Nuvens negras sob a abóboda
pairam sob o azul celeste,
do ar a cor tornando mórbida,
como que sombria veste
Os estrondos explodindo
pelo éter das alturas;
no céu surgindo figuras;
e a noite o dia engolindo
Não é, no entanto, noite ainda,
o Sol diz que inda é dia,
mas a treva fugidia
cala a luz com que nos brinda
Tu não deves te assustar.
Saibas: se o Céu ainda fulgura,
sob o fulgor tu hás de estar!
Na chuva, some a amargura
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De Um que Acredita
PoetryPalavras de (des?)esperança, dedicadas aos que não mais(?) acreditam. O conflito entre o que se vê e o que se acredita, entre o que se tem e o que se espera: quem somos depende do que fazemos com essa eterna tensão. Esse livro gira em torno da...
