Capítulo 2: Porque ela?

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Oi, oi! Estamos no segundo capítulo. E venho avisar, que neste capítulo tem cenas fortes de violência. Pessoas que são sensíveis evitem ler, para não desencadear certos traumas.
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Nada melhor que uma tarde tranqüila em minha sala particular, em cima da mesa, havia um cervo morto, ao lado do cadáver estava uma xícara de bronze com chá preto, amargo.

Em uma de minhas mãos estava uma faca pequena de prata, e a outra um garfo do mesmo material. A faca deslizava na carne do cervo, cortando um belo e suculento pedaço, garfo este pedaço e o levo a boca para saboreá-lo.

Eu podia sentir o hotel quase todo. As minhas sombras rondavam o hotel, era como se eu fosse o próprio hotel. Deixo os talheres ao lado da xícara e levo a mão direita apanhando-a pela a alça, enquanto a esquerda levantava o pires de bronze auxiliando o apoio em baixo da xícara, assim que levo a xícara aos lábios paro imediatamente.

Algo não está certo, o hotel estava em pânico, por causa de minhas sombras, o cheio doce, e aromatizado de flor do sangue de Charlie chegou até mim. Meu coração por um instante parou de bater, meu corpo ficou completamente imóvel, soltando tanto o pires como a xícara e fazendo um barulho enorme de metal quicando no chão do quarto.

- Ela morreu! Há! Há! Há! – As Vozes em minha cabeça começaram a falar.

- Sim! Possível! Talvez! Morreu! Há! Há! Há!

Meus olhos começarão a ficar vermelho carmesim, a raiva começou tomar conta de meu corpo, minha sanidade parecia se for à medida que as vozes ao meu redor ficavam cada vez mais ativas, como se quisessem que eu acreditasse na morte dela.

Não estava mais conseguindo controlar, meu rosto já esticava à medida que meu coração batia, a ponto de ficar com um sorriso de orelha á orelha.

Tentáculos de sombras se formaram em minhas costas, e em um estralar de dedos, do meu cajado apareceu em minha mão direita. O barulho de estática foi se intensificando à medida que a minha aura tomava conta daquele quarto, deixando ele pesado e com uma luz num tom vermelho sangue.

Um de meus tentáculos de sombra atracou contra a porta daquele quarto, arrebentando ela em vários pedaços. À medida que caminhava a aura se intensificava cada vez mais, o barulho de estática de radio ficava cada vez mais auto, já nem ligava para o que aquelas vozes diziam ao meu redor. A pressão de minha aura começava a ficar cada vez mais insuportável à medida que eu chegava próximo de uma criança que havia, bem de leve, o cheiro de Charlie, a mãe do mesmo estava o abraçando-o com força, com seus olhos assustados em minha direção.

À cada passo que me aproximava dos dois, a mãe abraçava ainda mais forte a criança. Parei em suas frentes, com um sorriso enorme estampado em meu rosto, meus dentes estavam à mostra, afiados, pude sentir a fúria me levando a loucura, quanto mais olhava para eles, mais aparente meus chifres ficavam.

Abaixei-me em direção a mãe da criança, o som de estática já era ensurdecedor.

- Oh, querida dama, foi seu filho que... Interrompi-me. Respirei fundo antes de continuar, já havia perdido o controle de minha voz, ela estava tão estática, e duplicada. - Foi ele que á machucou?

As sombras já cercaram os dois, que mal conseguiam respirar com a presença e pressão de minha aura. Aquela pobre mulher só podia balançar a cabeça em negação.

- MENTIRA!! MENTIRA!! MENTIRA!! HA!! HA!! HA!! HA!! IMPURA!!! HA! HA! HA! MENTIROSAAAAAAA!! HA!! HA!! HA!! HA!!VOCÊS MACHUCARAM ELA! HA! HA! HA!

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