Se não for...
É em vão que as estrelas brilham
Em vão elas se criam
De gases crus mais condizentes
Com mundos nus, indiferentes
Se não for...
É em vão que os bebês nascem
Em vão eles se tecem
De moléculas cruas mais concernentes
À entropia meramente coincidente
Mas se não...
Essa é a questão
Às vezes tão
Tão difícil de matar
Se não
Tudo acaba, não?
Nem começou, foi/é vão
E vão vai continuar
Mas tudo indica que é, sim!
Ainda assim...
E se...
Não consigo olhar pra o complexo sem pensar no "se"
Mas pra quê? Pra que perguntar?
Se perguntar se há motivo
Só me impede de fazer
"Há sentido?"
Se déssemos/dermos/damos, há!
"E a esperança?"
Se fôssemos/formos/somos, é
Verdade
Tem que ser
"Se não for"?
Não dá pra não ser!
Não é?
Cada estrela que se cria
Cada bebê que se tece
Cada estrela que brilha
Cada criança que nasce, que cresce
Cada estrela que implode
Cada mulher, homem, criança que perece
Fazem ser
Amor/Sentido
Uma coisa só
Verdade atemporal
Ainda assim
Cabe a nós escolher
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De Um que Acredita
PoetryPalavras de (des?)esperança, dedicadas aos que não mais(?) acreditam. O conflito entre o que se vê e o que se acredita, entre o que se tem e o que se espera: quem somos depende do que fazemos com essa eterna tensão. Esse livro gira em torno da...
