— MEU DEUS PHIL!! você quer me matar!? — Afirmo, ele ri e pega a caixa da minha mão.
— você estava demorando e eu fiquei preocupado, vim te ajudar, alias, nosso cliente corno já foi. — ele diz piscando pra mim.
— HaHaHa — Rio falsamente — como você é engraçado meu bem.
Ele se vira para subir as escadas para voltarmos pra cima e finalmente encerrarmos o turno.
— Você me deve uma bebida — afirmo.
— sim, vou me certificar de adicionar bebida no meu interroga — ele não conclui a frase porque é atingido na cabeça por algo ou alguém pra falar a verdade, não reparei porque não consegui enxergar quem ou o que o atacou, foi como quando Jessy foi atacada.
— AH MEU DEUS, NÃO!! — Grito enquanto observo ele ser empurrado e cair sobre mim, a silhueta do homem de máscara aparece em minha frente.
A pancada na cabeça o desorientou, e nessa queda, ele derrubou as garrafas no chão enquanto caiu sobre mim e a parede, eu tentei o segurar e a sua cabeça para que ele não a batesse no chão, mas ele é mais pesado que eu, acabei me desequilibrando e caindo junto.
O homem com a máscara está vindo em nossa direção, descendo lentamente degrau por degrau, enquanto minha respiração se torna curta e meu desespero aumenta, tento sair de baixo de Phil, cravando minhas mãos no chão e me arrastando com força.
Olho pra trás de relance e vejo o homem golpear Philip nas costas com um canivete tipo foice, eu escutei o barulho dele gemendo com a dor, quando ele o esfaqueou de novo e de novo, eu posso sentir a dor dele que está desacordado sendo golpeado, seu corpo treme a cada vez que ele crava a foice em suas costas, meus olhos se fecha como extinto ao ouvir o barulho da faca entrando em sua pele, grito desesperadamente.
— NÃO! NÃO! POR FAVOR — me empurro para fora no meio dos cacos de vidro e vinho tinto no chão, não me importava com a dor do álcool em meus machucados, eu estava em prantos e a adrenalina não me permite sentir dor, não tenho tempo pra isso.
Lágrimas escorrem de meus olhos, eu estava vendo meu amigo ser golpeado por trás, sem conseguir fazer nada, me senti inútil, impotente, eu não posso ficar olhando ele ser morto, consegui sair de baixo dele e corri para o final do porão, tentei discar o número da polícia rápido mas estava tremendo muito, a tentativa foi falha.
Então peguei a primeira garrafa que achei em minha frente e a quebrei, segurando a ponta afiada de vidro na frente de meu corpo, preciso tirar a atenção dele do Phil.
Minhas mãos tremem, pois estou instável e ele percebe meu nervosismo.
— Eu estou aqui — afirmo — me mata seu lunático, você não quer me matar? Não está com raiva? — afirmo com medo e tremor na voz, tentando disfarçar minhas lágrimas.
Ele ri, não reconheço sua voz porque o desgraçado está com um modificador, o mesmo que ele usa para me ameaçar, ele caminha lentamente em minha direção, deixando Phil agonizando sem consciência no chão enquanto seu sangue se mistura ao vinho, meu coração só falta pular de meu peito, consigo sentir meu sangue correr por minhas veias junto á adrenalina.
O homem caminha lentamente até mim que estou escorada na parede, sem saída.
— Xeque-mate pra você, vadia.
— Isso não é um jogo. — Digo ainda apontando o caco de vidro em sua direção, ele ri.
— Eu queria esperar pra te matar junto com a vagabunda da Hannah, mas você me dá tesão e não consigo parar de pensar nas coisas que posso fazer, em como posso te matar, te torturar, ver o seu olhar implorando por misericórdia.
Ouvir isso me embrulha o estômago
— Você é um doente, um verme que se esconde atrás de uma máscara, qual é? tem baixa autoestima? não é homem o suficiente pra mostrar a cara seu babaca!!
Ele me difere um tapa no rosto, um tapa tão forte que me faz virar a cabeça, meu rosto queima, eu rio.
— Porque tá rindo sua puta?
Eu rio mais alto — você é um babaca, UM BABACA REJEITADO PELA SOCIEDADE.
Ele me prensa contra a parede apertando meu pescoço com força, sinto o ar se esvair.
— FALA DE NOVO! ME DIZ VADIA.
