Cheio de reviravoltas, "Dancing In the Storm." É o diário do romance de Kim Goo Yoon e Yut Thong Di, ambos estudantes do ensino médio de Seul.
Os dois se conhecem na escola, através de mais um episódio de bullying que a menina acabara de sofrer. Na...
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"Demorará um pouco Para fazer você sorrir Em algum lugar nesses olhos Eu estou do seu lado..."
Space Song - Beach House. ____________ ☆ __________
Coreia do Sul, 14 de Março de 2023.
Eu era como uma peça esquecida, como em tudo que estava relacionado a mim. E, quando eu precisasse, ninguém iria se importar em me ajudar.
A única coisa que fazia era servir as outras pessoas, e mais especificamente a Kyung-mi, por achar que ela me entendia.
Isso fez com que eu invadisse a casa de Thong Di no mês passado, e eu me descontrolei o suficiente para dopá-lo. Parecia um tanto quanto irreal o que eu tinha feito.
Estava com medo que fosse acabar na delegacia, sabia que ainda era muito jovem, e isso poderia acabar com toda a minha vida.
Queria tanto ter Kim Goo Yoon de volta, tanto poder fazer com que ela quisesse estar perto de mim, que fazia loucuras por aquilo.
O sentimento de se render completamente a uma pessoa, ser descartado e esquecido como se nunca tivesse existido. Esse era o que estava me corroendo de dentro para fora.
Me perguntava todos os dias o que eu tinha feito de errado, para que as coisas fossem assim.
Estava fadado a fazer coisas que eu não queria.
☆
Levantei habitualmente às 7h da manhã, desligando o despertador.
Seria mais um dia chato, sendo praticamente invisível naquela escola. Tem sido ainda pior desde que me mudei, parece que a minha ex odiou a ideia quase tanto quanto Thong Di.
Queria que não tivesse conhecido Kyung-mi, que não tivesse ido a aquele fatídico dia no restaurante, onde nos conhecemos.
Desde esse momento, percebemos que a única coisa que temos em comum é um sentimento recíproco de ódio por duas pessoas.
Ela não gostava de mim, definitivamente. Sabia que só estava sendo usado, mas, fazer o que? Seria benéfico para mim, mesmo com isso.
Indo para a escola, comecei a pensar sobre o dia que resolvi ajudar a minha "mandante" de crimes. Eu era simpático a ela, e por isso a ajudei quando sua comanda caiu no chão.
E se isso nunca tivesse acontecido? Não sabia como ela tinha me convencido em tão pouco tempo, a fazer algo dessa magnitude.
Eu tinha invadido uma casa e dopado uma pessoa, poderia parar nas mãos da polícia em qualquer momento.