Montauk era de longe uma cidade linda. Tinha praias que no verão eram cheias de turistas, e fora de temporada desertas. Eu amava me sentar a noite ali, dirigia 15 minutos pelo menos uma vez na semana e me deitava. O barulho do mar, as estrelas... Me deixavam em paz, e parecia ter Afonso mais perto de mim.
Saudade dói demais e eu nao estava mais disposta a ficar longe.
"Que horas você pousa?"
Sorri lendo sua mensagem. Levantei da areia, limpei a roupa e caminhei para o carro. Dali eu já ia para o aeroporto.
"As 7"
"Indo para o aeroporto agora"
"Ansioso pra te pegar"
Sorri. Afonso era um grande tarado, tinha certeza que não era me pegar no aeroporto.
Liguei o carro e dirigi algumas horas pro aeroporto.
Com uma mala pequena, segui empurrando para o portao de desembarque, meus olhos antes mesmo de o portão abrir ja avistou uma cabeça loira pequena vindo correndo na minha direção soltei a mala e minha bolsa me ajoelhando e recebendo um cisquinho muito apaixonante nos braços.
- Que saudade mamãe...
Meu coração acelerava sempre que ela falava mamãe sem controle.
- Meu amor, eu morri de tanta saudade também.
- Chorei 2 vezes.
Sorri me sentindo péssima. Isso precisava acabar.
- Não vamos mais nos separar ta bom? A mamãe promete.
Ela assentiu me beijando estalado, então eu me levantei a pegando pela mão enquanto caminhavamos ate um Afonso muito sério. Ele me pegou pela mão agarrando minha cintura com os braços e respirando fundo no meu pescoço.
- Que saudade minha ruiva...
Assenti sem conseguir falar. Eu esperava muito que ele voltasse comigo.
- Também senti amor, muita...
Sorrimos quando Liz agarrou nossas pernas se juntando no abraço, Afonso se abaixou e a trouxe na nossa altura sem afastar o abraço. Ficamos um tempo ainda parados então ele me deu Liz, pegou minha mala minha bolsa e de dedos entrelaçados caminhamos pro carro.
Antes de chegarmos no apartamento dele Liz ja tinha capotado, ela nunca acordava tão cedo.
Afonso a levou enquanto eu peguei minhas coisas e subimos em silêncio. Os dois aflitos. Sabiamos que precisavamos tomar uma providência. Aquilo tinha que acabar.
-Me espera na banheira que deixei ligada e quentinha pra nos dois.
Sorri caminhando para o banheiro e deixando minhas roupas pelo caminho, e realmente a banheira estava ligada quase derramando e quente pelando como ele sabia que eu amava. Desliguei e fiz um coque frouxo no cabelo.
- Aiii que delícia...
Suspirei ficando do pescoço pra baixo submersa na água quante e cheirosa.
Afonso entrou e fechou a porta com chave, se despiu me olhando com aqueles olhos verdes que fulminavam minha alma. Ele estava mais forte, com os musculos mais marcados e também com os olhos fundos. Eu sabia que ele estaria assim como eu.
-Passei o inferno essa semana sem você...
Disse baixinho assim que se abaixou atras de mim segurando meus ombros numa massagem gostosa.
- Eu também passei.
Ganhei um beijo na nuca e me virei de frente pra ele olhando seu rosto. A barba um pouco maior do que ele costumava deixar, mas eu amava.
- A gente precisa acabar com isso...
Sussurrei e ele assentiu.
- Essa semana foi uma das piores, mas acabou sendo bom pra eu tomar uma decisão...
Ele disse acariciando minhas costas chegando ate meu bumbum.
- Casa comigo Ana?
Amava quando ele me chamava de Ana. Ele era o único.
- Caso. Você casa comigo Afonso?
Sorriu.
- Caso.
Beijei seus lábios recebendo em seguida um mordida no queixo.
- Tem lugar pra mim em Montauk?
