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Potter's



people watching

I'm only looking just to live through you vicariouslyI've never really been in love, not seriouslyI had a dream about a house behind a picket fenceNext one I choose to trustI hope I use some common senseBut I cut people out like tags on my clothingI end up all alone, but I still keep hopingI wanna feel all that love and emotionBe that attached to the person I'm holdingSomeday, I'll be fallin' without cautionBut, for now, I'm only people watching



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                  O silêncio da casa parecia estranho depois da agitação da reunião.
A grande mesa de madeira ainda tinha marcas da última reunião dos marotos: xícaras abandonadas com chá frio, mapas mágicos espalhados e algumas penas largadas às pressas. Agora, tudo estava quieto. Apenas o leve estalar da lareira preenchia o ambiente, iluminando o rosto cansado de James enquanto ele ajeitava os óculos no topo da cabeça.

Harry estava sentado no sofá, um pouco afastado, observando o pai e Lily, que recolhiam lentamente os papéis. Sofia, com os cachinhos castanhos desgrenhados, estava deitada no colo de Lily, cochilando depois de ter insistido em ficar acordada durante toda a reunião.

Era uma cena simples, mas carregada de algo precioso.
Harry nunca se acostumava à sensação de estar ali — vendo os pais que, em sua realidade, ele nunca conheceu de verdade. Aquilo ainda parecia um sonho que ele temia acordar.

James olhou para o filho mais velho e sorriu, um sorriso cansado, mas cheio de calor.
— Você ficou quieto a reunião inteira, filho. Está tudo bem?

Harry ergueu os olhos devagar, engolindo em seco.
— Sim, pai... só estava ouvindo. Tentando entender tudo.

Lily, que acariciava distraidamente os cabelos de Sofia, lançou um olhar suave para ele.
— É muita informação, eu sei. — Ela falou em tom calmo, a voz sempre trazendo paz. — Quando você era pequeno, costumava fazer a mesma expressão que está fazendo agora, como se estivesse carregando o mundo nas costas.

Harry riu fraco, quase envergonhado.
— É... acho que isso não mudou muito.

James caminhou até ele, sentando-se ao lado no sofá. O peso do pai ali tão perto fez Harry se endireitar sem perceber.
— Filho, você não precisa entender tudo agora. — James começou, olhando para a lareira. — Eu sei que parece que o mundo exige respostas imediatas... mas às vezes, só viver o momento já é uma vitória.

Harry o observou, percebendo a sombra de dor por trás das palavras. James era o primeiro que  falava sobre o passado para ele.

Havia coisas.

𝕯𝖆𝖗𝖐 𝕸𝖆𝖗𝖆𝖚𝖉𝖊𝖗𝖘Onde histórias criam vida. Descubra agora