Mesmo sem ar eu rio, dou risada porque ele é patético e eu cheguei em seu ponto fraco, ele empurra meu pescoço contra a parede e começo a perder a consciência, olho para Phil que está tentando se rastejar até seu telefone que está no chão a poucos metros dele, mas ele, já não possui mais forças, emito ruidos tentando respirar.
— ME DIZ!! FALA QUE EU SOU UM BABACA! — ele diz enquanto me difere outro tapa.
— B–babaca sadomasoquista — Falo com dificuldade.
As coisas ao meu redor começam a embaçar e eu começo a perder a consciência, se eu não fizer nada irei morrer e eu não vim do Brasil pra morrer na Alemanha, não mesmo! Junto às últimas força que me restam e dou lhe um golpe baixo, ele se inclina segurando seus protegidos enquanto eu recupero o ar que perdi.
Chuto sua cabeça e corro para o canto da parede, tento romper o lacre do extintor de incêndio que se encontrava ao meu lado para retira-lo.
— vamos merda, vamos!! — puxo algumas vezes e consigo pegar o cilindro, ele se levanta e assim que estava prestes a me golpear, eu jogo o metal pesado do extintor em sua cabeça, isso faz ele tombar pro lado e eu ganho tempo, corro até Phil que está no chão, perdendo muito sangue.
Pego ele pelo braço e faço muita força para tentar ergue-lo para cima — Vamoa Phil, por favor, precisamos... sair daqui ou ele vai nos matar — digo com a voz falha devido ao peso dele, arrasto ele pela escada com dificuldade e lentamente, mas meu desespero é maior e arranjo uma força que não sei de onde tirei.
O homem então começa a levantar e a ir atrás de nós, termino de puxar o corpo de Phil para cima enquanto deixo um rastro de sangue no chão, minhas mãos e minhas roupas estão encharcadas.
Deixo ele no chão e puxo a pesada porta de metal que range para tranca-la, procuro as chaves no meu avental rapidamente e a encontro, ainda tremendo, conto as chaves passando por uma, duas, até que acho a da porta, a tranco e assim que a faço o homem começa a bater descontroladamente na porta.
— Abre a porta desgraçada! — ele grita esmurrando.
Me jogo no chão, de costas, me rastejando com o pé para perto de Phil e pegando meu celular para ligar para Alan, lágrimas escorrem de meus olhos.
O telefone chama uma, duas, três vezes, começo a entrar em desespero com medo dele conseguir quebrar a maldita porta e nos matar, seguro a cabeça de Phil, segurando seu corpo em meu colo.
— Delegacia de Duskwood, qual sua ocorrência?
Respiro fundo tentando achar voz — Alan... Alan é a S/n, o bar, o sequestrador da Hannah está no bar. — falo em meio a suspiros, lágrimas e gritos horríveis junto as batidas na porta de metal, gritos como ''vagabunda'', ''eu vou te matar'', '' assim que eu sair daqui eu vou atrás de você''
— Você está ferida? estou enviando uma viatura, consegue ir á um local seguro?
Olho para Phil que está com a cabeça no meu colo, ele está perdendo muito sangue e ele começa a tossir muito.
— Phil, Phil tá ferido — digo em prantos — ele vai morrer! ele vai nos matar
— S/n eu preciso que mantenha calma e fique na linha, a viatura e a ambulância chega em 5 minutos, você consegue ir pra um local seguro?
— 5 minutos?!! não temos 5 minutos — Um forte estrondo na porta me faz gritar — não tenho como sair daqui, não posso deixar Philip sozinho.
O homem então começa a chutar a porta que ameaça abrir, preciso fazer alguma coisa, não posso ficar esperando o pior acontecer, não quero morrer, deixo o celular de lado e deito a cabeça de Phil no chão frio.
— Eu vou voltar tá bom? Prometo que vou voltar, por favor não morre. — Digo a ele enquanto me levanto.
VOCÊ ESTÁ LENDO
★彡[ɪᴍᴀɢɪɴᴇꜱ]彡★ 𝕯𝖚𝖘𝖐𝖜𝖔𝖔𝖉
Misteri / ThrillerAqui terá algumas doses dos meus cenários mais loucos de Duskwood, nele, inclui HOTs, então leiam e eu garanto que será o kit completo da felicidade! Gosta de Duskwood? acompanhe a minha fic já concluída no meu perfil!! > Duskwood - Eu escolhi vo...
![★彡[ɪᴍᴀɢɪɴᴇꜱ]彡★ 𝕯𝖚𝖘𝖐𝖜𝖔𝖔𝖉](https://img.wattpad.com/cover/357756011-64-k981179.jpg)