3 - Confissão

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Notas Inicias: 

Aviso aos leitores: *Ministério da Saúde Mental Alerta: A autora não é responsável por qualquer dano psicológico desenvolvido durante essa fanfic. Se persistirem um sintomas, um psicólogo deverá ser consultado.* 

(Pelo SUS!! Não vou pagar nada!)

Beijos, e boa sorte... oh, boa leitura!

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Does she know that we bleed the same?

(Será que ela sabe que nós sangramos da mesma forma?)

Don't wanna cry but I break that way

(Não quero chorar, mas me quebro mesmo assim)

Where's my love - SYML

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Mandou a mensagem para o ioiô dela havia poucos minutos. Em instantes, Ladybug estaria ali com ele.

Chat inspirou fundo.

Do alto do telhado, debaixo das estrelas, o herói admirou o céu. Milhares e milhares de diamantes na escuridão.

Apesar de lindo, era uma daquelas raras noites em que não havia lua.

Chat Noir queria saber onde ela estava. Estaria o astro se escondendo dele? Ela também o temia como ele próprio?

Fechou os olhos e expirou devagar. Tentando extinguir as horríveis imagens que vieram em sua cabeça. Não as aceitaria, não ali, naquela momentânea calmaria, sentindo o vento noturno lhe acariciar os cabelos.

Era, de fato, uma bela noite. E queria absorver o máximo de detalhes que pudesse.

— Gatinho! — Não a ouviu chegar. Os movimentos dela a tornavam tão silenciosa, que Chat Noir só a notou quando a heroína o tomou em seus braços. — O que houve? Onde você esteve?

Ela havia percebido sua ausência, claro. Não participar das rondas diárias ao pôr do sol fora um sinal claro e direto.

— Oi, Bugaboo. Senti sua falta. — A rodeou com seus braços. Precisando mais daquele contato do que gostaria de admitir.

— Então por que sumiu? Temi que tivesse acontecido algo com você! — Ela perguntou, parecendo indignada, o afastando de si e olhando em seus olhos.

Chat sentiu a respiração falhar, à medida que seu coração acelerava. A encarou de volta.

— É que algo aconteceu, Ladybug.

Viu o exato momento em que a postura dela mudou. Pelo que conhecia da heroína, ela já devia estar tentando encontrar uma solução em sua cabeça, mesmo que nem tivesse conhecimento ainda do que era o problema.

— Chat, me conta, o que houve? — Suplicou, já puxando a mão dele para a sua.

Teve que se controlar para não puxar a mão de volta. Para nem chegar perto dela com aquele perigo, que era seu toque.

Ele então a puxou para a beira do telhado, onde os dois se sentaram para conversar.

— Lembra da última akumatização do Gabriel Agreste? Quando ele virou Terror Noturno? — Disse após alguns segundos, olhando para o horizonte. As luzes da cidade estavam todas acesas, concebendo um lindo cenário.

— Sim, eu lembro. — Ela respondeu, parecendo reflexiva. — Não pude estar lá com vocês naquela noite, mas o capturaram sem mim.

— Exato, você não estava lá. — Mordeu o lábio antes de continuar, forçando sua voz para continuar estável. — E não a estou culpando, entenda. Mas, por não ter estado lá, não pode consertar o pesadelo que ele me deu. — Abriu um sorriso triste. — E foi o pior dos pesadelos, M'lady. — Sua voz saiu mais quebrada do que gostaria, percebeu pelo arquejo feminino assustado ao seu lado.

AusênciaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora