Capítulo XV - Chapéu de palha

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Uma faísca de espanto perpassou pelos olhos negros de Luffy antes de ele começar a rir diante da expressão de Nami e sua fala revestida por uma insegurança nociva

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Uma faísca de espanto perpassou pelos olhos negros de Luffy antes de ele começar a rir diante da expressão de Nami e sua fala revestida por uma insegurança nociva. Ele riu tanto que a barriga até mesmo começou a doer, levando toda a paciência de sua namorada a derreter lentamente.

A ira de Nami era quase que palpável naquela hora e ela perguntava-se como Luffy tinha culhões para gargalhar em uma situação tão séria como aquela. Ele não entendia a gravidade de sua pergunta? Ou será que sua reação confirmava todo o monólogo que teve com Vivi? Ele realmente a traíra?

Não! Tais atitudes não combinavam com Monkey D. Luffy.

Luffy poderia se encaixar nos padrões do que se considerava uma pessoa inocente que sequer percebe as malícias dos comportamentos dos outros a sua volta, entretanto ele nunca faria nada que ferisse alguém, sobretudo ela. À vista disso, por qual motivo o bombeiro ria tanto? Tudo não passava de uma enorme piada? Sentindo seu olho tremer em estresse, Nami golpeou com uma brusquidão sobre-humana o topo da cabeça de seu namorado, fazendo-o cair no chão com as mãos sobre a área atingida.

— Droga, Nami — choramingou. — De onde você tira tanta força? Meu Deus, como dói.

— Você vai levar outro se não me responder decentemente — berrou com os olhos lacrimejando.

Ainda repousado no soalho, Luffy encarou o estado no qual Nami encontrava-se, seus cabelos sempre bem penteados agora estavam desgrenhados e presos de qualquer jeito, sua face que ostentava comumente um doce sorriso, estava banhado por um vermelho carmesim devido às incessantes lágrimas que insistiam em cair por suas bochechas. As íris que tanto amava, uma vez que transmitiam a calmaria que só o mar lhe trazia, carregavam uma angústia irracional.

— Preciso saber se aquela foto é falsa, Luffy! Eu preciso saber se tudo que vivemos vai ser levado devido à volta dela ou não! — Gritou Nami gesticulando rapidamente. — Eu amo você e a Emi com todo o meu coração e não sei como sobrevivi tanto tempo sem ter vocês na minha vida e jamais quero deixá-los, mas se eu realmente for uma segunda opção, vou embora sem pensar duas vezes.

Nami mordia o lábio inferior trêmulo à medida que buscava em Luffy alguma resposta, contudo o chapéu de palha, que era sua marca registrada, cobria seus olhos, dando a ela somente a visão de uma sombra em seu rosto. Por outro lado, o moreno, assim que teve a certeza que a outra encerrou seu discurso, levantou do chão e se pôs em sua frente com um semblante sisudo. Ambos trocaram olhares intensos, compartilhando silenciosamente memórias calorosas que já tiveram, tanto sozinhos quanto com Emi, e a conclusão para aquele problema estava mais que evidente para Luffy. Sendo assim, retirou seu chapéu e o encaixou nos fios rubros de Nami, que não entendeu sua ação.

— Luffy... O que quer dizer? Por que me deu seu chapéu? — Indagou confusa, dirigindo uma das mãos à aba de palha.

— Esse chapéu era do pai de Ace, não somos irmãos de sangue e sim de criação, tal qual Sabo. Enfim, e ele passou esse chapéu para meu padrinho, Shanks, que passou para mim — disse Luffy com um sorriso nostálgico. — Ele é o meu tesouro, porque foi o modo de Shanks dizer que acreditava que eu alcançaria todos os meus objetivos. Esse chapéu foi toda a sua confiança em mim transformada em um objeto. A única pessoa que permito usar ele é a Emi... E agora você. Espero que tenha entendido agora.

A ProfessoraOnde histórias criam vida. Descubra agora