Despedida inconsolável pt2

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Atendendo a pedidos, trouxe pra vocês a segunda parte desta história, gente eu romantizei a cena porque sim kkkk, de triste vai ser só a vida real, então por isso vai ser uma coisa tipo ''olhaaa eu esqueci tudo o que aconteceu e vou ficar com você, tenho amnésia oba'' na vida real eu não indico que façam isso, mas é isso galeris, boa leitura. (alias é o Jake né... meu marido, voltaa Jake)


''Bato na porta do quarto de hotel, aguardo ansiosamente na esperança de ainda encontra-lo. Pensei em tudo o que aconteceu durante esses dias, não consigo evitar o que sinto por Jake, eu o amo, eu o quero, por mais que as coisas tenham sido difíceis, tenho uma escolha a fazer e eu a fiz. A porta se abre e eu o vejo, ele sorri timidamente, meus olhos encontram os seus.''

                                                                          ══⊹⊱∆⊰⊹══

Cinco anos, mil oitocentos e vinte e seis dias, novas pessoas surgem em sua vida, novos cenários, novos planos. Eu estava seguindo em frente, focando em minha carreira e dando chance a novos relacionamentos, noites em bares e vinho barato, quem eu estava tentando enganar? a verdade é que desde que Jake sumiu, um vazio se instaurou em meu peito, penso nele em todos os lugares, o encontro em outros sorrisos, outras pessoas, em outros beijos. As vezes me pergunto se ele pensa em mim como eu penso nele, se ele está bem, se ainda me ama como eu o amo, se se importa comigo como eu se importo com ele. É ridículo mas não é fácil esquecer alguém, mesmo que anos tenham se passado, sempre vai doer.

— Você tinha que ver a cara do Dan quando eu e Lilly fomos a floricultura que ele trabalhava, ele lá todo sério — Jessy ri enquanto explica, ela coloca um prato de cookies sobre a bancada da cozinha, nós adoramos cozinhar juntas, fazemos isso desde que eu me mudei para Duskwood.

— A gente poderia comprar flores pra ele qualquer dia desses, podemos enviar um cartão dizendo ''nosso funcionário favorito'' ou... ''funcionário do mês'' seria engraçado. — rio, imagem de Dan com um avental de floricultura passa na minha cabeça, é engraçado porque Dan não combina com flores, pelo contrário.

— Tá ai uma ideia que eu gostei, acho que... — Jessy para de falar, eu olho para ela e vejo que se abaixa perto da porta da casa, ela pega um envelope que estará em baixo da mesma — O que é isso?

— Pode jogar fora — afirmo, me aproximando dela.

Jessy ri — como assim? não vai abrir? e se for algo.... — ela gira o envelope — importante?

— Não é.

Jessy revira os olhos — como pode ter tanta certeza?

suspiro — porque já recebi umas 10 cartas dessa Jessy, sem remetente, palavras e palavras sem conexão, deve ser algum idiota que acha que eu não tenho o que fazer.

Jessy faz silêncio e olha pra mim séria — S/n e se-

— Não — digo antes dela completar a frase — É impossível.

ela se aproxima de mim colocando a carta na minha mão — e se for ele, por Deus, isso seria o que você mais deseja.

Rio de nervoso — Não é ele, fazem 5 anos Jessy, não sei nem se ele está livre... quero dizer, as pessoas que o procuravam devem tê-lo encontrado, eu mudei de endereço, como ele poderia saber?

— S/n, ele é um hacker, descobrir seu endereço seria uma tarefa fácil. Alias você não trabalhava pro FBI? acho que conseguiria saber onde ele está se quissese.

— Trabalhava, fui demitida depois que... eles descobriram que eu estava ajudando um foragido do governo, irônico não? não é simples dessa forma Jessy — me lembro de nossa última discussão, meus olhos marejam, jogo a carta na lixeira — não posso me prender ao passado, não posso me iludir com algo que talvez nem seja real. Entende?

★彡[ɪᴍᴀɢɪɴᴇꜱ]彡★ 𝕯𝖚𝖘𝖐𝖜𝖔𝖔𝖉Onde histórias criam vida. Descubra agora