Sentimentos

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Capitulo 5

A viagem foi demorada, com York crescendo e prosperando os novos lordes  passaram a ter mais pressa na estrega de suas mercadorias de uma cidade para outra, uma novidade foi o trem a vapor, sendo também usado para passageiros.

As pessoas poderiam viajar a locais mais longe, cidades mais longe, uma novidade porém que alguns ainda tinham medo.

Andrew me leva a estação, Como arrumei minha bagagem com pressa, a camareira que ele havia disponibilizado para me auxiliar em sua casa, não pôde vir como acompanhante.

Uma moça de boa família não pode andar sozinha, mas dada as circunstâncias da briga com minha tia, não levarei acompanhante.

_Mauren, saiba que podes voltar a qualquer momento, aqui e sua casa também, por mais que você e mamãe se desentendem, ela só quer te cuidar.- Ele tira algo do bolsos e me entrega.- nesse papel estão anotados uma conta a qual fiz com seu dote, caso você se case com alguém. Seu tio pode fazer a retirada.
Eu o abraço forte, vejo em seu rosto que sua preocupação é genuína, pego papel e o guardo, surpresa em ele ter pensado em tudo isso em pouco tempo.

_Meu querido  primo, se algo acontecer eu voltarei. Mas quero muito conhecer a família de minha mãe, sinto que devo isso por ela!

_Espero que de tudo certo, para você minha prima, após o acidente, quando os papéis vieram da fortuna, eu já fiz a conta do valor, se um pretendente viesse o contrato seria de seu dote ficar com você.

Surpresa por seu pensamento e preocupação eu assinto para ele.

_Obrigada por pensar em meu futuro! Casar não está em meus planos, posso lá na Escócia lecionar, o reverendo me deu uma carta de referência.

_ Ótimo, também na me casarei ainda, sou jovem. – ele me dá uma piscadela e sorri. Vou para a fila de embarque e lhe dou tchau.

O trem  apita em uma última chamada e embarco, aos poucos vejo a imagem de Um primo sumindo com o trem em movimento e me vejo rezando para que minha estadia na Escócia seja promissora!

A paisagem e bela, as florestas e montanhas passam e me vejo focada em não perder nenhuma vista. Noto quando estamos já estamos em território escocês os castelos, me animou ao ver, se parecem com os castelos descritos contos de fadas que lia quando criança.

O trem chega a estação na Escócia, as pessoas estão descendo, cansadas de tantos dias sentados.
Logo pego uma carruagem para ir ao porto, rumo as ilhas Shetland.

Ouço uma comoção vozes altas chamam a atenção volto o olhar e vejo um homem muito alto, pele bronzeada, cabelos aos ombros e ondulados vestido de kilt , me aproximo curiosamente para ver o que está acontecendo.

Levanto meu olhar , me pego estudando seu rosto e o homem alto me vê e olha para mim como se visse minha alma, seu olhos verdes são como safiras, sua boca e carnuda e quando me percebo estou olhando demais e ele sorri, sinto meu rosto esquentar.

Não sou uma boba em questão, porém nunca senti meu corpo esquentar com um olhar.

Porém tarde demais percebo ele está embriagado.

_Senhores, eu apenas quero ir a ilha, como expliquei a pouco, meu pai faleceu estou indo a casa dele. – ele fala alto, porem entendo sua embriaguez perder o alguém, ainda mais o pá não e fácil de se lidar.

_Senhor Grant, sugerimos que passe a noite em alguma estalagem, até passar sua embriaguez, as passagens do barco foram todas vendidas, a não ser que alguém disponibilize algum assento de acompanhante em uma cabine privada.

Eu escuto com atenção, e em rompante de coragem falo:

_Ele pode ir ao meu lado se quiser, vou a ilha também.

Ninguém me conhece ali no porto, não preciso ser a filha de boa família, mas ao lembrar da dor que o homem em questão deve estar passando, sinto que devo ajuda-lo.

O guarda acena e olha para o homem alto cujo ouvi chama- lo de Grant e diz:
_Espero que o senhor milorde não incomode a senhorita em questão, esteja avisado qualquer coisa que a senhorita se incomode, o senhor será jogado ao mar!

Senhor Grant concorda, mas vejo uma ponta de zombaria em como sua boca puxa para o lado .

_Vamos embarcar então. – Embarcamos e ele fala: - Agradeço sua gentileza, prazer Logan Grant, a seu dispor! Ele faz uma mesura! E o sorriso está lá que atrevido!

_Encantada, me chamo Mauren Webstern , perdão ouvir sua discussão mais cedo mas ouvi que seu pai havia falecido, meus sentimentos.

Ele está se ao meu lado agora seu rosto mostra sinais de cansaço e algumas linhas de expressão aparecem, ele não parece ser tão jovem, talvez fosse o sorriso zombeteiro que lhe a um ar de mais jovem ou ele seria um libertinos, minha tia estaria me falando horrores se soubesse que estou com um homem ao meu lado.

_Recebi a notícia a dias, eu ne sabia que ele sequer estava doente, digamos que eu e meu pai não éramos muito familiares um com o outro. Me pegou de surpresa sua morte, ele era um lorde, não um líder de clã, mas ele era um comerciante nobre. Ele produzia wiski.

_ O senhor estava onde quando recebeu a notícia, se me perdoa minha ousadia em perguntar.

_Imagina, aqui não e a Inglaterra, onde necessita de modos rígidos de educação, mas respondendo sua pergunta, eu estava na Itália, eu produzo vinho, ironia não?

_Oh, de fato, mas dizem que a fruta na cai longe do pé, tal pai tal filho!

_Herdei as terras da Itália por causa de minha mãe, ela tinha uma irmã, então essa irmã, minha tia deixou as terras para eu. Mas agora chega de falar de mim e a senhorita, o que faz desacompanhada, indo para as ilhas da Escócia?

_Meus pai faleceram também em um acidente, fui morar com uma tia, mas não nós damos bem, minha mãe era escocesa e então estou indo morar com eles.

_Meus sentimentos, mas você é jovem, na e casada? Perdoe me minha ousadia em perguntar.

_Ah não, está tudo bem, não me casei, minha tia estava fazendo uma listagem, segundo ela sou velha já, estou ficando para titia.

Ele solta uma gargalhada e me vejo rindo alto também, percebo minha gafe e coloco a mão sobre a boca, lembrando de meus modos.

_A idade e só um número senhorita Mauren. Mas está indo para um lugar onde pretendente não vão faltar.
Meu rosto esquenta novamente o atrevido realmente sabe me deixar sem palavras.

Ele se encosta na cabine e quando vejo ele está ressonando, a bebida enfim deve ter lhe dado sono, quanta coisa deve ter passado sua cabeça ao receber a notícia de morte de seu pai.

Seu rosto dormindo e tão bonito, pare Mauren agora vocês não se verão mais após desembarcarem. Se um dia eu me casar, quero alguém com quem eu possa ter a liberdade de conversar sobre várias coisas como conversei com o senhor Grant!

Reviravoltas do amorHistórias para pegar e não largar. Descubra agora