Chapter Thirty Four

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Um ômega capaz de ser marcado por vários alfas, um ômega capaz de carregar a progênie de deuses e possuir seus poderes através da capacidade de gerar... um ômega com ancestralidade celestial.

O quão magnífico algo assim poderia ser? Uma fábula, com certeza.

- Tem certeza que ele está lá? - Questionei, tentando não soar como um desafio, sei de minhas condições, não sou idiota de desafiá-lo.

- Duvida de meus informantes, de meus filhos, deus da trapaça? - Sua voz ecoou pela extensão da imensa caverna escura.

- Nunca... Eu apenas já estive lá antes, eles são tão pequenos e fracos, ele realmente nasceu lá? Me parece um lugar tão-

- Lembre-se que foi derrotado por aqueles seres quando esteve lá, não tenho dúvidas que esteja lá, talvez até mesmo o tenha conhecido.

Impossível. Não conheci ômegas quando tentei governar a Terra. Apenas alfas, todos os Vingadores eram alfas... e no máximo conheci betas, como o agente que matei ou a mulher que Thor se apaixonou brevemente anos antes. Nunca um ômega.

- Você acha impossível que ele possa existir, deus da trapaça? É hesitação que vejo em seus olhos?

- Nunca! Se ele está lá, eu o trarei para você.

- Ótimo. - O Titã se levantou e caminhou até mim, posso dizer que odeio essa posição, ajoelhado diante de alguém... estou acostumado a ter pessoas ajoelhadas diante de mim, não o contrário. Estar em minha forma "asgardiana" é ainda mais humilhante dado ao fato de que me deixa menor diante do Titã - Você é um deus ambicioso, - Comentou, se inclinando levemente e me segurando pelo maxilar, foi automático levar minha mão até a dele afim de pará-lo, um erro. - é um bom soldado, - Ele me tirou do chão sem esforço e me levantou até ficar cara a cara com ele, me fazendo olhar em seus olhos e me sufocando no processo - mas lembre-se que ele me pertence. Não seja ganâncioso desejando o que não pode ter, você irá se arrepender. - Voltou a me soltar, deixando minhas pernas fracas cairem ao chão, cedendo diante dele, levei minha mão até meu pescoço e maxilar massageando-os. - Traga-me o ser capaz de me dar os descendentes mais puros e perfeitos.

Assenti em resposta.

- Trarei o mais rápido que puder. - Avisei, antes de sair de vista.

Acho que não preciso dizer o quanto odeio ser tratado dessa forma... continuo trabalhando para ele, porque cometi um erro e sou obrigado a pagar pelo que fiz. Já teria o enganado se pudesse, mas ter Thanos contra mim não é o tipo de coisa que necessito agora.

Estou ciente de que ele é capaz de me matar e a não ser que eu consiga aquele ômega, será a minha cabeça que estará na ponta de uma estaca ao lado das cabeças que ele coleciona como os seres mais fortes e influentes que ele derrotou.

Pela primeira vez, não tenho interesse em pegar algo que não é meu... quem precisa de um ômega? Lidar com um celestial dessa magnitude atrairia mais seres atrás de minha cabeça do qual eu sou capaz de suportar e o principal e mais difícil de admitir, não sou capaz de vencer Thanos.

Usei o cubo para achar o ômega que ele tanto deseja, quando percebi estava na frente de uma casa... um bar? Não estou certo, nunca estivesse em um lugar assim. No final, não importa, só preciso pegar o ômega e sair.

Forcei a porta e ela estava fechada, lugares assim não estão sempre abertos durante a noite?

Sem me importar, adentrei ao local e fui atingido por um forte aroma de ômega no cio, chegou a mim em uma mistura com o cheiro repugnante de um alfa. Não havia ninguém ali, adentrei mais a fundo sentindo aquele cheiro cada vez mais forte. Cheiros desse tipo não me afetam, odeio ser comandado por essa coisa sem sentido... deuses são capazes de controlar melhor e seus alfas e ômegas são completamente diferentes ao dos humanos, mais fortes e com uma consciência menos deturbada.

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