Harry so queria velos uma vez, era tudo o que ele queria, não precisava de mais nada, e assim ele fez
Voltou no tempo, nada que uma simples conversa afete certo?
Ao voltar a algo diferente..... seus pais estão vivos, Sirius esta vivo, Remo todos e...
. "Quando realmente chegar o dia em que tenhamos que nos separar - ele disse ternamente, virando-se para olhar para mim - , se minhas últimas palavras não forem 'Eu a amo', você vai saber que foi porque não tive tempo."
- A Cruz de Fogo (Outlander, Livro #5)
Adeus
Hymm For The Weekend
Put your wings on me, wings on meWhen I was so heavyPoured on a symphonyWhen I'm low, I'm low, I'm low, I'm low
[...]
That we shoot across the skyThat we shoot across theThat we shoot across the skyThat we shoot across the
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O sol da manhã seguinte ao baile invadia o quarto de Harry, iluminando os móveis com tons dourados e quentes. Ele piscou algumas vezes, ainda sentindo o peso do sono misturado à lembrança confusa do baile da noite anterior. Mas, à medida que o aroma do café recém-passado chegava pelo corredor, ele sentiu algo que não esperava: uma leveza no peito, como se estivesse realmente em casa, de verdade, e não em algum lugar de passagem.
Ele se levantou devagar, olhando ao redor do quarto que já sentia tão seu. A cama estava impecavelmente feita — Lily sempre se certificava de que ele tivesse tudo organizado, e James ria, chamando isso de "o efeito mamãe Potter sobre o filho mais velho". Harry sorriu sozinho. "Mamãe Potter", pensou, e riu baixinho, sabendo que, naquele mundo, ele era exatamente isso: o filho de uma família que cuidava dele, o protegida, amado e completamente aceito.
Descendo as escadas, encontrou Sofia já tomando suco com Teddy, ambos animados discutindo detalhes do baile e de como Alya havia escolhido seu vestido. Amelia estava sentada ao lado de Alya, segurando sua mão, ambas rindo de algo que só elas entendiam. Draco, por sua vez, estava no outro canto, ainda se recuperando do nervosismo da marca negra, mas já sorrindo ao ver Harry se aproximar.
— Bom dia, filhote! — exclamou Lily, colocando um prato de torradas na mesa. — Dormiu bem?
— Sim, mãe... — Harry respondeu, e só então percebeu o quão simples e confortável era aquela rotina. Não havia guerras, não havia dimensões a salvar, não havia pressões externas que não fossem as típicas de uma família que se importava. Ele sorriu, sentindo a normalidade invadir cada célula do seu corpo.
James apareceu, com um pijama amassado e cabelo bagunçado, reclamando que Harry ainda estava na frente da geladeira.
— Mais um dia de glória, irmão! — brincou, tomando um gole de suco. — Você parecia um príncipe ontem à noite.
Harry riu, lembrando da Amelia e das margaridas, da dança e dos olhares tímidos que trocou com ela. A sensação era tão diferente de tudo que vivera na outra dimensão, onde tudo era mais pesado, mais tenso. Aqui, ele sentia que podia respirar sem medo.
Após o café, Harry saiu para o jardim. O aroma da grama molhada e do orvalho fresco fazia sua mente relaxar ainda mais. Ele se sentou no banco, sentindo a brisa tocar seu rosto, e percebeu algo que o surpreendeu: não havia lembrança da outra dimensão. Nenhuma memória clara, nenhuma dor do passado, nenhuma saudade que apertasse. Apenas uma sensação difusa, como se tivesse acordado de um sonho antigo que não pertencia mais a ele.
Harry caminhou em direção ao parque proximo a sua casa, onde os novos marotos o aguardavam.
— Estranho... — murmurou, ainda segurando o braço de Amelia, que vinha se sentar ao seu lado. — Não lembro mais de nada de antes...
— Não importa — disse Amelia, sorrindo e entrelaçando os dedos com os dele. — O que importa é agora. E agora... estamos juntos.
Harry sentiu uma onda de calor invadir o peito. O simples toque da mão dela parecia confirmar que, ali, ele tinha tudo o que precisava. Ele estava vivo, presente, e amado.
Draco se aproximou, com Alya, Sofia e Teddy logo atrás. O grupo parecia flutuar em uma bolha de leveza, rindo, brincando, apenas sendo adolescentes. Eles discutiam sobre pequenas coisas: qual filme veriam naquela noite, qual doce levariam para o lanche da tarde, pequenas confusões que nada tinham de grande, mas tudo tinha significado. Harry riu alto, sentindo-se genuinamente parte de algo. Aqui, ele não era o Harry de duas dimensões, não era o garoto que carregava mundos nas costas; ele era só Harry, um adolescente cercado por amigos, família e amor.
Mais tarde, quando Lily chamou todos para o almoço, Harry percebeu o quanto aquelas interações simples eram preciosas. Conversas ao redor da mesa, pequenas provocações de Sofia e James, o jeito carinhoso de Ted com Amelia, o cuidado de Alya com Draco, tudo parecia encaixar perfeitamente. Ele sorriu, percebendo que nunca se sentira tão seguro, tão presente, tão... ele mesmo.
Enquanto ajudava Amelia a cortar um bolo de chocolate, Harry se deu conta de algo: esquecer a outra dimensão não era perda, era liberdade. Ele não carregava mais pesos invisíveis, não havia culpa, não havia deveres impossíveis. O mundo dele agora era tangível, cheio de cores, cheiros e sons que podia tocar e sentir. E, mais importante, ele podia amar sem medo.
À tarde, Harry sentou-se novamente no jardim, Amelia ao seu lado, observando o pôr do sol. Ele respirou fundo, sentindo o coração bater forte, não por medo ou ansiedade, mas por felicidade simples e pura. Ali, naquele mundo, ele tinha lar, amigos, família, amor. Cada risada de Sofia, cada sorriso de Amelia, cada abraço de Ted ou Alya parecia completar uma parte dele que, na outra dimensão, jamais tivera chance de existir.
— Você está bem? — Amelia perguntou, enxugando o suor da testa dele.
— Sim — respondeu Harry, sorrindo para ela. — Mais do que já estive em toda a minha vida.
E naquele momento, sentado entre amigos e família, com o sol se pondo no horizonte, Harry percebeu que havia encontrado algo que jamais havia sentido antes: uma vida que era completamente sua, um mundo que ele podia chamar de lar, e a certeza de que ali ele podia, finalmente, ser feliz.
O simples era tudo. E, para Harry James Potter, era mais do que suficiente.