Capítulo X - Sublime amizade

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As manhãs tinham sempre um toque lindo se observadas com regozijo, visto que o sol brilhava intensamente no céu e aquecia os corpos após uma noite gélida, tal como o cheiro do café que impregnava todas as ruas devido à abertura das lanchonetes e p...

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As manhãs tinham sempre um toque lindo se observadas com regozijo, visto que o sol brilhava intensamente no céu e aquecia os corpos após uma noite gélida, tal como o cheiro do café que impregnava todas as ruas devido à abertura das lanchonetes e padarias que não poderiam deixar seus fiéis clientes desalentados às seis horas. Entretanto, no intermédio de todos os atributos deleitáveis de ver o nascer de um novo dia, há também seus entraves como o irritante som do despertador que, incrivelmente, sempre toca ao um som péssimo e desagradável.

À vista do horário matutino, Nami tentou se levantar da cama ainda com um certo mau-humor dado o soar do celular de Luffy, contudo foi interceptada por uma grande mão que segurava de maneira forte sua cintura, como se ela fosse uma pelúcia. Sorrir diante daquela imagem foi previsível, uma vez que o homem a sua frente tinha os fios negros bagunçados e uma expressão que transmitia calmaria, retirando de seu âmago toda a ira que sentia mais cedo. Poderia ficar horas e horas o observando e anotando mentalmente cada detalhe que lhe chamava a atenção, mas em breve teriam que trabalhar.

— Ei, Luffy — sussurrou melodiosamente à medida que afagava com carinho o cabelo do moreno — já está na hora de levantar.

Gradualmente, os olhos de Luffy foram se abrindo e se focaram em Nami com as roupas levemente amassadas e as madeixas rubras desordenadas que, com certeza, era uma visão que poderia se acostumar a ver todas as manhãs.

— Bom dia? — Saudou se soltando de Nami e se espreguiçando.

— Bom dia, já está na hora, você tem que trabalhar hoje, não? — Perguntou recebendo um maneio com a cabeça em resposta. — Então, vai se arrumando enquanto vou ver como está a Emi.

Dito isso, Nami deixou Luffy na cama — indo, previamente, ao banheiro — e caminhou a passos lentos até o quarto de Emi que estava com a porta entreaberta e a luz acesa, com o cenho franzido, a ruiva bateu duas vezes na madeira da entrada e pela fresta da fenda passou metade de seu corpo. No meio do local estava a pequena criança amarrando com certa dificuldade seu tênis, arrancando um modesto riso da mais velha que se aproximou da filha e a ensinou como fazer o laço com precisão.

— Obrigada mamãe — agradeceu Emi finalizando o seu outro cadarço sozinha.

— Imagina, meu amor — disse Nami, depositando um afetuoso selar na testa da criança. — Como está se sentindo hoje? Passou bem durante à noite?

— Sim, estou me sentindo bem melhor, só estou com um o nariz escorrendo — respondeu fungando.

— Olha, depois do café, podemos limpar seu nariz com soro, o que acha?

— Qualquer coisa para não ficar com o nariz escorrendo!

— Tudo bem! Vamos tomar café da manhã? — Inquiriu a professora limpando algumas lágrimas que caíam de seus olhos depois da fala de sua filha.

— Sim!

Isto posto, mãe e filha dirigiram-se até a cozinha onde Nami começou a preparar o desjejum de todos que consistia em várias rodelas de tamagoyaki, um prato repleto de algas nori e uma tigela de okayu para Emi, que não tardou em se deliciar ao mesmo tempo que tomava seu achocolatado. Apesar da mesa estar farta de tanta comida, Nami ainda se encontrava na pia picando alguns legumes para fazer uma salada agridoce para si, tal qual esperava a cafeteria torrar alguns grãos para poder apreciar um quente café expresso.

A ProfessoraOnde histórias criam vida. Descubra agora