Nota da autora!
• Irei me inspirar um pouco na FanArt "The taxidermist" com umas alterações nela.
Esse capítulo contem cenas fortes de violência, pessoas sensíveis evitem lerem ele, para não desencadear algum trauma.
***
Uma luz branca me cegava, fechei os olhos com força, na tentativa de evitar aquela luz.
Não acredito que eu errei, eu finalmente consegui abrir um portal para o mundo dos humanos, e ainda erro as coordenadas.
Meus pensamentos foram interrompidos por um vento gelado que tocava o meu corpo, tudo foi tão rápido, que quando percebi, havia sido submersa em uma água fria, com correntezas fortes.
Nunca fui à melhor nadadora, na verdade, não sei nadar nem um pouco. Tentei fazer o meu melhor, o desespero foi me tomando, eu estava me afogando, a pressão da água gelada, meu corpo sendo arremessado para galhos e pedras, passei a maior parte submersa, era bem difícil subir para superfície, e as poucas vezes que eu conseguia alcança-la, mal se quer dava tempo de respirar.
Eu realmente achei que iria morrer com aquilo, foi quando meu corpo foi jogado com força me fazendo bater as costas em algo muito duro e longo, aquilo me fez perder o pouco de ar que eu tinha, e engasgar ainda mais com aquela água.
Mesmo assim, eu não queria morrer, eu me esforcei para agarrar aquilo e tentar ir para a superfície, consegui com muito esforço.
Eu já respirava entre as tosses por ter me engolido muita água.
Assim que consegui recuperar um pouco do ar que me foi tirado, fui agarrando ao tronco que havia me parado, e puxando o meu corpo para fora daquela água. Meus poderes não estavam funcionando naquele local. E eu nem fazia idéia do por que.
Assim que eu consegui chegar à margem daquele rio, eu finalmente pude respirar melhor, cansada com tudo aquilo, minha garganta doía tanto que mal conseguia falar. Cada vez que eu respirava fundo, doía ainda mais, me fazendo tossir.
Meu vestido de seda vermelho estava completamente arruinado, cheio de rasgos, meu corpo estava todo machucado com aquela experiência de ser jogada por todos os lados pela a água. Principalmente em minhas costas, quando bati com força no tronco. Tudo doía.
"Minha mãe falava que aqui era lindo, e mágico, porque dói tanto assim."
Distraída nem percebi que três homens haviam se aproximado de mim, quando me dei conta, acabei tomando um susto com a voz de um dos três homens.
- Hora, hora, hora! O que temos aqui?
O homem n°2 lambia os lábios, e logo um sorriso que eu nunca vi tomou conta das suas feições. Eu comecei a ficar com medo a cada passo deles, na tentativa de levantar, eu caí de bunda nas pedras da margem, me machucando ainda mais.
Eles rirem com aquilo.
- Há, há, há! O cheiro forte de álcool que vinha deles, me deixaram enjoada.
Na mão de um deles havia uma garrafa de algo alcoólico, onde ele deu um gole bem grande e jogou em minha direção, acertando uma pedra ao meu lado. Encolhi-me, olhando para eles com medo. Com esforço consegui levantar, meu corpo tremia de frio e de medo.
- Oh, coitadinha, ela está com frio! Vem cá que nós te aquecemos!
O homem n°1 agarrou meu braço com força.
- NÃO, ME SOLTA! Eu gritei, e num movimento involuntário acabei dando um tapa no rosto do homem n° 1.
Aquilo o deixou com raiva, me devolvendo o tapa, com tanta força, me fazendo cair no chão, as pedrinhas entravam em minhas pernas, e nas palmas das minhas mãos.
Tentei sair engatinhando daquele local. Eu só queria sair dali o mais rápido possível.
O homem n°3 agarrou meu cabelo, rasgando todo meu vestido pela as costas, e arranhando ainda mais as mesmas.
- NÃO, ME SOLTA!! ME SOLTA!! Eu gritava e chorava tentando fugir dele, ele me virou para olhá-lo, enquanto lambia os lábios.
- Que tal brincarmos um pouco para aquecer, em delícia?
Já estava completamente nua, meu vestido estava todo rasgado, eu chorava desesperada me esperneando e chutando o meu agressor.
- NÃO, SOCORRO! NÃO! ALGUÉM ME AJUDE, POR FAVOR!
Um barulho muito alto e ensurdecedor ecoou por todo local, me fazendo encolher e tampar os ouvidos.
- Acho que ouvi a dama falar que não queria rapazes!
Olhei para cima, a pessoa em minha frente era um homem magro, alto, de cabelos castanhos claro e curtos, ele usava um óculos pequeno.
Em sua mão havia um rifle, apontando para aqueles homens.
Quando olhei para o lado, o homem nº 3 já havia sido morto pelo o meu salvador, o homem n°1 veio em nossa direção, fazendo meu salvador atirar novamente.
- Eu percebi que teria de dar uma lição de modos á vocês.
Ele sorria como se estivesse gostando daquilo, fui engatinhando até ele, abraçando as suas penas, eu todo momento eu estava chorando.
- POR FAVOR, POUPE MINHA VIDA! O homem n°2 suplicava de joelhos enquanto chorava para meu salvador.
O que fez sorrir ainda mais.
- Vocês pouparam a linda dama, enquanto ela suplicou?
Antes de ele ter a chance de responder, foi disparado outro tiro. E os três homens estavam mortos.
Aquele homem deixou o rifle cair ao nosso lado, retirou o casaco, e colocou sobre minhas costas.
- Pronto, já passou querida... Ele ainda estava sorrindo. - Eu vou te levar para um lugar seguro e cuidar de seus machucados, eu prometo!
Ele se abaixou pegando-me no colo, eu só pude abraçar o pescoço dele, chorando muito, tudo doía, tanto que a dor e aquele trauma me fez desmaiar em seus braços.
Fim do Flashback
***
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Sempre foi você!
Fiksi Penggemar"Só queria você comigo..." Um amor que a muito tempo esquecido, retorna em lembranças seladas por um selo de sua mãe. Sem saber, que aquele que ela mais amou e procurou, já estava em seu lado a protegendo. Um amor verdadeiro, que quebra as barreiras...