Pra todos que precisam de um pequeno besteirol com idiotas que jogam vôlei, que quase são presos ou são quase gays para recuperar as forças gastas em aturar parentes e perguntas capciosas sobre um futuro para sua vida que você ainda não pensou ou tem medo de pensar a respeito
Tudo começou com uma casa.
E não exatamente uma casa muito bonita. Ela era feita de tijolos ecológicos, esquentava demais e na opinião de Oikawa, que entendia tanto de construção quanto saberia identificar se Iwaizumi era ou não gay, as janelas eram bastante assimétricas. E de um amarelo fosco horrível, e Hinata Shoyo tratou de anotar em uma nota no seu telefone, de que amarelo poderia sim, ser uma cor fosca.
Porém, ela foi escolhida não exatamente pela beleza que com certeza não detinha, mas sim, pelo preço que poderia ser facilmente rachado por adolescentes débeis, onde majoritariamente faziam parte das estatísticas de desemprego, e Ushijima. Não se sabe exatamente o motivo, apenas é de consenso geral que Ushiwaka e Christian Grey são ricos. E possuem um pênis avantajado - ao menos podemos concordar que, a probabilidade de Ushiwaka ter um pênis grande é bem mais palpável. E isso não está aberto ao diálogo.
Infelizmente, porém, a casa não era o problema. Mas sim, a soma completamente desajustada de todos os problemas que aconteceram. Primeiro, um garoto russo empurrou um garoto numa piscina cuja água parecia de procedência duvidosa, mas antes disso, que não tem relevância alguma, um bando de idiotas no último dia dos veteranos no ensino médio, decidiu, fosse o motivo que fosse, que seria uma boa ideia jogar verdade ou desafio. Entretanto, isso não era o problema em si. Mas sim, um outro idiota que resolveu criar um grupo, e envolver todos que jogassem vôlei relativamente bem, ou que, por acaso, dividissem qualquer coisa semelhante a um protagonismo ínfimo, quase relevante. Mas, esse ainda não era o ponto.
A casa ficava desconfortavelmente na orla da praia. A maresia havia comido grande parte do chapeado do portão, que não se sabia se era a melhor escolha um portão de metal para uma casa de praia, mas como nenhum deles entendia muito bem de arquitetura ou engenharia, ou física, ou química, ou qualquer matéria que envolvesse portões e umidade salina, ninguém questionou.
O problema estava nas pessoas abrigadas naquele espaço que, depois do álcool estar evaporando de seus corpos, não parecia que valia o dinheiro que haviam gastado.
Daichi estava pensativo, ainda com uma xícara de café na mão, que não estava mais quente ou morno. Apenas uma água suja, com um pó esquisito, quase semelhante a psicina que eles não se deram o trabalho de ligar o filtro. Oikawa e Iwaizumi dividiam uma depressão e disputavam uma garrafa de água, suspeitando de estarem sofrendo de uma ressaca terrível. Akaashi consolava Bokuto em um dos quartos, enquanto dizia que nem havia sido tão ruim assim, mesmo que tivesse marcado uma sessão de terapia para a Segunda-feira que vem. Kageyama e Hinata, ninguém fazia ideia de onde estavam, ainda. Kuroo dormia com Kenma, enquanto Tadashi rolava em um colchão de ar, pois, segundo ele, sua cabeça iria explodir a qualquer momento, e ele adoraria que suas palavras finais, fossem "Tsukii~"
E Tsukishima, como sempre, estava indiferente e ajustava os óculos escuros que escorriam pela ponte do seu nariz, com as pontas dos dedos.
E tinha Suga, que estava com os olhos arregalados fazia duas horas. Havia acordado meio zonzo, com algo seco no final da garganta e um sentimento errôneo de que, por algum motivo, alguma coisa muito ruim e outra igualmente boa pudessem ocorrer ao mesmo tempo. Isso fazia sentido? Não. Relevante para a história da casa, dos débeis ou das cinco estrelas que Morisuke, o procurado, havia cometido a proeza de conquistar? Também não.
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Verdade ou Desafio
FanfictionVerdade ou desafio é o melhor veículo existente para descobrir podres de seus amigos, ou fazê-los pagar um bom mico - logo depois encontramos o facebook. E claro, não poderiam deixar de jogar na despedida dos veteranos.
