Capítulo III - Plano perfeito

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Era estridente o soar do sinal da escola, o que piorava a dor de cabeça de Nami que apenas almejava bebericar uma boa xícara de café

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Era estridente o soar do sinal da escola, o que piorava a dor de cabeça de Nami que apenas almejava bebericar uma boa xícara de café. Haviam se passado algumas semanas desde o episódio no shopping e o término do período de provas na escola, em outros termos, ela estava sobrecarregada com incontáveis tarefas que beiravam desde corrigir as provas de seus alunos a mapear a sala e seu desempenho para apresentar aos pais as dificuldades dos filhos em determinados assuntos, assim como as exímias habilidades em outras áreas.

Além, é claro, de passar um gigantesco relatório ao diretor em relação ao comportamento de todos durante o período de estudos, somado a uma cópia do mapeamento da turma. Independentemente de amar a sua profissão, toda essa burocracia acadêmica era um asco que qualquer professor passava e já se sentia esgotada, pois ansiava em entregar um bom trabalho ao seu superior e não algo feito de qualquer jeito.

Em situações similares, gostava bastante de seu perfeccionismo, uma vez que sabia que cumpriria o que foi imposto com êxito.

À vista do horário vespertino, acreditava-se que todos os estudantes da manhã encontravam-se com os pais no caminho de casa, contudo, em um dos bancos perto da entrada principal estava Emi, completamente solitária e com os olhos presos no céu azul-claro que se estendia por quilômetros. Com um desconforto presente em seu âmago ao testemunhar aquela cena, Nami aproximou-se da morena sorrateiramente.

— Emi? O que está fazendo aqui ainda? — Questionou se sentando ao lado da criança.

— Meu papai teve um imprevisto no trabalho e pediu para a tia Koala vir me buscar — respondeu balançando os pés em movimentos de vai-e-vem.

— Sério? Com que seu pai trabalha?

— Meu pai é bombeiro, ele salva muitas vidas! — Contou alegre.

— Eu imagino que deve ser bem gratificante, é uma profissão de prestígio — sorriu acariciando as madeixas de Emi.

— Acho que sim, mas me sinto sempre sozinha por causa disso — disse mudando o tom de voz enquanto sua atenção prendia-se ao chão. — Na minha outra casa eu tinha meu vovô Garp, ele cuidava de mim quando meu pai saia para trabalhar.

Nami sentiu uma vertigem se espalhando por seu corpo devido ao rumo da conversa, não queria se intrometer em um assunto tão particular como aquele, entretanto sentiu que deveria fazê-lo mesmo assim. Segurando carinhosamente uma das mãos de Emi, disse:

— Sabe de uma coisa? Você poderia ir em casa quando seu pai estiver muito ocupado — as palavras proferidas por Nami atraíram incontinentemente a atenção de Emi, que se surpreendeu com a atitude de sua professora. — Minha mãe amou você, com certeza a mimaria até não aguentar mais.

Ao ver de muitos, poderia ser considerado uma postura completamente antiética adotada por Nami, porém sentia uma necessidade imensurável de amparar e acolher Emi.

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