Cap. 21

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Por mais que os meses tenham se passado, é inevitável não sentir falta de Bruna.
Ainda dói tanto!

Sinto falta do cheiro dela em mim, em meu travesseiro, em meu quarto...

- Me permito chorar, de novo, de novo e de novo. No banho, na rua, tocando uma música...
Isso alivia, mas não tira a mágoa, angústia e saudade.

Gosto dela... Muito!

-

Num dia de puro surto, decido ir até Bruna, para finalmente tentar entender o que aconteceu e do por que ela fez isso comigo.

Sei que vai doer, mas preciso tirar isso de mim.
Se eu não for agora, não vou nunca!

- Peço um Uber para não ter chance de desistir. E quando chego na rua de Bruna, peço para que ele me deixe ali mesmo.

- Quando chego próximo, Bruna está sentada no chão. Na porta de casa.
Eu paro em sua frente e ela levanta o rosto para me olhar.

Seus olhos têm tristeza, o rosto úmido. Está sem o brilho de sempre.

- Ela se levanta, surpresa e se joga em mim.
Não consigo ter nenhuma reação, mas abraço-a.

- Bruna chora muito e soluça.
Peço calma, mas ela parece não me ouvir.

Choramos juntas.

- Ela me abraça tão forte, que é como se eu conseguisse sentir sua alma.

- Bruna se acalma um pouco e eu me afasto. Mas ela me puxa de volta.

- "Não vai. Por favor, eu imploro Alexandra! Eu imploro!" - Bruna.

- Ela volta a me abraçar forte depois de um tempo. Sinto seus lábios em meu pescoço. Inevitável não arrepiar.

Afasto- a.

- "Bruna..." - Alex.

- "Eu te amo." - Bruna.

- Fico um tempo encarando-a.

- "Eu te amo Alexandra!" - Bruna, me puxando pela nuca.

Permito que ela me beije. Preciso disso.

Que falta senti de cada coisa aqui. Estou me sentindo tão vulnerável com ela, mas não me importo.

Amo como seu beijo é doce, sua boca tão macia.

- Minhas mãos passeiam pelo corpo de Bruna. Enquanto ela devora minha boca.

Não nos importamos com nada aqui, além de nós mesmas.

- Paramos o beijo intenso e eu me afasto.

- Olho nos olhos dela e enxugo algumas lágrimas presentes. Passo meu nariz pelo seu.

- "Vamos conversar?" - Alex.

- "Sim, por favor. Vamos entrar." - Bruna.

- Ela me puxa pela mão e entramos.

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