Capítulo_22🌻

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Olá queridos estou de volta com mais um capítulo de Stormy Night espero que gostem de dêem muito amor a essa obra.

Hoje colocarei a meta de 45 curtidas pra vocês cumpriem se essa meta for batida postarei o próximo capítulo amanhã até porque estou amando actualizar essa obra 😭😥!!!

Mesmo com internet ruim tive que postar o capítulo novo como prometido, estou muito orgulhosa e agradecida a cada um de vocês por estarem aqui lendo essa obra, obrigada por cada curtida e por cada comentário, amo você e até amanhã se vocês assim me permitirem!!!!

Amo vocês!!!

Boa leitura!!!

San e Sanniwoo

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Sanniwoo era meu filho.

Como seria possível? Mas... Ele me disse com todas as palavras dadas e... Eu era realmente o homem que Wooyoung mais amou em toda a vida? Algo doía dentro de mim quando vesti uma roupa rápida e sai do quarto; ele havia se trancado no banheiro e não saia de lá, talvez por medo de minha reação, e na verdade, eu também temia encará-lo.

Quando cheguei à sala a TV enorme estava ligada e nela se podia ver claramente o Bob Esponja e o Patrick. Ouvi risadinhas engasgadas de leite, e quando pude ver tudo, observei Sanniwoo deitado no sofá de cabeça pra baixo assistindo o desenho. A mamadeira amarela em seus lábios, o cabelo preto apontando em todas as direções. Era exatamente a mesma posição que eu costumava ficar quando criança; irritava tanto minha mãe e ela dizia:

Um dia seu filho vai ficar deitado de cabeça pra baixo no sofá e o senhor vai ver como é desesperador o medo dele cair e bater a cabeça!

— Hei…— apenas falei parando ao lado do sofá branco. Os olhos pretos intensos se viraram pra mim, a mamadeira em sua mão derramou umas gotinhas de leite no tapete quando Sanniwoo deu um pulo e se sentou direito, talvez com medo.

— OOOOI San — deu um sorriso enorme mostrando as covinhas adoráveis em suas bochechas rechonchudas iguais as minhas, o pijama amarelo um pouco sujo de leite — cadê o papai? — fui me aproximando, observando-o com outros olhos.

— Tá se arrumando — falei a primeira coisa que veio em minha memória, me sentando ao lado dele no sofá — acordou faz tempo? — Sanniwoo sugou a mamadeira olhando pra TV.

— Aham —  assentiu.

— E essa mamadeira aí? Quem fez pra você? — de repente eu não sabia o que dizer pra ele; porque a ideia martelava em minha mente, e cada vez parecia ser menos real.

— Papai deixou o leite dentro dela, e ela dentro daquela geladeira — explicou me olhando atentamente — ai fui lá, coloquei a cadeira, subi na cadeira e peguei o meu leite! —  sorrindo ele mostrou a mamadeira — você quer leite? —  ofereceu pra mim.

— Não —  sorri pra ele meio besta — Você é um menino muito esperto, sabia disso?

— Sou é? Esperto quinem você, ou burro quinem o Bob Esponja? — ele rolou de rir quando no desenho o Bob Esponja foi queimado no bumbum pela água viva.

— Eu não sou esperto... Você é — corrigi. Sanniwoo me olhou curvando a cabeça um tanto pro lado, largou a mamadeira e veio pro meu colo. Percebi que seu dedo deslizou no meu rosto levemente.

— Porque cê tá chorando San? — quando perguntou, nem havia me dando conta disso... Percebi que seu dedo estava molhado, a lágrima que deslizou pelo meu rosto nele, ameaçando cair.

— Não estou chorando, Sannio —  tentei mentir, então ele me abraçou, deitando o rosto pequeno em meu ombro, dando tapinhas nas minhas costas. Abracei seu corpo pequeno com um pouco de força... Cheirava a leite e xampu infantil; Meu coração sabia. Minha mente era incapaz de entender.

