Monkey D. Luffy é um bombeiro renomado que se mudou para Tóquio com sua adorável filha, Emi. Dentre tantos rostos conhecidos por Luffy que o saudaram após anos longe de sua cidade natal, um em especial desperta a sua atenção: a linda professora de E...
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O som do violino reverberava alto por todo o salão de festas, mesclando-se perfeitamente aos cochichos dos convidados que aproveitavam o momento para se divertirem, afinal, tal instrumento dava à qualquer música um toque de elegância. Como se estivessem em um baile do século dezenove. Superestimado, decerto. Hancock, no entanto, sentia-se frustrada e irritada por acatar a um pedido vindo de Nami, recordava-se com clareza de detalhes de quando a professora polivalente apareceu na porta de sua casa, buscando sua ajuda. Iria fechar o umbral antes mesmo de a ouvir, porém Gloriosa a impediu, convidando-a para adentrar e tomar uma xícara de café que acabara de passar.
Quando se deu por si, Nami já estava sentada à sua frente, querendo que extraísse algumas informações sobre Nefertari Vivi em uma cerimônia beneficente que ocorreria na semana seguinte. Claro que em primeira instância questionou-lhe a razão para que justo ela o fizesse e suas motivações por trás de tamanha insistência, todavia não esperava que a resposta martelasse por dias em sua mente.
"Essa mulher fez muito mal à minha filha e fará algo pior a Luffy, por isso venho aqui pedir-lhe isso."
Estalando a língua, Hancock passou seu olhar mordaz pela multidão que a rodeava à procura de uma cabeleira de um tom de azul incomum, encontrando precisamente seu alvo caminhando em direção ao toalete feminino. Abrindo um sorriso perverso, a supermodelo jogou seus longos fios negros para as costas e desfilou com um semblante confiante até o banheiro, deparando-se com Vivi parada próxima a um grande espelho, retocando seu batom vermelho-sangue.
Mesmo com extrema dificuldade, a mulher intitulada a mais bela de todas, teria que admitir que Nefertari Vivi estava mais do que bonita, uma vez que sua maquiagem realçava seus castanhos olhos e acentuava as maçãs do rosto, além do caríssimo vestido branco com detalhes dourados que a fornecia um ar angelical, igual a de uma princesa dos desenhos infantis. Ao contrário de Vivi, Hancock recorria a um traje comprido e justo, frisando com rigor todas as curvas de seu corpo, somado a uma maquiagem pesada, encaixando-a no que poderia se considerar uma "mulher fatal". Por meio de uma falsa simpatia, a Imperatriz saudou a filha do prefeito.
— Vivi, querida! — Exclamou, fingindo surpresa ao vê-la ali. — Que coincidência a encontrar aqui, está belíssima.
— Quanto tempo, Hancock — retorquiu a cumprimentando com dois beijos na bochecha. — Veio retocar o batom também?
— Sim, me arrependo de não ter passado um batom matte, mas fazer o quê — disse retirando da bolsa o cosmético enquanto procurava em seu celular o aplicativo de gravador para registrar a conversa que se discorria. — Ah, soube pelo seu pai que sua filha passou o final de semana em sua casa, como foi?
— Aquela pirralha é um saco — reclamou Vivi com um tom desdenhoso. — Meu pai a amou, ao contrário de mim. Não sirvo para ser mãe.
— Uau, você mostrou suas garras tão cedo assim? E logo para mim? — Riu Hancock guardando seu batom de volta na bolsa e pegando um rímel. — Por que se abriu tão rápido? Não tem medo que eu conte ao Luffy essas coisas que disse agorinha?