Luna, uma jovem curiosa, descobre por acaso o portal mágico que a leva ao misterioso mundo de Nárnia, juntamente aos irmãos Pevensie. Juntos, eles embarcam em uma jornada incrível e repleta de perigos para desvendar os segredos e mistérios desse rei...
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QUANDO as crianças acordaram na manhã seguinte, tendo dormido na barraca sobre boas almofadas, ouviram a Sra. Castor dizer que Edmundo estava salvo e fora trazido ao acampamento altas horas da noite. Conversava agora com Aslam.
Ao despertarem na manhã seguinte, encontraram-se em meio à serenidade da natureza, abraçados pelo suave murmúrio do riacho próximo. A Sra. Castor os informou que Edmundo estava são e salvo, retornando ao acampamento durante a noite. Enquanto saboreavam o café da manhã, observaram Aslam e Edmundo caminhando juntos pela relva orvalhada, envoltos em uma conversa profunda e significativa.
Os raios de sol dançavam entre as folhas das árvores, criando um cenário idílico para o reencontro entre Edmundo e seus amigos. À medida que se aproximavam, Pedro e Luna sentiram o coração pulsar mais forte em seus peitos, testemunhando a reconciliação tão aguardada.
– Aqui está o quarto Filho de Adão. E... bem... não vale a pena falar do que aconteceu. O que passou, passou. Edmundo apertou a mão de todos, repetindo:
– Desculpe... - E cada um respondia:
– Deixe isso pra lá!
Todos queriam dizer alguma coisa, para dissipar a tensão que pairava no ar após a reconciliação, mas nenhum deles conseguia encontrar as palavras certas. No entanto, antes que o silêncio se tornasse desconfortável, um dos leopardos se aproximou com uma mensagem urgente para Aslam.
– Senhor, está aí um emissário inimigo que implora audiência.
– Mande-o aqui. - O leopardo se retirou e logo retornou acompanhado pelo anão da feiticeira.
– A que vens, Filho da Terra? – perguntou Aslam.
– A Rainha de Nárnia e Imperatriz das Ilhas Desertas deseja salvo-conduto para vos falar sobre um assunto que tanto interessa a vós como a ela – disse o anão, com a língua afiada.
– Ah! Rainha de Nárnia! – comentou o Sr. Castor. – Mas é muito cara-de-pau!...
– Calma, Castor – disse Aslam. – Todos os títulos serão restituídos a quem de direito. Não vale a pena discutir por enquanto. – E, voltando-se para o anão: – Diga a sua senhora que o salvo-conduto está concedido, sob a condição de ela deixar a vara mágica debaixo daquele grande carvalho.
Aceita a condição, dois leopardos acompanharam o anão, para garantir que tudo seria cumprido conforme combinado. Enquanto observavam a partida do anão, Luna sentiu a mão de Pedro buscar a sua discretamente.
– E se ela transformar os leopardos em estátua de pedra? – murmurou Lúcia para Pedro. Acho que os leopardos tiveram a mesma idéia. Estavam completamente arrepiados, de rabo em pé, como um gato na presença de um cão estranho.
– Não tenha medo – cochichou Pedro. – Ele sabe o que faz.
Pouco depois, era a própria feiticeira que aparecia no alto da colina, dirigindo-se sem hesitar para junto de Aslam. Os quatro, que nunca a tinham visto, sentiram um frio na barriga quando a olharam de frente. Pedro, como um instinto, colocou Luna atrás de si.