| Onde S/n e Kai acabam se conhecendo de uma forma meio inusitada, se odiando dês a primeira troca de olhares e palavras.
| Eles esperavam nunca mais se reencontrar, mas o destino é traiçoeiro e vai colocar esses dois para conviver um com o outro...
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O silêncio que reinava envolta dos dois corpos juntos era incondizente com toda a angústia que envolvia os corações aflitos e cheios de ansiedade, trazendo um gosto amargo e ferroso a boca, o medo dava voltas e voltas em suas mentes, alimentando paranóias e incertezas que se ganhassem vida os destruiriam.
Sentado no chão com as costas de encontro ao tronco de uma vigorosa árvore Kai tinha a garota encolhida em seus braços, a respiração desregulada havia voltado ao normal, graças ao frio que era apaziguado aos poucos, embora ainda tremesse, ela se sentia mais aquecida dês que foi embalada no sobretudo do homem que a abraçava firmemente em tentativa de passar o máximo de calor possível.
Com a cabeça deitada sobre o peito dele ela ouvia as compassadas batidas de seu coração, servindo como uma espécie de relaxamento para si aspirava o aroma marcante do perfume que emanava de suas roupas em mistura com um suave toque do odor do cigarro que ele era acostumado a fumar, apesar de odiar cigarros ela não se sentia incomodada, pois era leve como se estivesse ali apenas para acrescentar um singelo traço que proporcionaria harmonia, todo aquele conforto trazia segurança, mas ao mesmo tempo estranheza e uma fisgada de incômodo que era uma incógnita para si, como se a qualquer momento tudo fosse se dissipar, voltando a ser como realmente era, afinal de contas eles mal se suportavam, então por que estava se mostrando tão vulnerável e por que ele parecia tão disposto a ser seu suporte?
— Por um momento eu pensei que você fosse morrer. — a voz saiu baixa e exitante, como se ele fizesse uma confissão, como se tivesse temor das palavras.
Ainda sentia o corpo tenso, com uma mistura de sentimentos agoniantes e amargosos o afligindo internamente, se sentia horrível por ter sido tão negligente com "S/n", por ter ignorado todas as vezes que ela reclamou do frio, de todos os seus pedidos para pararem para descansar, ele simplesmente fechou os ouvidos para tudo que saia da boca da garota considerando que não passava de ladainha, e esqueceu que ela não tinha a mesma capacidade física que a sua, que ela estava com um vestido que tanto dificultava sua caminhada quanto a deixava totalmente desprotegida do ar gélido da noite, merda, ele se sentia um completo filho da puta, com a culpa o corroendo lentamente.
— Sinto em informar, mas não irá ser hoje que vou te dar tamanha alegria. — o tom bem humorado veio seguido de uma risada fraquinha, ela esperou que ele devolvesse a brincadeira com alguma de suas frases estúpidas.
Silêncio, nada foi dito, nem um gesto ou som realizado. Confusa ela ergueu os olhos até o rosto inexpressivo que encarava o nada, ele estava sério, como nunca havia o visto antes.
— Se continuar desse jeito eu vou começar a ficar com medo. — bateu de leve no braço dele que despertou pra vida e a encarou.
Ele forçou um sorriso.
— Com medo de se apaixonar, né? — tocou o nariz dela que revirou os olhos.
— Tava demorando. — balançou a cabeça em negação. — Aposto que a sua falta de cérebro é resultado do seu grande ego.
— Ei, não seja tão má comigo. — resmungou em um falso tom de mágoa. — Afinal de contas é o sem cérebro aqui que está te mantendo aquecida. — a apertou nos braços e ela riu.
— Não creio que está concordando comigo. — colocou a mão sobre a testa dele fingido preocupação. — Você só pode estar doente ou este pouco período de tempo que passamos aqui já serviu pra te enlouquecer.
— Se o meu diagnóstico for loucura, isso conserteza é resultado da minha convivência com você.
"S/n" teve as mãos capturadas pelas dele que as fechou entre as suas para acalentar a frieza ainda presente na pele dela, com o olhos levemente arregalados ela sentiu o rosto queimar, confusão, vergonha... talvez satisfação em ver a diferença de tamanho entre as mãos juntas.
"Ele tá muito estranho!!"
— Err... não precisa, eu nem estou com tanto frio. — a tentativa de se afastar do contato foi em vão, Kai não permitiu.
— Por que você não dorme um pouco "S/n"? Amanhã a gente vai caminhar bastante.
Ela até quis perguntar se não ficaria desconfortável para ele o fato dela está em seu colo, sugeri que se acomodassem de uma forma que ambos ficariam confortável, mas naquele momento o egoísmo falou mais alto, a sensação de aconchego foi mais tentadora do que o sentimento de compaixão, e ali nos braços quentinhos do homem que tanto jurava odiar ela se permitiu fechar os olhos e dormir.
"Talvez você esteja um pouquinho menos insuportável."
Pensou com um singelo sorriso nos lábios enquanto velava o sono da brasileira.
. . .
Prontinho, mas um capítulo saindo pra vocês, espero que gostem.
Eu vi que alguns leitores estavam praticamente aflitos por atualizações, então decidi colocar meu cérebro pra funcionar e os meus dedinhos para trabalhar e escrevi o capítulo.
Também venho percebendo que vcs estão querendo que saia casal logo, acreditem, eu tbm não vejo a hora de deixar esses dois juntinhos, mas peço que tenham paciência, pq isso aqui é um enimes to lovers, então não tem como eu fazer eles saírem do ódio para o amor em um piscar de olhos, temos que dá um passo de cada vez, certo?
Qualquer erro é culpa do sono kkkkk. Beijinhos meus xuxuzinhos.