Assenti sorrindo.
- Claro que tem... Tem lugar pra mim aqui no Brasil?
Ele me olhou profundo como sempre e me beijou de leve.
- Você tem meu coração todinho mulher. Tem o da minha filha, que agora é sua também e te chama de mamãe. Você tem lugar em todos os lugares onde eu esteja...
Sorri e me mexi na água que tinha algumas bolhas pelo sabonete que ele esfregava nas minhas costas, e me sentei no seu colo tendo seu olhar mudando rapidamente pros meus seios.
Agarrou meus cabelos da nuca e puxou minha boca pra sua, me beijando com força, sua mão nunca abandonando meu corpo e que agora apertava meu seio direito.
- Você é um caralho de mulher bebê. Me tira do eixo rapidinho...
Gemi assim que rapou os dentes no meu mamilo.
- Sou papai?
Rugiu se levantando comigo da agua e me fazendo gritar de susto e caminhando pra cama molhando todo o caminho.
- Me fez sofrer de saudade...
Gemeu assim que me jogou na cama e me virou de bruços levantando meu quadril e me deixando de quatro. O tapa ardido veio em seguida, mas também o carinho e o beijo na palmada. Eu o amava...
- Vai levar muito tapa nessa bunda...
Me fez gemer alto entrando bem devagar em mim, senti cada pedacinho meu ser preenchido.
- Bate papai...
Ele agarrou meu cabelo ficando maluco. Eu amava o provocar.
- Não me chama assim...
Rugiu no meu ouvido descendo a outra mão e acariciando meu clitóris amoleci na hora cedendo meus joelhos e fazendo com que ele soprasse um riso no meu ouvido e mordendo minha orelha.
- Mamãe fraquinha né... Minha bebê eu amo você demais... Nunca mais quero estar longe. Nunca...
Gemeu saindo de mim, se sentando me puxando pro seu colo colei meu corpo no dele e quando fui preenchida novamente sem mais nenhum movimento cheguei num orgasmo. Seu olhar na hora escureceu de puro tesão.
- Criei um mostro sexual...
Disse baixinho mordendo meu pescoço eu me movimentei com força o fazendo bater na minha bunda. Ele era um tesão de homem, o maxilar serrado, cada músculo dos seus ombros marcados, eu amava o morder e o deixar marcado bem ali, entre o ombro e o pescoço, e foi exatamente o que fiz para em seguida o lamber mordendo o lóbulo de sua orelha. O senti se derramando dentro de mim e gemendo alto segurando meu corpo como uma tábua de salvação.
-Você é o meu amor... Sem você nem eu nem Liz somos bons.
Com ele ainda dentro de mim nos movemos na cama ficando bem grudados. Tracei todas as sardas que ele tinha no peito enquanto ele dava pequenos beijos e acariciava meus ombros.
- Você tem certeza?
Ele ficou em silêncio por alguns segundos o que me pareceram minutos. Subiu a caricia que estava nas minhas costas para meu queixo me forçando a encarar seus olhos mais verdes do que nunca.
- Você é a minha maior certeza em anos...
Beijei seus labios e me ajeitei assim que ele levantou e foi ao banheiro voltando logo em seguida com um lenço umidecido me fazendo morrer de vergonha no mesmo segundo. Ele sempre faz a mesma coisa.
- Não revira esses olhos pra mim, ou eu volto ai e te dou umas palmadas.
Revirei de propósito o fazendo gargalhar enquanto limpava minhas dobras. Fizemos uma pequena sujeira no lençol.
Assim que ele voltou pro banheiro retirei os lençóis, troquei por limpos e secos e me juntei a ele na ducha rapida que ele já tomava.
- E a Liz? Uma mudança agora? Como ela vai reagir?
Perguntei assim que me deitei sobre seu ombro na cama já limpa.
- Isso teremos que ver... Mas eu nunca conheci uma garotinha com a idade dela que fosse tão fácil de lidar. Meu unico problema com ela sempre fo...
