Capítulo V - Encontro às cegas

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Os resquícios de luz do sol se esforçavam em demasia para perpassarem pelas frestas da cortina do quarto de Nami que, apesar do horário vespertino, não exalava qualquer vontade de se levantar dos confortáveis lençóis de sua cama

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Os resquícios de luz do sol se esforçavam em demasia para perpassarem pelas frestas da cortina do quarto de Nami que, apesar do horário vespertino, não exalava qualquer vontade de se levantar dos confortáveis lençóis de sua cama. Aliás, estava totalmente imersa nos próprios pensamentos que sequer viu a necessidade de ir ao banheiro ao despertar, todavia, qual era o motivo de tamanha alienação? A resposta era simples: Monkey D. Luffy.

Seu encontro na noite posterior havia sido uma das melhores de sua vida, em anos nunca se sentiu tão conectada à alguém e igualmente compenetrada como estava com Luffy naquela sala de cinema, no entanto remoía-se por o ter beijado. Afinal, ele ainda era pai de uma de suas alunas e caso fossem descobertos, com certeza, seria demitida imediatamente. Quão estúpida tinha sido? Céus, mesmo tendo sido inesquecível, foi errado ao mesmo tempo, constatou Nami tocando suavemente seus lábios com as pontas dos dedos enquanto sorria involuntariamente.

Precisava, desesperadamente, compartilhar suas aflições com alguém e quem melhor do que sua melhor amiga? Sem titubear, avisou-a sobre sua visita e aprontou-se para inteirar Robin de sua confusão mais recente. Ao chegar na residência, Nami foi recebida pela matriarca da família com um meigo sorriso e prontamente foi conduzida até a aconchegante sala de estar no qual, na mesa de centro, estavam postos alguns aperitivos e duas xícaras de café ferventes.

— O que aconteceu? Você me parece um pouco apreensiva — questionou Robin se acomodando no sofá.

— Aí, Robin! Fiz a maior burrada do mundo — suspirou a outra em um tom de voz cansado ao mesmo tempo em que massageava uma das têmporas. — Eu... Eu beijei alguém que não deveria.

— Oh! — Exclamou a mais velha em um tom de falsa surpresa. — E por acaso foi o Luffy?

— Sim! — Afirmou Nami de imediato para, seguidamente, se surpreender com a pergunta feita pela amiga. — Espera! Como você sabia?

Robin soltou uma leve risada pelo espanto de Nami e repousou sua xícara de café sobre a mesa de centro.

— Às vezes, acho que você se esquece que sou fofoqueira — respondeu fazendo Nami assumir uma carranca insatisfeita. — Brincadeirinha, na verdade, conclui que algo entre vocês aconteceria muito em breve, e parece que acertei.

— Como você concluiu isso tão rápido?

— Acho que você não percebeu. Não! Na verdade, se você tivesse percebido, sem sombra de dúvidas não estaria me perguntando isso — comentou retoricamente para logo olhar carinhosamente para Nami. — O modo como ele te olhava quando se conheceram, era diferente de qualquer olhar que o Luffy deu para qualquer mulher.

A sondagem feita por Robin aturdiu Nami, a levando a arregalar os olhos pelo choque. Como não notei? Estava sentada bem na sua frente naquele jantar.

— O que eu faço? Eu não devia ter beijado ele, Luffy é pai de uma aluna minha — disse exaltada após alguns segundos em silêncio. — O que pode acontecer com o meu emprego ou até mesmo com a reputação do Luffy se descobrirem isso? E a Emi? Ela vai ser a maior afetada na história.

A ProfessoraOnde histórias criam vida. Descubra agora