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5. Best song ever

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Talvez seja o jeito em que ela andou diretamente para o meu coração e o roubou. Através das portas e passando pelos guardas como se ela já fosse a dona. Eu disse, você pode devolve-lo? ela disse: Nunca nem nos seus sonhos mais malucos. 

Best song ever, One direction

— Quem? Quando e por quê? — Sainz questionou assim que subiu no iate e deu de cara com o namorado da amiga conversando com o Leclerc mais velho. Avistou Marjorie sentada no bar que havia ali, e seguiu até ela com um sorriso. No meio do caminho, foi interceptado por Lando Norris.

— É o seguinte, o plano é... — começou Lando, com aquele olhar arteiro de sempre — não temos plano, na verdade — riu, fazendo Carlos revirar os olhos. 

— E você já bebeu quanto? São nove horas da manhã.

— Temos um inimigo no iate, repito: inimigo no iate — completou, teatral.

— Qual é o seu limite de álcool por horário? — George, que até pouco estava rindo com a namorada Carmen, se aproximou. — Para de se mexer e conta a fofoca que claramente só você sabe.

— Charles, o nosso queridinho da Ferrari — começou, olhando para Carlos — sem ofensas, claro — piscou — convidou o casal para o passeio de hoje. E, assim como vocês, também fiquei surpreso por ele ter aceitado.

Fez uma pausa dramática, hábito seu ao contar qualquer história.

— Mas... descobri ontem que, se o bonitão ali — apontou discretamente para Charles, que agora falava com Arthur e, por isso, estava ao lado de Marjorie — se tivesse uma chance, ele não jogaria fora.

— Claramente, ele não teria essa chance — Russell comentou, direto.

— Claramente — Sainz concordou. — E eu digo isso porque ela não daria.

Carlos sabia que pensar nisso era quase proibido. Mas também não queria vê-la com alguém como Enrico, que a tratava daquela forma. Era comum quem vive esse tipo de relacionamento não perceber o quanto ele pode ser prejudicial.

— É isso mesmo? Panelinha dos pilotos hoje? — Marjorie interrompeu, sorrindo, ao se aproximar. Eles estavam tão entretidos que não notaram sua chegada. — Charles, fomos excluídos, viu? — brincou, entrando no clima. — E a fofoca parecia boa.

— Provavelmente era sobre nós — Leclerc respondeu, sorrindo.

— Com certeza era — ela disse, ainda rindo.

Era oficial: eles combinavam. E por mais errado que parecesse, Lando enxergou isso na forma como interagiam. Era natural, inconsciente, mas real. Ele anotou mentalmente que precisava conversar com ela — longe de tanta gente por perto.

O pensamento foi interrompido quando Enrico apareceu e envolveu a cintura de Marjorie com um dos braços. Algo que ele nunca fazia. E não era por falta de convite — Marjorie havia incluído ele várias vezes nas programações com os amigos, mas ele raramente aceitava. Era como se tivesse um desprezo velado pelos pilotos de Fórmula 1. Lando se lembrou das muitas vezes em que a viu com os olhos marejados ou após discussões. Aquilo nunca parecia certo.

— A conversa parece boa por aqui — Enrico disse. — E aí, Leclerc, quando vai mostrar pra gente como essa belezinha se comporta no mar?

Russell, ao lado de Charles, se perguntou como Marjorie não percebia o tom condescendente do namorado. Charles apenas sorriu, educado demais.

— Só estou esperando minha mãe — respondeu. — Ela não deve demorar.

— Monte Carlo não tem uma paisagem feia — Marjorie comentou, sorrindo. — É impossível não amar esse lugar.

— Lá vem ela com o grande sonho de morar aqui — o namorado cortou, fazendo-a revirar os olhos.

— Impossível discordar, Mar — Carmen respondeu. — Aqui é incrível.

— Com certeza — ela confirmou. — Mas são apenas sonhos. Nossos planos no momento são outros, né, amor?

Charles sentiu um aperto no estômago. "Amor". Não combinava. Enrico não era — nem de longe — afetuoso. E quais planos ela falava? Viu o engenheiro apenas assentir, mais interessado nas mulheres do iate ao lado do que na conversa. Eles falavam de uma temporada em Woking, na casa da McLaren, onde Enrico se especializaria na sede da equipe. Marjorie dizia que estava adiando os próprios sonhos porque sentia que estava onde deveria estar. Nem Lando parecia saber disso.

— Mônaco precisa continuar nos seus planos, Marjorie — Charles disse de repente.

A frase soou mais intensa do que ele imaginava. E provavelmente todos ali notaram.

— Com certeza não vão sair, Charles — ela respondeu com um sorriso gentil, que ele retribuiu.

Em menos de dez minutos, Pascale, a mãe dos Leclerc, se juntou ao grupo. E como prometido, o iate se afastou do porto. O céu estava azul, o mar calmo. Aproveitaram juntos um café da manhã completo.

— Esse é o melhor croissant que já comi — Sainz disse, ainda mastigando. — E olha que já comi croissant em todo canto do mundo.

— É porque é minha receita especial, Carlos — Pascale respondeu. — Se eles estão por casa, tem que ter croissant.

— Deve ser difícil ser mãe de dois pilotos, não é? — Marjorie perguntou. — Eu sofro só com o Lando.

— No começo, eu não era a maior apoiadora — ela riu. — Mas era o sonho deles. Eu fico com o coração na mão, mas sou muito orgulhosa do que conquistaram. Por sorte, Lorenzo manteve a cabeça no lugar e não virou mais um piloto.

Todos riram.

— Alguém precisava ser o chato — Arthur provocou, levando um tapa de Lorenzo.

— Ué, você não tem como tomar meu lugar! Você é o chato, o Charlie é o bom moço e eu sou o bonitão.

Gargalhadas.

— Charles, o bom moço — Lando seguiu rindo. — Com todo respeito, tia — olhou para Pascale — mas ele é o típico "come quieto". Aprendi essa expressão no Brasil ano passado — fez um coração com as mãos. — Te amo, amigo, te amo.

Marjorie não podia negar. Charles era educado, calmo, doce — mas definitivamente tinha algo misterioso. Algo que despertava curiosidade. "Quem é Charles Leclerc?", ela pensou, sorrindo sozinha. O encarou, distraído em meio à discussão sobre sua imagem.

— Vai encarar ele por mais tempo ou...? — o namorado sussurrou, tirando-a dos devaneios.

Pega. Encarando Charles Leclerc

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A pobi da Marjorie, mas eu não julgo a beleza desse monegasco precisa ser apreciada KKKKKKKKKKKKKKKKK até maixxxxx








The 1, CHARLES LECLERCHistórias para pegar e não largar. Descubra agora