O cortei antes que terminasse com uma gargalhada. Suas histórias do que Liz já aprontou com ele para lhe arranjar namoradas.
- Ainda bem que você foi forte e me esperou. Só não me conte mais histórias, o monstro do ciume acorda sem nem ter existido nada.
Ele riu me apertando no abraço gostoso em que estavamos.
- Ainda bem...
Murmurou acariciando meu cabelo.
Quando Liz acordou, fiz sua higiene e fiz as tranças que ela ama.
- Papai não aprende a fazer essas mamãe. Pode ensinar ele de novo?
Sorri. Ela amava implicar com o pai, e ela o tinha em sua mãozinha.
- Mamãe pode fazer sempre que quiser querida.
Afonso sorriu chegando perto de nós com uma bandeja de café da manhã pra todos nós.
- Mas você mora longe mamãe.
Disse baixinho segurando o ursinho que trouxe pra ela do aeroporto. Ela amava pelúcias.
- Filha, temos uma coisa pra te contar...
Afonso disse me entregando uma taça com mamão picado e com algumas sementes que eu amava, eu amava com esses pequenos e simples gestos. Ele fazia compras e incluia tudo que eu gostava na lista mesmo que eu não ficasse sempre por ali.
Liz se virou pra nós dois nos encarando e eu sorri pra ela.
- Eu e a mamãe nos amamos, e amamos você abelhinha.
Ela sorriu e afoita foi pro colo do pai.
- Eu vou ter um irmão?
Gargalhei caindo pra trás no tapete tendo seu corpinho jogado por cima de mim assim que ela ansiosa pulou do colo do pai.
- Não amor. Isso vai ser mais pra frente, apesar que se depender do seu pai...
Afonso tampou minha boca e puxou nós duas juntas para o seu colo.
- Eu e a mamãe vamos nos casar...
Disse baixinho olhando pra filha que o olhava sorrindo.
- E eu vou ter um irmão?
Gargalhei. Aquela abelhinha linda estava torcendo pra me ver barriguda.
- Mamãe que sabe sobre isso... Pede pra ela.
Afonso disse rindo e no mesmo momento aquele olhar pidao dos dois caiu sobre mim e eu só pude gargalhar ainda mais agarrando o pescoço de Afonso e apertando o corpinho cheiroso da minha bebê.
- Vamos ter um bebê na nossa familia um pouco mais pra frente linda, eu prometo. Por enquanto você pode ter um bichinho de estimação...
Ela sorriu assentindo rapido e muito animada.
- Mas agora quero que preste atenção em uma coisa...
Ela se endireitou e focou seus olhos verdes idênticos ao do pai em mim.
- Iremos morar perto da tia Mariana e tio Théo, e dos primos...Tudo bem pra você mudar de escola e de amigos?
Mal acabei de falar e ela pegou minha mão e a do pai.
- Nós vamos agora? Eu quero muito. Vamos ter piscina igual a Nat e o Fe?
Mamãe posso levar aquela mala de rodinhas, lá cabe muitos brinquedos.
Afonso sorriu e pegou a filha no colo abracando seu corpo apertado e beijou o rosto da filha.
- Respira meu amor. Nos vamos muito em breve mas não agora ou hoje. Mamãe vai te ajudar a arrumar todas as suas coisas e nada vai ficar pra trás.
Ela assentiu e continuou tagarelando sobre seus brinquedos na mala enquanto eu e Afonso nos olhavamos.
A gente estava a um passo da melhor fase da nossa vida e sabiamos disso como ninguém.
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NOS MEUS BRAÇOS
Lãng mạnNo dia em que eu recebi a noticia de que não andaria mais... Meu marido me disse que ele não podia fazer aquilo... Ele me disse que não conseguiria trabalhar e cuidar de mim. Então ele me abandonou... Se mudou para outro pais, me deixando com Natali...
