Capítulo 25.

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- Somchai, não me puxe, filho... - Chay murmurou, tentando não ser arrastado pelo seu cachorro.

Eles estavam caminhando às 2h da manhã, já que o sono parecia que não iria chegar, e fazia dias que ele não passeava com seu cachorro.

As ruas do condomínio estavam tranquilas, apenas a luz suave dos postes iluminava o caminho. O silêncio da madrugada era quebrado apenas pelos passos deles e pelo ocasional latido distante de outros cães.

Chay deixou que Somchai liderasse o caminho, enquanto sua mente vagava por pensamentos que o impediam de encontrar a paz necessária para dormir. A brisa noturna acariciava seu rosto...

Enquanto Somchai farejava o chão e explorava os arredores, Chay tentava organizar seus pensamentos.

O cachorro, por outro lado, estava completamente despreocupado, focado nas novas descobertas e odores que encontrava pelo caminho.

Kim hoje não pôde estar com ele esta noite, ele iria em um jantar com sua avó, que viria passar algumas semanas com ele.

Vegas já havia recebido alta do hospital, Pete havia dito para ele que já tinham se resolvido, e que estava com o Vegas. Isso era bom, eles brigado eram uma tortura.

O Kittisawad sentou-se no gramado, onde havia pouca luz, juntamente com Somchai. Mas não por muito tempo.

Ao ver o farol do carro, o cachorro correu em direção ao carro, que logo havia parado ali, deixando o seu dono para trás.

Somchai, agora ao lado do carro, abanava o rabo com entusiasmo, antecipando a chegada de quem ele já sabia muito bem quem era.

Chay identificou a silhueta de alguém que conhecera bem. Era Kim.

- O que você está fazendo aqui, Kimhan? - Questionou Chay, levantando-se do gramado quando o carro parou.

- Estávamos em um jantar com a minha avó!

- Como foi? - Chay indagou, sentando-se novamente no gramado.

- Foi bom, foi melhor do que eu esperava! - O Kittisawad assentiu. - E por que você está aqui hora dessa?

- Eu vim trazer o Som para passear, fazia tempo que eu não tirava um tempo para ele! - Chay murmurou, acariciando o pelo de seu cachorro.

O Theerapanyakul sorriu fraco, antes de deitar a cabeça sobre as coxas de Porchay. O qual rapidamente percebeu que algo estava incomodando ele...

Acariciou o rosto do garoto, fazendo ele fechar os olhos, enquanto sentia os dedos quentes e macios de Chay.

- O que você tem? - Chay questionou, ainda fazendo carinho em sua bochecha.

- Eu... Eu quero te pedir algo, mas eu não sei como fazer isso.

O mais novo franziu o cenho, olhando-o para o garoto deitado sobre as suas coxas.

- Peça, e eu vejo se eu posso te ajudar ou não.

Kim sentou-se novamente, não olhando de maneira alguma para o outro. Mas Chay percebeu as suas bochechas coradinhas, o nervosismo e a maneira de como ele suava.

O mais velho coçou a cabeça, evitando o olhar direto de Chay, e prosseguiu, meio atrapalhado...

- Bem, eu... eu queria saber se... se você gostaria de ser meu namorado? - Kim soltou as palavras, sua voz um pouco mais baixa que o normal.

- Oi? Eu não entendi. - O mais novo ditou, olhando-o.

- Quer ser meu namorado?

A expressão de Chay passou de surpresa para pura alegria, enquanto o mais novo aumentava suas risadas, observando a reação de Kim.

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