Os prédios das ruas
mais altos que os gritos,
As calçadas nuas
encharcadas de lágrimas
derramadas,
mas desperdiçadas,
iguais à saliva perdida dos mitos
As respostas cruas
nas pontas das línguas,
palavras de amor e de ajuda
trancadas no peito,
ou faladas,
mas não mais lembradas,
ao contrário das mágoas e dores antigas
Teu olhar, teu sorriso
iluminam o escuro
No oceano, perdido,
me encontro em teu rumo
Tua voz, no vazio,
silencia o barulho,
e me fala ao ouvido,
me mostrando o futuro
E no tom, antes abatido,
das cores das flores, vejo tão grande brilho
És farol, sentido e caminho
para mim, tanto quanto és destino
Mas se és a luz que brilha,
que Deus me deixou achar,
quando te ataca a vida,
não aguento ver-te apagar
Sem teu brilho, sinto só insipidez,
e daria tudo que tenho por ti,
toda vez
(co-autoria: Wendell Costa)
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De Um que Acredita
PoetryPalavras de (des?)esperança, dedicadas aos que não mais(?) acreditam. O conflito entre o que se vê e o que se acredita, entre o que se tem e o que se espera: quem somos depende do que fazemos com essa eterna tensão. Esse livro gira em torno da...
