Epílogo

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Entrelaço minhas mãos com as de Amelia, a loira me olha e sorri antes de voltar a atenção para Ally.

Estávamos todos em um parque, passando a tarde, minha mãe havia insistido para passarmos o dia juntos. Afinal, a última vez que a família havia estado completamente reunida fora no baile dos Tonks, um evento que, para mim, não fora tão memorável.

— Harry, você pode vir brincar com a gente?! — Sofia me pergunta animada, dando pulinhos. A menor havia crescido nos últimos meses, pintado algumas mechas de rosa no cabelo e, desde então, descobrira uma certa paixão por moda.

— É, Harry, brinca com a gente, por favor! — Teddy insiste, o garoto também crescido uns bons centímetros, com seu cabelo azul vibrante.

— Crianças, deixem o Harry aproveitar um pouco — Sirius diz ao lado de Remus. — Ele tem que aproveitar com os jovens da idade dele!

— O sujo falando do mal lavado, não é mesmo, Black? — Mary intervém, revirando os olhos. — Como se você também não tivesse se metido em horrores quando era criança.

— Primeiro Mary , eu era um jovem de idade já! — Sirius rebate.

— Mas que agia como uma criança de cinco anos! — Regulus comenta com um sorriso divertido.

— Calado, Arcturus! — Sirius resmunga antes de voltar a atenção para minha mãe. — E segundo, muitas pessoas tambem eram assim! A Lizze é um exemplo!

— Não me meta nisso, Pads! — Elizabeth responde, divertida, cruzando os braços.

Observo a cena com atenção; era impressionante como adultos podiam continuar tão ativos e vivos. A época dos marotos sempre fora memorável, e o fato de todos ainda estarem por aqui era algo pelo qual eu me orgulhava profundamente. Estavam todos vivos, felizes. Sinto minhas lágrimas quererem cair, mas consigo segurá-las, sorrindo.

— Não vai me dizer que se ofendeu, Harry — Marlene comenta, sorrindo ao meu lado, com Dorcas e Mary igualmente animadas.

Rio fraco.

— Eu só estou feliz, tia Lene, feliz que deu tudo certo.

— E o que você fez que deu certo, meu querido? — Elizabeth pergunta, me analisando com atenção.

— Vocês nem imaginam. — Respondo, deixando o mistério pairar no ar.

— A gente tinha que fazer uma noite do pijama urgentemente! — Allysa comenta, cortando um pedaço de bolo com entusiasmo.

— Concordo! — Amelia entra na conversa. — Se quiserem ir lá pra casa, mas vão ter que aguentar meu padrinho... uma tarefa um pouco complicada, se me permito dizer.

— Eu ouvi, Amelia! — Regulus grita, nos olhando com deboche. Amelia sorri inocente, antes de voltar a atenção para mim:

— O que você acha, Hazz? Podemos chamar o Mattheo? Certeza que não haverá problema para você, não é, Aly? — Amelia provoca, e Allysa cora. 

Mattheo era um sonserino da nossa turma que havia flertado com Aly na ultima semana de aula e ela se viu completamente apaixonada por ele.

— Eu ainda acho meio diferente essa sua atração por ele... — Amelia comenta.

— E eu acho estranho você e o Harry namorarem, mas eu fico calada! — Aly  rebate, divertida.

— Caladas! — Draco chega, sentando-se ao meu lado. — Sobre o que estamos conversando?

— Sobre a paixão ridícula da Aly no Mattheo. Topa festa do pijama na sexta? — pergunto.

— Claro, acho que tenho a agenda livre. Agora sobre o outro assunto... Aly, eles estão certos. Esqueça aquele filhote de cobra. — Draco dá um leve sorriso.

— Cobra que você segue — Alyssa rebate com ironia. — Gente, gosto é gosto, cada um tem o seu tipo, vida que segue! Agora, mudando de assunto, Harry, pode ser na sua casa então?

— Por que na minha?! — pergunto surpreso.

— Porque eu não tô afim de ter que aguentar meus pais se entrometendo no meio da nossa diversão. O tio Ted já não aguenta mais a gente, então fora de questão ser na casa do Draco. E a Amelia tá doida pra sair de casa, então a melhor opção sempre vai ser a sua casa. Apenas aceite!

Reviro os olhos, mas sorrio para a garota. Alyssa havia mudado muito nos últimos meses, assim como todos os outros; o cabelo dela sempre bem penteado, roupas em estilo vintage, variações em cores de outono, algumas mechas vermelhas no cabelo, deixando-a ainda mais jovem e vibrante.

— Se meus pais deixarem, não vejo por que não.

Draco bufa divertido.

— Eles sempre deixam. Está marcado então: sexta, às 18h, mansão dos Potters.

— Mal posso esperar — digo, ironizando.

A conversa continua, agora mais leve. O grupo ri, provocações amistosas surgem, pequenos debates sobre filmes, séries e músicas, enquanto adultos observam, comentam e às vezes entram na brincadeira. Sirius tenta convencer Remus a dançar com Marlene, James e Teddy disputam quem consegue jogar mais longe uma bola de futebol, e Lily observa tudo com o sorriso largo de quem vê a família inteira reunida.

Entrelaço minha mão com a de Amelia mais uma vez e lhe deposito um selinho. Ela me olha encantada e deita a cabeça no meu ombro. Volto meu olhar para meus amigos, para minha família, e sinto algo que nunca havia sentido antes: uma completa paz.

Nunca achei que diria isso, mas obrigada, tempo, por ter mudado o meu futuro.

Obrigado, Hermione, Rony e todos que me acompanharam na outra realidade. Espero que Katherine seja uma boa amiga e companheira para vocês.

Obrigada.


𝕯𝖆𝖗𝖐 𝕸𝖆𝖗𝖆𝖚𝖉𝖊𝖗𝖘Onde histórias criam vida. Descubra agora