— Tá sim —  insistiu — uma vez o vovô Seonghwa me disse que homens não choram, nem os meninos. Mas não precisa ficar com vergonha, não conto pra ninguém —  sussurrou a última parte no meu ouvido.

— Não Sanniwoo, isso é mentira — assegurei o separando de mim um pouco, olhando pro seu rosto — os meninos e os homens choram sim; porque, assim como as mulheres, somos propensos ao amor e ao ódio, e tanto o amor quanto o ódio são capazes de nos fazerem chorar…— expliquei vendo seus olhos curiosos em minha direção; as mãos pequenas nos meus ombros.

— E você tá chorando por amor ou por ódio San? — disse sério, recolhendo as mãos.

Grande questão; na verdade, Sanniwoo pegara o fato inteiro numa só pergunta e... Realmente, a resposta estava na ponta da língua. Se ele era meu filho, Wooyoung o escondera. Se ele era meu filho, Doyoung me enganara, e fizera o irmão sofrer por isso. Algo me dizia que era essa a verdade... Que assim como em toda a história, a culpa era de Doyoung, mesmo que eu não soubesse de tudo certinho.

— Estou chorando por amor, é claro... Porque nenhum ódio é capaz de encobrir um grande amor. Ou quem sabe dois grandes amores —  puxei Sanniwoo na minha direção comprimindo os lábios em sua
bochecha, em sua testa, em seu cabelo. Ele ria tentando se desviar, mas me abraçou com força também. 

— E você ama quem? — perguntou pondo as mãos em minha boca pra me afastar, rindo muito.

— Um menino chamado Sanniwoo —  falei com a voz abafada pelas mãos pequenas — o conhece?

— Eu? —  riu mais ainda.

— Você mesmo — assenti abraçando-o novamente — eu te amo muito...

— Eu também te amo MUITO — abriu os braços indicando o muito — e eu não sei por que, sabia?

— É porque somos iguais —  falei piscando pra ele — vai, me pede alguma coisa…—  abri os braços sentado no sofá, ele ainda no meu colo cruzou os braços confuso.

— Como te pedir alguma coisa? — abriu muito seus olhos verdes.

— O que quiser ter, fazer, ganhar... Qualquer coisa, no mundo inteiro — dei de ombros, mal podendo controlar tudo o que sentia... Toda a confusão.

— Ah isso — pareceu empolgado — tem uma coisa que eu quero muito — sua voz estava um pouco baixa, ele não me olhou quando disse... — quero achar o meu papai; quero achar ele pra dar um abraço e quem sabe, ele goste de mim e volte. Você pode achar ele San? —  por instantes intermináveis encarei aquele rostinho pequeno e confuso, um tanto triste. Mas a resposta que não saia de mim veio de outro lugar...

O silêncio novamente, porque Wooyoung estava parado perto do sofá, e a coragem me faltando pra olhá-lo. Porque eu? Não era ele quem deveria estar com medo... E justo ele estava sendo forte? Forte fora o que Wooyoung fora todo esse tempo, e eu apenas um fraco, um fantoche nas mãos de Doyoung, alguém que fazia de tudo para manter seu vício, e infelizmente, o vício dele era eu.

— Sanniwoo toma seu Tetê — peguei a mamadeira dele descansando na mesinha e a coloquei em sua mão pequenina — preciso... Ter uma longa conversa com o seu papai.

— Tá bom, San — desceu do meu colo rapidamente, deitando no travesseiro confortável, olhando pra TV com a mamadeira.

— Depois terminamos nosso papo, tá bom? Prometo…— prometi beijando a testa dele, ajeitando o cabelo preto.

— Tá bom San —  falou de novo, dando um sorriso fofo.

𝗨𝗠𝗔  𝗟𝗢𝗡𝗚𝗔 𝗖𝗢𝗡𝗩𝗘𝗥𝗦𝗔...

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Stormy Night_WoosanOnde histórias criam vida. Descubra agora