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O conto dos Malfoys 


My Tears Ricochet 

We gather here, we line up, weepin' in a sunlit room
And if I'm on fire, you'll be made of ashes, too
Even on my worst day, did I deserve, babe
All the hell you gave me?

[...] 

And I can go anywhere I want
Anywhere I want, just not home
And you can aim for my heart, go for blood
But you would still miss me in your bones
And I still talk to you (when I'm screaming at the sky)
And when you can't sleep at night (you hear my stolen lullabies)




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          O vento cortante do final da tarde batia no meu rosto enquanto eu atravessava o cemitério quase deserto. As lápides antigas estavam cobertas de musgo e o céu pintava-se de tons de laranja e cinza, prenunciando a noite. Cada passo que eu dava parecia ecoar, um lembrete do peso que carregava desde criança. Lucius e Narcisa Malfoy — meus pais — estavam ali, sob a terra, e eu sentia a necessidade de falar com eles, de finalmente processar tudo.

Eu me ajoelhei diante da lápide de Lucius, meus dedos traçando o contorno do nome gravado na pedra.

— Pai... — murmurei, com a voz embargada — sei que nunca tiveram a chance de viver sem medo. Sei que nunca puderam agir como realmente queriam... e mesmo assim, vocês lutaram de sua forma.

Lucius Malfoy nunca foi o monstro que todos diziam. Ele era calculista, sim, e podia ser frio, mas era corajoso à sua maneira. Nunca aderiu verdadeiramente a Voldemort. Tudo que ele fez, cada movimento estratégico, cada aparente ato de lealdade, era para manter a mim, e à nossa família, seguros. Ele e minha mãe faziam isso com discrição, sempre repassando informações que poderiam desestabilizar os planos do Lorde das Trevas. Narcisa era a força silenciosa por trás dele, sempre planejando e vigiando.

Quando eu tinha seis anos, Draco tinha nascido havia alguns meses, a verdade veio à tona de forma brutal. Lembro-me como se fosse ontem. Estávamos na biblioteca da mansão, com a luz de velas tremeluzindo. Minha mãe se aproximou, e havia algo diferente em seu olhar.

— Kate — disse ela, com sua voz calma, mas carregada de uma gravidade que me fez arrepiar — preciso te contar algo importante. Algum dia, você precisará entender. O mundo é mais sombrio do que parece, e nem todos aqueles que parecem aliados são de confiança.

Eu olhei para ela, curiosa e assustada.

— Mamãe, o que você quer dizer? — perguntei, sem compreender.

𝕯𝖆𝖗𝖐 𝕸𝖆𝖗𝖆𝖚𝖉𝖊𝖗𝖘Onde histórias criam vida. Descubra agora