Encontro imprevisível

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O cachorro que Jungkook achou estava o ajudando a ficar mais tranquilo, não era alguém que o respondia verbalmente, mas pelo menos o ouvia e deixava ele mais tranquilo.

— O que foi cachorro? Não tem nada lá fora, só eu e você. — Falou da cozinha para o cachorro que estava latindo para a janela. — No máximo gatos, embora eu não vi nenhum outro ser vivo além de você essas últimas semanas. — Cortou o frango em cubinhos pequenos. — Vou arriscar um strgonoff, nunca fiz, então provavelmente mão vai ficar bom. Aaaaa, cala a boca cara, você não me deixa pensar latindo desse jeito.

O cachorro olhou para ele com desdém, se pudesse falar ele estaria avisando a Jungkook que estava vendo outra pessoa, mas infelizmente o humano não entendia ele, e o seus latidos não foram suficientes para o moreno ir até ele e ver com os próprios olhos.

O strogonoff que Jungkook fez não ficou igual ao original, estava bem longe disso, mas o que importava era o sabor, e estava perfeitamente gostoso.

— Amanhã vamos para aquele bairro de ricos, lá deve ter muita coisa boa para pegar, camas confortáveis e chuveiro quente. — Falou ao deitar na cama ainda de cabelos molhados. — Temos sorte que a energia funciona, mas não tivemos sorte de ter secador aqui, provavelmente era um homem que vivia aqui, e ele não costumava ser vaidoso.

O mais novo hobby do Jeon era justamente tentar entender que a vida levava as pessoas das casas que ele invadia para dormir e se alimentar. Até agora visitou uma casa de repouso de idosos, que cheirava a talco e foi onde ele pegou alguns géis para dor muscular, a casa dos adolescentes virgens que tinha muito conteúdo adulto, e agora esta. Era agradável, não tinha muitos móveis e tinha apenas uma fotografia que ele deduziu ser do morador quando mais novo.

Sem sono ele se levantou e foi explorar mais a casa, ao entrar no segundo quarto levou um susto, que era o único naquele mundo e jamais iria encontrar alguém ali, ele já tinha se acostumado com a ideia, mas encontrar uma pessoa estava fora de seus pensamentos, ainda mais naquelas condições.

— Que merda você fez em cara... O que te levou a tirar sua vida? — Falava com o corpo pendurado no meio do quarto.

Jungkook olhou em volta e viu um papel largado e pegou para ler - era a carta de despedida do homem. Ao terminar de ler com os olhos cheios de lágrimas pelo conteúdo que leu e viu, Jungkook se levantou e retirou o corpo daquele estranho e levou para o quintal.

— Você deveria ter esperado um pouco mais, sei que é ruim uma traição, mas pô, tirar a vida por conta disso? O erro não foi seu campeão, você poderia está em uma dimensão aleatória agora, talvez com a Karen, ou podia está aqui comigo, pelo menos ia tirar umas boas risadas sua. — Falava enquanto cavava uma cova para o homem. — Pode ficar tranquilo, vou passar apenas essa noite aqui, não confio na noite lá fora. — Colocou o corpo desfalecido do homem na cova e o enterrou. — Descansa em paz.

Largou a pá de qualquer forma e voltou para dentro da casa, lavou as mãos e trocou de roupa para dormir. Acordou cedo no outro dia e seguiu para o bairro rico da cidade.

— Chegamos cachorro, esse era o lugar mais rico daqui, antigamente... Não sei se a expressão está certa, porque só faz um ou dois meses que isso começou, mas enfim, aqui era onde ficavam as pessoas mais mimadas de Busan. — Falou com o cachorro que apenas deixou um latido para ele. — Pois é, eu também não queria morar aqui, vamos parar nessa casa, estou vendo uma casinha de cachorro, pode ter coisas para você. — Parou o carro e desceu com o cão.

[...]

Pela manhã Jimin voltou para o seu condomínio estava com frio e fome, a garota precisava achar um jeito de sobreviver ali. Assim que entrou pelo grande portão do condomínio notou algo diferente, havia um carro que não estava ali antes e que ela nunca viu por aqui. Parou onde o carro em que estava e desceu até o veículo.

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