mão da filha, sendo levemente balançado para os lados.
     Chegaram em casa perto das 16h30, tendo tempo para um charmoso chá da tarde junto do coelho de pelúcia "Senhor Leão" e sua boneca favorita "Lady Mia". Qualquer um poderia achar engraçado os dois adultos sentados à mesa colorida da varanda, juntos de uma garotinha, sua boneca e coelho com nome contraditório - sem falar da porcelana rosa contrastando com a roupa formal dos dois.

"Papai, eu quero um leão pra chamar de Senhor Coelho." Falou divagando ao servir o chá imaginário para seus brinquedos.

"Titio Barty vai arrumar um leão de verdade para ser seu Senhor Coelho." Brincou antes de bebericar o chá - Luna arregalou os olhos para o padrinho.

"Não! Precisa ser de pelúcia, eu não sei cuidar de leões." Como se fosse o único grande problema.

"Poxa vida, o que vou te dar de aniversário ano que vem então." Fez-se de triste.

Own My Mind; StarchaserHistórias para pegar e não largar. Descubra agora