Monkey D. Luffy é um bombeiro renomado que se mudou para Tóquio com sua adorável filha, Emi. Dentre tantos rostos conhecidos por Luffy que o saudaram após anos longe de sua cidade natal, um em especial desperta a sua atenção: a linda professora de E...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
É de unanimidade geral que Monkey D. Luffy exala o antônimo de quietude, entretanto, naquele ínterim nenhuma palavra foi proferida por ele, elevando o clima opressivo do carro ao extremo e deixando Nami desconfortável com a conjuntura que se encontrava. Por outro lado, o bombeiro permanecia compenetrado nas ruas conforme dirigia enquanto por seus pensamentos passavam seu último confronto com o professor de sua filha.
Quais razões o fizeram agir daquela forma? Por que enfrentou Kid? E, sobretudo, qual era o motivo daquele incômodo ter retornado ao ver Nami com seu colega de trabalho? Inúmeros questionamentos sondavam a cabeça de Luffy, o confundido, uma vez que compreendia a tamanha irracionalidade de suas ações de minutos atrás. Sabia, mais do que ninguém, que desde sempre era guiado por seus impulsos e instintos, porém já era um adulto e não poderia ter tais condutas ilógicas.
Fazia tempo que eu não sentia uma vontade de quebrar a cara de um desconhecido, pensou Luffy segurando uma risada ao mesmo tempo que apoiava seu cotovelo na porta do carro e cobria com a mão um leve sorriso que pintava em sua faceta.
Após uma longa viagem de carro, Luffy finalmente parou em uma via movimentada e próxima a uma pequena cafeteria, visando levar Nami para conversar com calma. A ambientação era minimalista, com os móveis de colorações em tons pastéis e um jazz que soava das caixas-de-som, acarretando uma atmosfera agradável e acolhedora. Foi optado pelos recém-chegados uma mesa mais afastada do balcão de pedidos e mais perto da enorme vidraça que oferecia a vista da trepidante Tóquio.
Não obstante a falta de fome, tanto Nami quanto Luffy fizeram seus pedidos, sendo eles: um café mocha e uma torta de prestígio, respectivamente. Ao passo que aguardavam seus pedidos serem feitos, a tão temível conversa se deu início.
— É... Então — começou Luffy um tanto nervoso —, eu não sei nem o que falar.
— Mas eu sei muito bem o que tenho que falar — retrucou Nami cruzando os braços sem deixar de encarar Luffy nos olhos. — Enfim, isso não vem ao caso agora, só tem uma coisa que eu tenho interesse no momento: Emi!
Confuso, Luffy franziu o cenho e Nami, antes de continuar seu monólogo, suspirou pesarosamente.
— A Emi faltou hoje, ela não é disso — completou, estalando os dedos em um sinal de ansiedade. — Fiquei preocupada.
— Ah — exclamou Luffy ainda atônito — na verdade, ela não queria ir hoje e preferiu dormir na casa do Sabo.
— Então ela está bem — comentou retoricamente em alívio. — Isso é bom.
— Obrigado por se preocupar com a minha filha — agradeceu Luffy se curvando minimamente sobre a mesa.
— Não diga isso, gosto realmente da Emi e me preocupo também — disse sorrindo. — Bom, vamos ao que importa.
Antes que pudesse principiar seu ponto de vista, Nami foi interceptada pela garçonete que trazia em uma redonda bandeja de metal seus pedidos, deixando-os imersos por alguns segundos após a agradecerem. Com certa apreensão, Luffy retornou ao assunto antes que a outra o fizesse.