21.0

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Marca negra


Vodka Cranberry

As the time we took a break
February fourth through the sixteenth of May
So strange to be back at your place
Pretending like nothing has changed
Oh-oh-oh

[...] 

(Don't make me do this to you) I will
(Don't make me do this, but I will) I will
I will
I will, I will, I will



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O vento frio da noite parecia dançar entre os arbustos do jardim enquanto Katherine me observava. Ela respirou fundo, os olhos verdes penetrando nos meus, e finalmente falou:

— Harry... vou entrar em contato. — Um sorriso rápido cruzou seus lábios, mais triste do que eu conseguia compreender. — Lembre-se, não estamos separados para sempre. Cada passo que você der aqui, eu estarei cuidando do outro mundo.

— Eu... certo. — Minha voz saiu trêmula. — Obrigado, Katherine.

Ela assentiu, deu um passo para trás, e antes que eu pudesse dizer mais, desapareceu, deixando apenas o eco de sua presença no ar. Senti um arrepio, como se um pedaço do meu passado tivesse se afastado de vez, e mesmo assim, algo dentro de mim sabia que a conexão não estava perdida.

Olhei ao redor, o jardim tranquilo e iluminado pela lua parecia tão normal, tão real... mas eu sabia que nada seria mais como antes. Suspirei, e lentamente virei os olhos para Draco, que ainda estava ali, imóvel, com um olhar misto de confusão e expectativa.

— Draco. — Chamei baixinho, tocando seu ombro. Ele piscou e rapidamente despertou.

— O que aconteceu? — perguntou, a voz sonolenta, esfregando os olhos. — Por que parecia que você estava conversando sozinho com a lua?

— Nada demais. — Sorri, pegando sua mão e balançando levemente. — Vamos voltar para dentro antes que alguém perceba que estamos no jardim.

— Tá, mas você tá estranho... — Draco comentou, franzindo a testa. — Tipo... mais sério. Mais... profundo.

— Só pensando em algumas coisas. — Respondi, tentando soar casual, mas meus pensamentos ainda estavam presos à despedida de Katherine e à responsabilidade que ela me confiara.

Entramos novamente pelo salão principal, o som da música e risadas nos envolvendo imediatamente. Amelia estava conversando animada com Alyssa e Sofia, enquanto Lily se aproximava de mim com aquele sorriso maternal e tranquilizador que sempre tinha o dom de me acalmar.

— Harry — disse, passando a mão pelo meu ombro. — Logo o Tom vai chegar.

— Certo. — Assenti, tentando esconder o nervosismo. — Sem problemas.

𝕯𝖆𝖗𝖐 𝕸𝖆𝖗𝖆𝖚𝖉𝖊𝖗𝖘Onde histórias criam vida. Descubra agora